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2009-06-05

Corrupção de TSA. Um caso, de tentativa…


Na SIC, hoje (09/06/04), o programa “Aquí & Agora” foi dedicado a um tema antigo que persiste na actualidade portuguesa: a Corrupção. Enquanto ouvia os convidados, que participavam activamente na discussão (coordenada por Rodrigues Guedes de Carvalho), lembrei-me de tratar esta matéria mas no âmbito restrito dos TSA, Técnicos de Saúde Ambiental.

Eu não sei se há ou se houve casos de corrupção envolvendo TSA. Mas garanto – repito: garanto – que houve tentativas de suborno de TSA. Entre outros, para ilustrar a minha afirmação, relatarei um caso que conheço e poderá ser testemunhado por cerca de uma dezena de pessoas. O caso paradigmático de um TSA que não se deixou subornar. Há já alguns anos.

Situado à beira de uma estrada que continua com muito trânsito, o restaurante, instalado num edifício abarracado, estaria sempre cheio. Sobretudo pela hora de almoço, quando os veículos estacionados no espaço envolvente se contariam às dezenas. Muitas pessoas questionavam o TSA – “Porque não vai lá?” –, ele respondia quase sempre: - “Se eu for lá, será para o fechar!" – e, invariavelmente, acrescentava: - “Quem o frequenta, consente aquelas condições!”.

Um dia, o proprietário do estabelecimento pediu ao TSA uma análise da água. Na data marcada, o TSA foi lá e recolheu uma amostra no poço de abastecimento. Antes ou depois de recolher a amostra, o TSA disse ao proprietário do estabelecimento: - "Eu não preciso sequer de esperar pelo resultado das análises: a água está imprópria para consumo!"-. Depois, apontando para a superfície da água, turva, com objectos vários e bicharada morta a flutuar, o TSA não hesitou: - "Enquanto não tiver outro sistema de abastecimento de água, o restaurante terá de ficar encerrado". – E acrescentou: - “Nós” – aludindo ao SSP, Serviço de Saúde Pública – “vamos pedir a colaboração da Inspecção Económica (DGIE, Direcção-Geral da Inspecção Económica, que precedeu a ASAE)…”.

Poucos dias depois, com inspectores daquela entidade, o TSA voltou ao restaurante e o estabelecimento foi encerrado. Em condições minimamente aceitáveis para as diferentes partes: o restaurante suspenderia o funcionamento cerca de uma semana depois, quando, conforme estava estabelecido com os trabalhadores (talvez uma dezena) encerraria para férias. O acordo foi cumprido.

Após o período de férias, o gabinete do TSA foi ocupado pelos trabalhadores do restaurante. Motivo: como o estabelecimento não podia reabrir, “o patrão” – disseram – “mandou-nos cá pedir ao senhor que nos pague o ordenado…”. Foi uma manhã tumultuosa. Mas as pessoas acabaram por entender a intervenção das entidades envolvidas e aceitaram cordatamente os esclarecimentos do TSA sobre os riscos para a saúde associados ao consumo daquela água.

Alguns meses depois o proprietário do estabelecimento reabriu outro restaurante, perto do mesmo local, cumprindo os procedimentos administrativos previstos na legislação em vigor e os requisitos higio-sanitários regulamentares. E foi ao Centro de Saúde agradecer ao TSA - “Se não me tivesse encerrado o barracão, eu não teria o restaurante que tenho hoje” –, propor-lhe uma visita prévia antes da vistoria formal para a eventual concessão do Alvará e convidá-lo para um jantar inaugurativo. O TSA acedeu, mas, em relação ao jantar, contrapôs: - “Irei ao jantar, mas só se aceitar que eu vá com as minhas colegas…”, pormenor que o proprietário não contestou: - “Diga-me apenas quantas pessoas são, para eu preparar as mesas”.

Durante a manhã do dia marcado para o jantar, o TSA foi visitar o estabelecimento. Percorreu as instalações, terá reconhecido alguns dos antigos trabalhadores, transmitiu algumas informações susceptíveis de beneficiar o funcionamento do estabelecimento e no final não se recusou a receber uma pequena oferta de agradecimento – uma caixa que lhe pareceu ser de uma garrafa de wisky. Que desembrulhou, sentado à secretária, no seu gabinete (o espaço de Saúde Ambiental), no Centro de Saúde. Todavia, ao abir a caixa, deparou-se com uma garrafa de Vinho do Porto (velho...) e um envelope com (contou as notas) 50 000$00 (cinquenta mil escudos, cinquenta contos), cerca de metade do vencimento que então auferia. De imediato, foi à Secretaria e disse às colegas: - “Afinal, logo já não iremos jantar ao…” – e mostrou o envelope, com o maço de notas. – “Só iremos, se…”. E contou o seu plano.

