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2010-04-11

Piscinas e SPA – Conferência Internacional


O Instituto Superior de Engenharia do Porto, em conjunto com Faculdade de Desporto da Universidade do Porto e a Administração Regional de Saúde do Norte está a organizar a 4ª Conferência Internacional sobre Piscinas e SPA - “Fourth International Conference Swimming Pool & SPA – Research and Development on Health, Air and Water Quality Aspects of the Man-made Recreational Water Environment” - que decorrerá na cidade do Porto entre 15 e 18 de Março do próximo ano (2011).

Depois das conferências de Budapeste (2005), Munique (2007) e Londres (2009), será no Porto que “académicos, médicos, gestores de instalações desportivas, engenheiros e outros profissionais que investigam, projectam, gerem, operam e controlam Piscinas e Spa” de vários países, muitos “a trabalhar em entidades internacionais (Organização Mundial da Saúde, Centers for Disease Control and Prevention, Health Protection Agency, Pool Water Treatment Advisory Group, Bavarian Health & Food Safety Authority)”, se reunirão para debaterem as matérias que constam do Programa: - “Normas, regulamentos e legislação/ Riscos microbiológicos/ Riscos químicos no ar e na água/ Monitorização e avaliação/ Tratamento e desinfecção da água/ Gestão de riscos”.

Para mais informações, os leitores do JSA interessados em participar – apresentando ou não Comunicações – devem consultar o sítio da Conferência.

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Ilustração: Imagem recolhida em ABC Piscinas

2010-04-08

O Dia Mundial da Saúde. No Parque da Saúde


Todos os dias são dias de. Ontem (7 de Abril) foi dia de se celebrar a Saúde – este ano (2010) sob o lema “1000 Cidades, 1000 Vidas”.

Em Portugal, a comemoração oficial decorreu no auditório do INFARMED, Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, no Parque da Saúde, em Lisboa, e cumpriu um programa estruturalmente idêntico ao de anos anteriores.

No discurso de encerramento, Ana Jorge, Ministra da Saúde, começou por dedicar uma “uma palavra especial a todas e a todos os dirigentes” do ministério, evocou a intervenção das autarquias que têm “um papel muito importante na pedagogia do sistema de saúde que (…) deve ser feita junto dos cidadãos, de forma a assegurar um uso adequado e eficiente dos recursos públicos”, assinalou o ruído entre outras preocupações associadas a alguns problemas de saúde que as cidades geram e concluiu afirmando que “Os serviços do Ministério da Saúde enviaram a todas as autarquias um manual que pretende ajudar na implementação de Planos de Habitação e Saúde, elaborado com o apoio da OMS, e que permite fazer um diagnóstico dos principais problemas de saúde detectados em cada população, de modo a orientar as políticas de planeamento urbano e habitação, no sentido de resolver os problemas encontrados”.

Eu (ainda) não conheço o Manual, mas conheço o Parque da Saúde. Um espaço adquirido há cerca de 100 anos para a instalação de um moderno Hospital Psiquiátrico – o Hospital Júlio de Matos. Um espaço verde no centro da cidade onde actualmente (nos antigos pavilhões) estão instalados diversos serviços de saúde (e até uma estação de incineração de resíduos hospitalares…). Que são ao longo do dia sobrevoados por aviões que quase roçam os telhados na fase de aproximação ao Aeroporto da Portela. Um pormenor em que decerto repararam os participantes na sessão: o ruído é tão intenso que cala as conversas, as vibrações perturbam as pessoas mais frágeis e assustam as mais temerosas, que antecipam a tragédia se um avião cair…

O Parque da Saúde (propriedade do Ministério da Saúde) seria (é) um bom pretexto para se reflectir sobre a “gestão do ordenamento do espaço urbano”. Na generalidade, os edifícios estão velhos e degradados, os jardins ao abandono, os arruamentos (as antigas alamedas) deficientemente sinalizados, os passeios pejados de obstáculos que dificultam a movimentação das pessoas com a mobilidade reduzida…

Nos noticiários televisivos a que assisto e no jornal que leio diariamente não foi publicada a menor referência à sessão de comemoração oficial do Dia Mundial da Saúde.

