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2009-06-21

Um Acidente de Trabalho – um caso de polícia


Na mesma edição (09/06/11) em que Antonio Astorga anuncia (pág. 65) a publicação (pela editora Mondadori) da novela “Jerusalém”, de Gonçalo M. Tavares, o diário ABC noticia na primeira página, sob a fotografia que reproduzimos, o caso do imigrante boliviano que foi “Explotado hasta perder el brazo”.

O caso pode contar-se em poucas palavras. Francisco Rilles Melgar, de 33 anos, trabalhador numa panificadora na zona industrial de Real de Gandia, na região de Valência, sofreu um acidente de trabalho grave: perdeu parte do braço esquerdo ao operar com uma amassadeira. O proprietário (ou um dos proprietários) da empresa usou um dos seus carros para transportar o trabalhador para o Hospital (de San Francisco, de Borja de Gandia) mas não o acompanhou ao Serviço de Urgências: abandonou-o a cerca de 50 metros de distância… e atirou a parte do braço amputada para um contentor do lixo.

O trabalhador, cidadão boliviano, imigrante, não tinha contrato de trabalho, não estava inscrito na Segurança Social e trabalhava 12 (doze) horas por dia para receber € 700 por mês…

O caso de Francisco Rilles Melgar é mais do que um acidente de trabalho grave: é um caso de polícia. Mas não se deve esquecer, mesmo aquí em Portugal, porque como disse (noutro contexto) o autor de “Jerusalém" “olvidar es un crimen”.

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Ilustração: fotografia da Agência EFE recolhida em ABC.es

2007-09-07

Morte na ETAR


Ao proceder à recolha de amostras, caiu dentro de um dos tanques da ETAR e morreu.

De acordo com o Público (edição de 07/9/05), o acidente ocorreu ao princípio da manhã na ETAR, Estação de Tratamento de Águas Residuais, de Cabo Carvoeiro, em Peniche, e a vítima foi “uma engenheira do ambiente, funcionária de uma empresa privada de saneamento básico”.

Como sucede normalmente neste tipo de casos, a “Inspecção-Geral do Trabalho esteve no local e deverá abrir um inquérito para apurar as causas do acidente” e a “Câmara de Peniche vai criar uma comissão independente para avaliação das circunstâncias em que (…)”.

A recolha de amostras em ETARs – mas também em Piscinas e em Zonas Balneares – envolve riscos que têm sido menosprezados pelos profissionais que executam essas tarefas. Todavia, como nós sabemos – e não devemos esquecer –, em "Higiene e Segurança no Trabalho o risco zero não existe".

Rosa Carvalho, Engenheira do Ambiente, funcionária da empresa SISAQUA, foi vítima mortal de um acidente de trabalho. Durante a execução de uma tarefa de rotina. Numa ETAR.

O risco existe.
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Ilustração: Fotografia recolhida em
http://www.youngreporters.org/article.php3?id_article=619