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2008-09-02

Vítor Manteigas, TSA


Depois de alguns anos em que conseguiu compatibilizar o exercício da profissão de TSA, no Serviço de Saúde Pública do Centro de Saúde de Póvoa de Santa Iria, com o desempenho de funções docentes, Vítor Manteigas, licenciado em Saúde Ambiental e mestre em Saúde Pública, parou no meio da ponte, reflectiu e decidiu: optou pelo ensino.

Uma opção previsível, para quem acompanhou a sua progressão académica e soube ler as mensagens subliminares (e por vezes nem tanto) nas entrelinhas de alguns posts que publicou na Saúde Ambiental.

Nesta fase da sua vida pessoal e profissional, aqui no JSA - do lado de cá da ponte - saudamos o colega Vítor Manteigas (também “aprendiz de fotógrafo”) e assumimos o agradecimento que todos os profissionais de saúde ambiental devem a quem por carolice e decerto lutando contra muitas contrariedades trouxe para o domínio público os “Desempenhos de um Técnico de Saúde Ambiental”.

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Ilustração: Fotografia que publicámos, aqui no JSA, em
05/09/07.

2005-05-31

Conversando...


Para expor dúvidas, comentar projectos e programas, divulgar acontecimentos, publicar estudos, os TSA dispõem desde agora na Internet de três espaços diferentes que se complementam:

Um blogue: saúdeambiental
Um fórum: Fórum de Saúde Ambiental
Um site: “Coisas” de Saúde Ambiental

1. O site

“Coisas” de Saúde Ambiental, é um site (criado e gerido por Susana Daniel, TSA) cuja construção foi orientada para a concretização de um objectivo: a publicação de trabalhos produzidos por TSA.

A partir de agora, os TSA podem publicar os ensaios e os estudos, as monografias, as comunicações e as teses de que são autores. E, assim, contribuírem decisivamente para a promoção dos TSA em diferentes planos, designadamente no plano sócio-profissional - que recentemente foi objecto de múltiplas intervenções no Fórum de Saúde Ambiental.

Esperamos que de facto os TSA colaborem, que cedam os seus trabalhos para publicação e que a Susana Daniel, TSA, continue a ter disponibilidade para os editar.

2. O Blogue

Decidimos criar o blogue de saúdeambiental por duas razões:

- Uma: a construção e a gestão de um site exigiria de nós recursos tecnológicos, materiais e humanos que transcendiam os nossos saberes e a nossa disponibilidade.

- Outra: os TSA não tinham um jornal que, como qualquer outro jornal em suporte de papel, publicasse notícias e artigos de opinião, divulgasse acontecimentos, permitisse a análise dos problemas do quotidiano.

Ainda não esgotámos todas as potencialidades do blogue. Continuamos a aprender, e, brevemente, admitimos estar em condições para inserir ilustrações (desenhos, fotografias) e comunicar por correio electrónico aos leitores interessados as alterações (publicação de textos) que introduzirmos no saúdeambiental.

Assumimo-nos como teessea por razões meramente estratégicas. Basicamente, porque entendemos que um jornal com as características do saúde ambiental não é propriedade de um mas de todos. Sobretudo de todos os TSA.

Por essa razão, continuamos a identificar-nos como teessea. E continuaremos a possibilitar a todos os TSA a publicação de textos sob a identidade que assumimos. Desde que (e esta disposição não deverá ser entendida como um exercício de censura) os textos não sejam de carácter obsceno e/ou ofensivo.

Finalmente, esclarecemos que embora todos (ES, MSP, TSA, leitores em geral) possam colaborar, o blogue tem um gestor. Que, por ser velho e teimoso, persiste em disfarçar a sua identidade.

3. O Fórum

O Fórum de Saúde Ambiental, criado e gerido por Vítor Manteigas, TSA, foi a página precursora. Tem desempenhado uma função notável na promoção do dialogo e do debate entre profissionais de saúde, sobretudo entre TSA. Mas consideramos que o Fórum é um espaço que está subaproveitado pelos TSA e que é muito maltratado por internautas que se servem do Fórum para anunciar serviços estranhos à saúde ambiental.

Em relação ao subaproveitamento, a responsabilidade é dos TSA. Porque muitos abrem a página, clicam numa mensagem, eventualmente em mais duas ou três, e a seguir saem. Isto é, lêem as mensagens mas não as comentam. Uma atitude (que não queremos classificar de indiferença) que nós também registamos no jornal de saúdeambiental.

Quanto à intervenção de intrusos, o Vítor Manteigas é uma vítima. Na qualidade de gestor do Fórum, tem a sua intervenção bastante condicionada e não pode eliminar as mensagens cujo conteúdo se afasta do âmbito da saúde ambiental.