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Ilustração: Imagem recolhida em AVINA

2010-02-26

Urbanização e Saúde


Este ano, o Dia Mundial da Saúde será dedicado à cidade, um (bom) pretexto para se reflectir sobre a urbanização e a saúde. Um tema, como informa a OMS, que responde “à vontade de reconhecer os efeitos que tem a urbanização tanto na nossa saúde colectiva, à escala mundial, como na saúde de cada um de nós”.

Mil cidades: abrir os espaços públicos à saúde, seja para realizar actividades nos parques, reuniões de cidadãos, campanhas de limpeza, ou encerrar parte das ruas ao trânsito de veículos motorizados”.

Mil vidas: reunir mil relatos de promotores da saúde urbana que, pelas suas iniciativas, tiveram um impacto considerável na saúde das suas cidades”.

7 de Abril, Dia Mundial da Saúde. Um pretexto para se reflectir mas também, sobretudo, para se tomarem decisões que efectivamente contribuam para a humanização da cidade.

2010-01-12

Uma fonte - de água imprópria: a Fonte da Raposa



A fonte das fotografias é semelhante a muitas (dezenas de) outras que existem em Portugal, na berma das estradas. Sendo de bica-aberta (isto é, de fluxo contínuo) são fontes procuradas por muita gente para se abastecer de água – natural, pelo facto de não cheirar a cloro, a substância desinfectante de quase toda a água distribuida pelos sistemas de abastecimento público. Entre essa gente, há, até, muitas pessoas que atribuem à água daquelas fontes potencialidades terapêuticas - um erro, eventualmente com consequências graves para a saúde, que nós (TSA e MSP) sempre intentámos prevenir.

No caso concreto da fonte das fotografias – na EN-114, antes da ponte sobre a Ribeira de Muge, no troço entre Almeirim e Raposa - há cerca de 30 (trinta) anos, eu, ainda na fase de estágio, colhi lá amostras cujo resultado analítico só permitia uma conclusão: - “Água Imprópria” (para consumo humano). O colega (TSA Arlindo, do Centro de Saúde de Almeirim) que eu acompanhava notificava a Câmara Municipal, a Junta de Freguesia e a entidade responsável pela gestão da estrada (hoje Estradas de Portugal). Em vão. Com os escassos recursos então disponíveis, chegou a afixar na fonte, por cima das bicas, um Boletim de Análise protegido por uma capa de plástico para informação da população itinerante. Boletim que não tardava a desaparecer…

Agora, transcorridos quase 30 (trinta) anos, ao transitar naquele troço de estrada, reparei que na Fonte da Raposa foi afixado um sinal mais difícil de remover e bastante explícito sobre a qualidade da água. Finalmente!...

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Ilustração: Fotografias por Duarte d’Oliveira (2010, Janeiro).

2009-08-05

"Especial Gripe A"


Com diferentes rubricas, além do noticiário quotidiano, o jornal Público criou uma página (um “dossier”) para o tratamento da informação sobre a Gripe A(H1N1). Uma página online onde os leitores também poderão consultar o “Mapa da Gripe”, saber “A origem genética do vírus” e as Respostas para as Perguntas mais frequentes. Uma página especial: “Gripe A”.

2009-07-30

Ricardo Jorge. Elementar, meu caro Dr…


Pelo P2 (suplemento diário do Público) de ontem (09/07/29), soube que se passaram 70 anos sobre a data do falecimento de Ricardo Jorgefundador da Saúde Pública em Portugal”. Licenciado em Medicina aos 21 anos (1879), depois de se dedicar à neurologia, Ricardo Jorge optaria pela Saúde Pública.

Nomeado Inspector-Geral da Saúde (1899), “fundou o Instituto Central de Higiene, que ganharia o seu nome e que ganhou depois o nome de Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge”.

Eu, nós - MSP e TSA não devemos esquecer Ricardo Jorge. Entre outras razões, talvez a menos importante, por ter sido o autor de um dos diplomas cuja efectivididade se manteve durante mais tempo (e que todos nós, os profissionais de saúde pública da minha geração, sabem de cor): a célebre Portaria Nº. 6065, de 30 de Março de 1929 – que foi finalmente (e mal) revogada pelo Decreto-Lei 370/99, de 18 de Setembro (Alínea b) do Artigo 35º - Norma revogatória).

Quando, no tempo presente, nos confrontamos com riscos que nos exigem a observância de procedimentos de higiene básicos, enunciados há 100 anos (1899) para se prevenir o alastramento da peste bubónica (cujo surto ocorreu no Porto), parece-me que evocar Ricardo Jorge é apenas um dever elementar.

