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2008-09-04

“Aspectos de Salubridade de Lisboa”



Na monografia “Aspectos de salubridade de Lisboa(*), Arnaldo Fallé de Sousa Quental, médico, analisa criticamente as “topografias médicas das quarenta e três freguesias da Capital portuguesa” (os autores não são identificados). Apresentada durante o “Curso de Medicina Sanitária” (1958 – 1959), a monografia, ilustrada com 266 fotografias, desenvolve-se em oito capítulos distribuidos por duas partes: - “a primeira sobre insalubridade habitacional e da via pública, e a segunda acerca da insalubridade de estabelecimentos (…)”.

Se as fotografias iniciais documentam uma cidade que se moderniza, privilegiando as zonas verdes que a pressão urbanística não tardará a asfixiar, as restantes mostram-nos a Lisboa popular, dos prédios degradados e das casas sem condições de habitabilidade, sem água e sem esgotos, com animais domésticos nos quintais e pocilgas nas áreas envolventes, a cidade das vilas e das barracas da mancha populacional que vivia em expressivas condições de pobreza.

Um exemplo: Alcântara

Para a análise crítica da “topografia médica da freguesia de Alcântara (1955)”, o autor seleccionou o texto que transcrevemos:

- “Casas de mau aspecto exterior e interior, sem casa de banho, os quartos sem pé direito conveniente, com janelas pequenas, numa palavra, insalubres”.
- “A freguesia está dotada duma boa rede de esgotos, ligada à rede geral de esgotos da cidade”.
- “Casas em que a luz e a ventilação são insuficientes, sem casa de banho, sem água canalizada”.

Se as condições descritas são más, na “Análise dos lapsos verificados” na elaboração do relatório, o autor sublinha que:

- “Das deficiências apontadas importa salientar a omissão respeitante à ausência de retretes, mesmo em prédios não muito antigos, onde apenas existem pias de despejo (…)”.
- “Existe na verdade, nesta freguesia uma rede de esgotos municipal, porém, não poderá ser classificada de boa porque é frequente o refluxo do seu conteúdo, através de pias, bacias de retrete, sargetas e bocas de inspecção (…)”.

Á guisa de comentário final

Aspectos de Salubridade de Lisboa” é um documento bem organizado e estruturado que nos permite diferentes leituras. Uma confronta-nos com vícios de linguagem e os “lapsos” que cometemos ao avaliarmos os riscos de insalubridade nas acções que desenvolvemos. Outra permite-nos perceber o impacto do progresso social e económico na qualidade de vida das pessoas e das populações. E uma terceira, não menos importante, permite-nos valorizar o papel dos profissionais de saúde pública na protecção e na promoção da saúde.

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(*)Aspectos de Salubridade de Lisboa”, Arnaldo Fallé de Sousa Quental, Direcção-Geral da Saúde, Lisboa, 1961.
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Legendas das fotografias (recolhidas por scanner):

Amontoado de barracas, umas de alvenaria e outras de madeira, circundadas de lixos, excrementos, moscas e outros inconvenientes, onde, entretanto vivem várias famílias pobres” – Fig. 72, página 82.

Adultos e crianças, indiferentes à sua miséria, deixam-se fotografar , sorridentes, junto da fachada duma barraca de alvenaria” – Fig. 73, página 82.

2007-04-19

Pastilhas elásticas e higiene urbana


No domínio da higiene urbana, as pastilhas elásticas são um problema. Na rua, muitas pessoas – pessoas de todas as idades –, depois de as mascarem atiram-nas (cospem-nas) para o pavimento. Ao qual se colam e, depois de pisadas, só dificilmente são removidas. São um sinal de (aparente) falta de higiene, mas, sobretudo, são um sinal de falta de civismo.

Embora se trate de mais um contentor, para obstruir a circulação nos passeios ou para decorar as paredes, a criação de Loredana & Ornella – que recolhemos nas “Coisas” da Ana – talvez seja uma solução. Simples, prática e (provavelmente) eficiente.

2006-05-10

Higiene urbana


Em Portugal, nos troncos das árvores, em muitos locais – desde a berma das estradas até aos centros urbanos – também devia ser afixado o Aviso que motivou a fotografia que recolhemos no Ma-shamba. Promover-se-ia a higiene urbana, a protecção das árvores. E, talvez, o civismo.