De regresso ao gabinete, telefonou para o proprietário do restaurante e disse-lhe: -“Agradeço-lhe o Vinho do Porto, que ficará aquí no Centro de Saúde para nós irmos beberricando… Quanto ao jantar, nós só iremos se aceitar uma condição: quando entrarmos, e eu irei à frente, o senhor virá cumprimentar-nos. Quando me cumprimentar, o senhor receberá discretamente a devolução do envelope. Caso contrário… ”.

Pelo final do dia, o TSA devolveu o envelope, o proprietário esmerou-se no serviço e o jantar (com cerca de uma dezena de colegas do TSA, incluindo a MSP) decorreu animadamente. Um jantar histórico, na memória do TSA. Que não cedeu à tentativa de suborno e que, com a sua atitude, terá de algum modo contribuido para a promoção da cidadania.

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Ilustração: Imagem recolhida em Clube do Livro

2008-08-08

“ASAE multa por falta de morada”. Multará?...

Por razões que me dispenso de explicitar, normalmente não leio o “Correio da Manhã”. Todavia, hoje, eu comprei aquele jornal diário. Rigorosamente, por uma razão: depois de almoço, enquanto procedia ao pagamento da despesa, o proprietário do restaurante mostrou-me a fotografia que ilustra o “post” e perguntou-me, preocupado, se de facto seria obrigatório afixar na porta a morada da ASAE, para evitar a multa de 3500 euros. E acrescentou, apontando-me a parede (logo após a porta de entrada) onde tem afixados cerca de uma dezena de documentos, desde a “Licença de Utilização” à “Tabela de Preços”: - “Eu já tenho o endereço da ASAE no cartaz que anuncia o “Livro de Reclamações" …

Observei-lhe que a notícia me parecia disparatada e sem fundamento. No entanto – comentei ironicamente -, como neste país “o que me parece aberrante é susceptível de ser normalizado, eu vou tentar confirmar a notícia e depois transmitir-lhe-ei a informação que obtiver”.

Consultei o sítio da ASAE e não encontrei qualquer comentário sobre aquela foto-notícia (publicada no espaço de “Correio Indiscreto”, coordenado por António Ribeiro Ferreira). Mas, para informar (e tranquilizar) aquele empresário (e outros que entretanto me contactaram), espero que a ASAE satisfaça o esclarecimento que lhe solicitarei formalmente por correio electrónico.

Um esclarecimento que depois divulgarei, aqui, no JSA.

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Ilustração: Fotografia recolhida (por scanner) noCorreio da Manhã” (edição de 08/08/08).

2008-08-01

Arquitectura e "criatividade"...


Uma das competências dos TSA que exercem a profissão no Serviço de Saúde Pública dos Centros de Saúde consiste na apreciação de projectos para a emissão de Parecer Sanitário. Um Parecer que objectiva (de modo muito sintético) a prevenção das condições de salubridade e de segurança das habitações e dos estabelecimentos pela avaliação das condições hígio e técnico-sanitarias dos projectos de arquitectura.

Os projectos, enviados aos Centros de Saúde pelas entidades licenciadoras, são (ou devem ser) acompanhados por uma “Memória Descritiva e Justificativa”. Um documento que normalmente é de chapa, isto é: no texto só se altera o nome do requerente e o local do estabelecimento ou da moradia.

Por vezes, porém, os responsáveis pelos projectos alteram aquele documento. Por vezes, também, com muita criatividade - com ideias luminosas.

Como neste trecho de boa literatura técnico-científica que recolhemos na “Memória Descritiva e Justificativa” – no caso concreto, designada por “Memória Descritiva (arquitectura)” – de um projecto que nos coube analisar: - “(…) pretende-se, assim, que a área afecta a pastelaria (…) passe também a snack-bar, servindo mini-refeições (bifanas ou hambúrgueres). A pretensão não implica a realização de quaisquer obras de adaptação, visando apenas diminuir a possibilidade de conflitualidade com os serviços da ASAE” (*).

Excelente, não é?....

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(*) O sublinhado (negrito) é da nossa responsabilidade.


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NC: Um esclarecimento, a posteriori, que acrescentamos depois da NC que publicámos em Arquitectura e “Criatividade” - II: - o autor do “Projecto de Arquitectura” não é arquitecto.