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Ilustração: Imagem recolhida em INSA.

2009-07-22

Saúde Ambiental: um Guía de Serviços


Quando se analisam as áreas de intervenção e o exercício da profissão dos TSA nos Centros de Saúde, sobretudo nos distritos abrangidos pela ARSLVT, e depois da divulgação de “Os Técnicos de Saúde Ambiental nas Unidades de Saúde Pública”, recomendamos a consulta (on line) do Guía de Servicios de Sanidad Ambiental editado pela Consejería de Salud de la Junta de Andalucía com o objectivo de “ofrecer a los ciudadanos, a los profesionales, a los usuarios, a las empresas, otras administraciones – en definitiva, a todos los sectores implicados o interesados – una información útil y clarificadora de las actuaciones que la Consejería de Salud viene desarrollando actualmente” no âmbito da Saúde Ambiental.

2009-07-21

Os Técnicos de Saúde Ambiental nas Unidades de Saúde Pública



Oportunamente (09/07/13), no post que subordinámos ao título de “Saúde Pública: o Papel dos Técnicos de Saúde Ambiental” divulgámos o documento o “Papel dos Técnicos de Saúde Ambiental nas áreas de intervenção em Saúde Pública - 2009” elaborado por um conjunto de colegas que integram o GrASP, Grupo Apoio Saúde Pública. E anunciámos a realização de uma reunião, promovida por Filomena Sampaio (uma das subscritoras), para a análise e a discussão daquele documento.

Não sabemos quantos TSA participaram na reunião, aberta a todos os TSA que exercem a profissão nas unidades de saúde da ARSLVT. Mas sabemos que discutiram o trabalho objecto de análise, apresentaram sugestões, e que, no final, Ana Soares, Carmo Pereira, Filomena Sampaio, Marina Lopes, Sofia Fernandes, Susana Alves e Vanda Pinto, Técnicas de Saúde Ambiental, redigiram um outro documento: “Os Técnicos de Saúde Ambiental nas Unidades de Saúde Pública”. Sem dúvida, um documento qualitativa e substancialmente melhor que o anterior. Mas ainda (muito) redutor da autonomia profissional e dos saberes, atribuições e competências dos TSA

2009-07-13

Saúde Pública: o Papel dos Técnicos de Saúde Ambiental


Ana Cristina Dias, Carlos Pinto, Filomena Sampaio e José Peixoto são os TSA que integram o GrASP, Grupo Apoio Saúde Pública, criado no âmbito da ARSLVT, Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, com o objectivo (?) de analisarem as atribuições e competências dos TSA nos Centros de Saúde e de apresentarem propostas que favoreçam o exercício da profissão tomando em consideração “a sua evolução a nível académico e de especializações nas diversas áreas de intervenção ambiental”.

Depois de sucessivas reuniões, elaboraram um documento – o “Papel dos Técnicos de Saúde Ambiental nas áreas de intervenção em Saúde Pública - 2009” – que foi agora distribuido (só informalmente?) pelos restantes TSA dos ACES, Agrupamentos de Centros de Saúde da ARSLVT. Com a intenção de promoverem a discussão e de recolherem sugestões e propostas que valorizem o trabalho que estão a desenvolver.

Uma das subscritoras, Filomena Sampaio, propõe a realização de uma reunião – eventualmente amanhã (09/07/14), pelas 16.30 horas, no Rio Sul. E pede que os TSA interessados em participar a contactem por correio electrónico (tsafilomena@cscorroios.min-saude.pt).

Pelas razões que ainda me retêm em casa, e que divulguei oportunamente, eu não poderei estar presente nessa reunião. Lerei o documento e apresentarei no JSA o resultado da minha leitura. No entanto, os colegas não devem ignorar o convite: compareçam e participem activamente.

Guide to public health measures to reduce the impact of influenza pandemics in Europe


Editado pelo ECDC, European Centre for Disease Prevention and Control, o “Guide to public health measures to reduce the impact of influenza pandemics in Europe” é um documento (só disponível em inglês) que “presents a menu of possible public measures to be taken during influenza pandemics, giving public health and scientific information on what is known or can be said about their likely effectiveness, costs (direct and indirect), acceptability, public expectations and other more practical considerations. The ‘ECDC Menu’ aims to help EU Member States and institutions, individually or collectively, decide which measures they will apply”.

