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2009-12-14

... E as cegonhas ficaram sem ninho!



Há cerca de um mês anunciei que o regresso das cegonhas representava “o começo de um novo ciclo, o retomar da esperança na vida – apesar das alterações climáticas e dos dissabores do quotidiano”.

Hoje (09/12/14) é com tristeza que informo que o ninho foi destruído. Destruído!

Pelo meio da tarde - fria, muito fria apesar do sol - ao aproximar-me da ponte sobre a Ribeira de Muge reparei que o ninho das cegonhas que acompanhamos não estava lá, no topo do poste. Magoado, parei o carro e registei o facto. Para agir como prometi.

O voo inquieto das cegonhas - ao fundo, numa das fotografias - denuncia que aquele ninho não terá sido o único a ser destruído… Que pena não ter registado a intervenção da brigada da
EDP – que, numa carrinha de caixa aberta, passou diante de minha casa…
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Ilustração: Fotografias por Duarte d’Oliveira (09/12/14).

2009-11-15

As cegonhas: o regresso, o retomar da esperança


Ontem, sábado (09/11/14), pelo meio da tarde outonal, ao transpor a ponte sobre a ribeira que margina o lugar onde se situa a casa onde apascento os dias, fui supreendido pelo voo de uma cegonha. Para o ninho que no passado decidi proteger.

Um pouco mais à frente, estacionei o carro e registei o instante numa fotografia - que partilho com os leitores do JSA. Para assinalar o começo de um novo ciclo, o retomar da esperança na vida – apesar das alterações climáticas e dos dissabores do quotidiano.

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Ilustração: Fotografia por Duarte d’Oliveira (09/11/14)

2009-08-19

As cegonhas emigraram…


Há pouco mais de um mês as cegonhas cuja vida acompanhamos desde Fevereiro emigraram. Quando o tempo frio chegar, lá por onde estão, hão-de regressar. Aquí, para o início de mais um ciclo de vida…

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Ilustração: Fotografia por Duarte d’Oliveira (09/07/12).

2009-06-12

Confirmo: as cegonhas é que sabem…



Duvido que tenha sido devido à minha advertência. Mas o certo é que o ninho não foi derrubado, como sucedeu com todos os outros no topo dos postes em volta. E decorridos quatro meses aí está a família…

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Ilustração: Fotografias por Duarte d’Oliveira (09/06/12)

2009-03-13

Aprender com as cegonhas…


Apesar do “sofisticado conjunto de varas metálicas para a impedirem de construir um novo”, um mês depois, com muito engenho e mais arte, aí está o ninho. Porque “a cegonha sabe que o sítio do seu ninho é alí, no topo daquele poste”. E não noutro…

Confesso-o: se os operários voltarem, para cumprirem as mesmas ordens, eu registarei o acontecimento e agirei em conformidade. Relatando o caso às entidades competentes. Para se evitarem outros crimes…
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Ilustração: Fotografia por Duarte d’Oliveira (09/03/13).

2009-02-13

As cegonhas é que sabem…


Pela segunda ou terceira vez, ao longo dos últimos dois anos, tiraram e destruiram-lhe o ninho. Agora, obedecendo a ordens superiores, alguns operários instalaram no topo do poste um sofisticado conjunto de varas metálicas para a impedirem de construir um novo. Em volta, há outros postes. Mas a cegonha sabe que o sítio do seu ninho é alí, no topo daquele poste. E resiste…

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Ilustração: Fotografia por Duarte d’Oliveira (09/02/13)
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2008-08-18

As cegonhas e as alterações climáticas


As alterações climáticas e o aquecimento global afectam as condiçoes ecológicas das mais diversas regiões da terra. Algumas das perturbações são violentas, catastróficas, e objecto de notícia nos órgãos de comunicação social, sobretudo na televisão que sem pudor repete as imagens de tragédia que ilustram as inundações e as secas, os tornados e os tufões. Outras são mais discretas, silenciosas mas não menos significativas.

No sul de França, em Lattes, na região de Hérault, no inverno as cegonhas já não cumprem o ciclo migratório, voando para a península ibérica ou para o norte de África. Como noticia o Journal du Développement durable, instalaram-se em permanência. A informação foi divulgada por especialistas de La Maison de la Nature que estudam aquelas aves há uma dezena de anos.

Resta-me esperar que as muitas cegonhas que todos os anos reconstroem os ninhos no topo dos postes de electricidade nas cercanias de minha casa e que me anunciam a chegada do outono optem também por ficar por aquí, abandonando a emigração. Mas receio bem que brevemente a minha filha já não possa indicar o local onde o pai mora, como me contou no sábado enquanto viajávamos pelo Alentejo, dizendo com ironia que “é pelo caminho das cegonhas”...

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Ilustração: Imagem recolhida em “O voo da Bonelli”