O Fórum de Saúde Ambiental é um espaço que os TSA não devem ignorar. Sobretudo, é um espaço em que devem participar. Activamente.

4. Nota final

Tanto quanto sabemos, os TSA são os únicos profissionais de saúde que têm na Internet um Ponto de Encontro, um Jornal e uma Biblioteca interactivos. Será que estes recursos não são suficientes para acabarmos com a imagem do senhor-das-águas?.

2005-05-25

Conversando...


Continuamos a evoluir. Desta vez, conseguimos aprender a... e concretizar a inserção de Links susceptíveis de interessar aos leitores do saudeambiental. Obviamente, começámos pelo Fórum de Saúde Ambiental, criado por Vítor Manteigas, TSA.

2005-03-30

O conteúdo funcional dos TSA - II

Por Vítor Manteigas, TSA

Ora cá vai a minha pequena contribuição para esta grande questão. Refiro-me obviamente ao conteúdo funcional do Técnico de Saúde Ambiental (TSA) e ao que aqui foi dito em relação a isso.

Tal como em qualquer outra área profissional, também em Saúde Ambiental haverá sempre - e desculpem-me a expressão - os bestiais e os bestas, os bons e os maus, os inconformados e os conformistas.

Relembro também que todos os anos e em todos os cursos muitos são aqueles que decidem mudar o seu trajecto académico e são os que ficam que irão contribuir para as pretensas mudanças em Saúde Ambiental.

Serão poucos os colegas que se lembrarão do ProFeJA (Programa de Férias para Jovens Associados), desenvolvido pela ANSA (Associação Nacional de Saúde Ambiental), que consistia num estágio de observação que decorria em período de férias e cujo objectivo era possibilitar aos alunos dos 1.º e 2.º anos um primeiro contacto com o mundo laboral e que nada tinha a ver com as escolas e com os estágios por elas desenvolvidos. Dessa forma, tentava-se proceder à "selecção natural", para que os alunos que optassem por continuar a estudar saúde ambiental fossem aqueles que realmente tinham gosto por aquilo que se fazia. Recordo-me de ler alguns relatórios do ProFeJA onde eram referidas as imensas dificuldades que reconheciam ter que vir a enfrentar (e que não lhes eram escondidas quando do estágio), sendo essas dificuldades encaradas como catalisadoras desse inconformismo a que me referi à pouco.

No que concerne ao conteúdo funcional dos TSA, discordo que a sua reformulação seja parte da solução que procuramos para os problemas existentes.

Não há nada que se faça actualmente, seja em Saúde Pública, Higiene e Segurança ou em Ambiente que não esteja lá referenciado. Julgo que o problema que se coloca é que, independentemente de se ter competência técnica reconhecida para o desempenho qualitativo em Saúde Ambiental, obviada pela delegação de competências prevista no Decreto-Lei Nº. 286/99, de 27 de Julho (falo especificamente para o exercício de funções em Saúde Pública), toda a legislação sectorial existente objectiva a presença das autoridades de saúde em actos e actividades que podem e devem ser desempenhadas pelos TSA. Se essa delegação de competências deve ser materialmente reconhecida (e julgo que sim) é outra questão.

Falemos então agora da carreira dos TDT (Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica). Não podemos apontar baterias à (des)integração da área de Saúde Ambiental da carreira dos TDT, sem que consigamos perceber o contexto em que tal aconteceu.

Relembro que o primeiro curso de Higiene e Saúde Ambiental teve inicio em 90/91 (corrijam-me se estiver enganado), ainda nas Escolas Técnicas dos Serviços de Saúde (vulgo escolas paramédicas). Em 1994 passou a ser curso superior (bacharelato) e actualmente nos encontramos num estádio em que muito poucos acreditavam e que muito poucos conseguiram em tão poucos anos. Com certeza que teríamos que ser integrados em alguma carreira e a carreira dos ditos paramédicos foi na altura a mais óbvia. O problema reside no facto dela ter sido entretanto reestruturada (1999) em função de uma realidade hospitalar em que os TSA não se revêm.

Depois deste "pequeno" preâmbulo, sou da opinião que o próximo passo seria a integração destes profissionais na carreira técnica superior de saúde, sem deixar de evidenciar a importância que tiveram os sindicatos para nos darem uma mão onde nos pudéssemos "agarrar".

Não devemos nem podemos ser pretensiosos ao ponto de querer o mundo, quando a nossa vista apenas alcança um horizonte próximo. Juro que não estou a ser conformista. Apenas cauteloso!
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(*) Comentário publicado em 05/03/28 – Ver O conteúdo funcional dos TSA (05/03
/28).