Embora o Guia seja uma publicação orientada sobretudo para as autoridades de saúde, os profissionais de saúde pública e os agentes políticos com intervenção nos sectores sociais, decidimos divulgá-lo por entendermos que dispõe de matéria informativa susceptível de interessar à generalidade dos leitores (que dominem razoavelmente a língua inglesa) do JSA.

2009-07-08

Agir contra a Gripe – um blogue


Considerando que “A análise e comunicação do CENTRO (Centro de Análise da Resposta Social à Gripe Pandémica) tem como base a ideia de que a resposta social à pandemia da gripe deverá ter por base os seguintes princípios:

- Alinhar nas “regras do jogo” um desafio global
- Activar respostas inteligentes nas redes sociais de proximidade
- Inovar em tempo de crise”,

o Centro de Análise da Resposta Social à Gripe Pandémica (da ENSP, Escola Nacional de Saúde Pública) criou o blogue “Agir contra a Gripe”.

O blogue é interactivo, isto é permite a inserção de comentários, a exposição de dúvidas e a apresentação de questões. Comentários que devem ser acompanhados para que “Agir contra a Gripe” seja de facto uma “Pedra de toque para uma resposta social de qualidade”.

2009-07-06

Información sobre la gripe A/H1N1


Muitos de nós deslocamo-nos com frequência a Espanha. Noto, porém, que, desde que os órgãos de comunicação social começaram a divulgar notícas sobre o grau de incidência da Gripe A(H1N1) no país vizinho, algumas pessoas (designadamente das minhas relações pessoais) deixaram de atravessar a fronteira. Um comportamento humanamente compreensível mas sem justificação racional. Sugeri-lhes – e proponho aos leitores do JSA – que se informem correctamente:

Em Portugal, através do Portal da Saúde: Vírus da Gripe A(H1N1).

Em Espanha, pelo Ministerio de Sanidad y Política Social: Gripe A(H1N1) - Información sobre la gripe A/H1N1.

2009-07-02

“Gripe A(H1N1) – Como se pode proteger a si e aos outros”


Um dos meus filhos regressou há poucos dias de Ocho Rios, na Jamaica, onde esteve de férias. Por curiosidade, também conversámos sobre a informação que lhe teria sido facultada sobre o virús da Gripe A(H1N1): 2 folhas A4, distribuidas pela Agência de Viagens: uma (que reproduzirei, noutro post) relativa à lavagem das mãos; outra, aquela que ilustra este post, sobre a “Gripe A(H1N1) – Como se pode proteger a si e aos outros”.

… Resta-me propor aos leitores do JSA que conjuguem activamente (no presente do indicativo) o verbo proteger: - Eu protejo, tu …

2009-06-20

Luisa Portugal: - “Se eu fosse jornalista…”


Entre figuras mais ou menos conhecidas dos leitores e outras pouco mais que anónimas, semanalmente o jornal “O Mirante” desafia uma a divagar sobre o desafio de ser jornalista. Na edição desta semana (Nº 883, de 09/06/18) coube a vez a Luisa Portugal.

Comprando o semanário “O Mirante” (no Ribatejo, também distribuido pelo Expresso) ou clicando sobre a imagem, os leitores do JSA poderão ficar a saber que a Directora do ACES, Agrupamento de Centros de Saúde da Lezíria 1, “é uma leitora assídua de jornais” e que, se tivesse de assumir o papel de jornalista, escreveria “notícias relacionadas com saúde”.

… Esta informação é um bom pretexto para tentarmos que nos escreva um “post” para o JSA

2009-06-15

Saúde Pública – Cursos de Verão


Depois de “veinte años al servicio de la formación e innovación científica en el campo de la salud pública”, a edição de 2009 da Escuela de Verano de Salud Pública de Menorca integra as jornadas "Cine y Salud Pública", organizadas com a colaboração da UIMP, Universidad Internacional Menéndez Pelayo.

Uma novidade no Programa que, este ano, abrange Cursossobre la prevención de enfermedades crónicas - ales como las cardiovasculares o el síndrome de fatiga crónica -, la elaboración de proyectos de investigación europeos, la enseñanza basada en problemas, las habilidades emocionales de los profesionales que trabajan en el campo de la dependencia, o la evaluación de las innovaciones tecnológicas en los servicios sanitarios”, e, como habitualmente, diversos Encontros com “temas relacionados con los avances en las actividades preventivas y de promoción de la salud en atención primaria, las desigualdades en salud, la ley de reforma de la salud pública, la prevención de los accidentes de tráfico, la vigilancia epidemiológica, la evaluación de la investigación y formación en salud, y la participación de diversas sociedades científicas y redes de investigación”.

Entre 09/09/21 e 09/09/26, em Maó, Menorca – uma ilha Reserva da Biosfera.

2009-06-03

Qualidade das Águas Baneares – novo regime


Dois dias depois do começo oficial da época balnear (09/06/01), o Diário da República publicou na edição de hoje (09/06/03) o Decreto-Lei Nº 135/2009 que “Estabelece o regime de identificação, gestão, monitorização e classificação da qualidade das águas balneares e de prestação de informação ao público sobre as mesmas, transpondo para a ordem jurídica interna a Directiva n.º 2006/7/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 15 de Fevereiro, relativa à gestão da qualidade das águas balneares”.

No Artigo 12º alineiam-se as competências do “director do Departamento de Saúde Pública, em articulação com as unidades de saúde pública” (sic), as quais consistem em “desenvolver as seguintes acções de vigilância" sanitária:

"a) Avaliar as condições de segurança e funcionamento das instalações e envolventes das zonas balneares;
b) Realizar análises que complementem a avaliação da qualidade das águas balneares;
c) Realizar estudos orientados para a avaliação de factores de risco, quando justificados pelos dados ambientais ou epidemiológicos;
d) Avaliar o risco para a saúde da prática balnear
”.

Os leitores do JSA, sobretudo os profissionais de Saúde Ambiental e de Saúde Pública, dispõem de mais um diploma para ler e analisar. Mas com vagar: como determina o Artigo 25º, “O presente decreto-lei entra em vigor em 1 de Novembro de 2009”.

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Ilustração: Fotografia recolhida em Público .

2009-06-02

Mitigar a fome, preservar a saúde


Durante o fim-de-semana, milhares de voluntários colaboraram activamente na campanha promovida pelo Banco Alimentar Contra a Fome. Sobretudo nos hipermercados, distribuiram sacos às pessoas que entravam para os recolherem à saída eventualmente com as ofertas de cada uma. E as pessoas foram generosas. Neste período difícil que atravessamos, com o desemprego a crescer diariamente, com cada vez mais famílias a subsistirem com o Rendimento Mínimo (e outras completamente dependentes de terceiros), os voluntários recolheram 1935 toneladas de alimentos que serão distribuidos por milhares de famílias carenciadas. Através das instituições de solidariedade social de muitas localidades.

Os produtos alimentares oferecidos são de natureza diversa, alguns perecíveis. Eu sei, pessoalmente – informação também disponível no respectivo sítio -, que os colaboradores da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome cumprem orientações rigorosas no manuseamento, acondicionamento, transporte e armazenamento desses produtos alimentares. Porém, talvez o mesmo não aconteça em algumas das instituições de solidariedade social.

Reconheço que esta matéria é delicada. Todavia, eu entendo que deve ser objecto de atenção pelas entidades fiscalizadoras e/ou com responsabilidades na vigilância sanitária no âmbito da segurança alimentar, designadamente pelos Serviços de Saude Pública de cada Centro de Saúde. Para se prevenirem riscos susceptíveis de afectar a saúde das pessoas beneficiadas. Pelas mais diferentes razões, desde a falta de formação à negligência das pessoas envolvidas.

Ainda recentemente, no decurso de uma vistoria (por outros motivos) às instalações de uma dessas entidades, em conjunto com representantes de outras entidades, eu fui encontrar numa garagem transformada improvisadamente em armazém um frigorífico do tipo doméstico desactivado e algumas poucas caixas de cartão com produtos alimentares em cima de uma mesa onde se acumulavam outros materiais. Movido pela curiosidade (como referi, a vistoria tinha outro objectivo), espreitei para as caixas e chamei a atenção do responsável dessa instituição para o facto de haver embalagens de margarina (que carecem de conservação no frio) sem protecção e de outros produtos alimentares (bolachas e massas, entre outros) roídas por ratos. Observei que aqueles produtos não estavam em condições para serem consumidos e que deveriam ser removidos para o lixo. Aquele responsável respondeu-me (literalmente) que não tinha dinheiro para criar outras condições de armazenamento e que a família destinatária apesar de avisada ainda não fora levantar as caixas... Família que (como fiquei a saber) vivia a cerca de 20 (vinte) quilómetros de distância…

Repito: - “reconheço que esta matéria é delicada. Todavia, eu entendo que deve ser objecto de atenção pelas entidades fiscalizadoras e/ou com responsabilidades na vigilância sanitária no âmbito da segurança alimentar”. Para se respeitar a generosidade de quem partilha, se responsabilizar quem distribui e se proteger a dignidade de quem recebe.

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Ilustração: Imagem recolhida em Banco Alimentar

2009-05-26

Água de Nascente, em Coruche


Leio no “Expresso” – suplemento de “Economia” (edição de 09/05/23) – que a “Nestlé Waters abre fábrica em Coruche”. Será a quinta fábrica daquela empresa em Portugal e, como escreve Vítor Andrade, “fica junto à nascente dos Sobreiros, no concelho de Coruche, representa um investimento de € 7 milhões e vai criar 50 novos postos de trabalho”.

Mais à frente, prossegue aquele jornalista, “com a abertura da unidade de Coruche, onde funcionará também um centro nacional de reparação de máquinas watercooler (de refrigeração de água para consumo a copo), a Nestlé Waters Direct lança também uma nova marca: a Nestlé Selda (…)”.

Particularmente, eu já sabia da construção desta fábrica. Até porque em algumas das estradas por onde circulo quase diariamente encontro placas sinalizadoras para o local onde a fábrica foi construida. Mas o objecto deste “post” não consiste em divulgar a notícia. Tem uma outra causa: de acordo com a legislação em vigor, a qualidade da água deve ser continuamente objecto de Vigilância Sanitária, da competência do Serviço de Saúde Pública local.

Todavia, no ano passado, apesar ao longo de alguns meses ter assegurado a Vigilância Sanitária dos Sistemas de Abastecimento de Água para Consumo Humano, devido a doença do colega Moisés de Almeida, não tive formalmente a menor informação sobre aquela fábrica.

Alguma coisa falhou. O quê? – uma pergunta que deixo aos leitores do JSA

2009-05-02

Vírus Influenza A(H1N1)


Na sequência do post anterior, também recomendamos aos leitores do JSA a consulta da página sobre o vírus Influenza Porcina (*) no site de Promoción de La Salud da Secretaría de Salud do México. Uma página em que se esclarecem em linguagem simples muitas das perguntas que decerto as pessoas fazem, designadamente o que é a gripe humana de origem suína, quais são os sinais e os sintomas, como se transmite e as medidas que se devem adoptar para se evitar o contágio.

Na mesma página são disponibilizados (em pdf) diversos materias educativos, como folhas informativas, cartazes e guias - para a população em geral mas também para os profissionais de saúde.

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(*) Somente a partir de 09/04/30, por recomendação da OMS, é que se adoptou a designação de Influenza A(H1N1) ou Vírus gripal A(H1N1).

2009-04-28

Gripe humana de origem suína


Justificadamente, muitas pessoas em todo o mundo, particularmente em algumas regiões do México e dos Estados Unidos, não escondem a preocupação pelo surto de gripe humana de origem suína que é objecto de notícia de abertura dos telejornais - mesmo em Portugal, onde (em 09/04/27) não se registam “casos confirmados laboratorialmente”. Eu também não disfarço a minha preocupação, não porque seja profissional de saúde mas porque dois dos meus filhos têm férias marcadas para os primeiros dias de Junho na Riviera Maya.

Aos leitores do JSA interessados em obter informações sobre a gripe suína, a evolução do surto e as diferentes medidas que estão a ser adoptadas para a combater, eu transmito as mesmas informações que partilhei há pouco com os meus filhos: consultem, regularmente,

- o Microsite da Gripe, da Direcção-Geral da Saúde;
- a página relativa à Gripe porcina, da OMS, Organização Mundial da Saúde; e
- a mesma página, do CDC, Centers for Disease Control and Prevention (em inglês e em espanhol).

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Ilustração: Fotografia recolhida em Webmania