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Ilustração: Imagem recolhida em Portal Planeta Educação

2008-03-07

Empreendimentos turísticos


No Diário da República, hoje (08/03/07), foi publicado o Decreto-Lei Nº. 39/2008, diploma que “Aprova o regime jurídico da instalação, exploração e funcionamento dos empreendimentos turísticos” e revoga (Artigo 77º.) mais de uma dezena de decretos e Portarias.

Previsivelmente - estabelece o Artigo 66º, relativo à “Competência de fiscalização e instrução de processos” - “Sem prejuízo das competências das câmaras municipais previstas no regime jurídico da urbanização e edificação, compete à ASAE fiscalizar o cumprimento do disposto no presente decreto –lei (…)”.

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Ilustração: Imagem recolhida em BCSD Portugal – Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável

2008-03-05

A ASAE no Parlamento


Lemos no Público – edição de 08/03/05, página 13 - que “O Parlamento discute hoje dois projectos de resolução do PSD e do CDS-PP que recomendam ao governo que altere a legislação que regula a ASAE. O Objectivo, segundo ambos os partidos, é “prevenir excessos” de actuação e proteger os pequenos produtores”.

Admitimos que o PS, Partido Socialista, com maioria parlamentar, se solidarize com o governo e que a discussão não produza qualquer proposta de alteração legislativa.

Para que a ASAE, Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, persista com um “modus operandi” que colide com os objectivos da EFSA, The European Food Safety Authority (Autoridade Europeia de Segurança Alimentar), entidade que “est la pierre angulaire de l'Union européenne (UE) pour ce qui concerne l'évaluation des risques relatifs à la sécurité des aliments destinés à l'alimentation humaine (…)” e que “fournit des avis scientifiques indépendants ainsi qu'une communication claire sur les risques existants et émergents”.

E continue a ser um Órgão de Polícia Criminal.

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Ilustração: Cartaz recolhido em CATI – Treinamento Policial

2008-01-29

A liberdade de ser


Público”, edição de Domingo (08/01/06).

No Editorial – “A moral pública da era Sócrates” – Manuel Carvalho escreve, referindo-se explicitamente à ASAE, que “se um dia se instalasse uma ditadura no país, já haveria uma polícia candidata a Pide”.

No Retrato da Semana, num artigo de opinião – “Sócrates e a Liberdade” – em que reflecte sobre a progressiva e sistemática intervenção do Estado no domínio da liberdade pessoal, António Barreto, corrosivo, depois de afirmar que “O primeiro ministro José Sócrates é a mais séria ameaça contra a liberdade, contra a autonomia das iniciativas privadas e contra a independência pessoal que Portugal conheceu nas últimas três décadas”, conclui, perguntando-se e perguntando, com uma aparente dúvida: - “Temos de reconhecer: tão inquietante quanto esta tendência insaciável para o despotismo e a concentração de poder á falta de reacção dos cidadãos. A passividade de tanta gente. Será anestesia? Resignação? Acordo? Só se for medo…”.

Num tempo socialmente perverso e de degradação dos valores referenciais, eu quero acreditar que seja só por medo. Um medo que se entranha e depois tolhe. E que é preciso, urge, que se combata.

Para não perdermos a liberdade de ser.
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Ilustração: cartoon recolhido em Nova Esquerda
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2008-01-14

Tácticas militares


Lemos na primeira página do Expresso (edição de 08/01/12) que “A Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) está a treinar os seus agentes em tácticas militares”.

Sem comentários.

Por agora.

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Ilustração: Fotografia recolhida em
TVNET.

2008-01-02

“Desmandos da ASAE”


Sobre os “Desmandos da ASAE” lemos, no Público, edição de 07/11/28, a carta de um leitor que termina assim: - “Na serra de Monchique uma brigada da ASAE sentou-se à mesa de um pequeno comerciante local, bebeu do seu medronho caseiro e depois multou-o. Dias de pois o homem suicidou-se (DN/SMS)”.

Sem comentários.


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Ilustração: Fotografia recolhida em Destilarias Eau-de-Vie – Iberian Coppers S.A.

2007-04-16

Ficha Técnica de Fiscalização – Restauração e Bebidas


Uma pequena notícia – “Restaurantes acordam fiscalização com ASAE” – no suplemento de Economia do semanário Expresso (edição de 07/04/14) despertou-nos a curiosidade. Por razões que nos dispensamos de enunciar.

Diz a notícia: - “ARESP. A associação de restaurantes portugueses chegou a um acordo com a ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica”) relativamente aos critérios técnicos de fiscalização a utilizar pelos seus inspectores”.

Consultámos o site da ASAE.

E na página de Fiscalização, no âmbito da Segurança Alimentar, lemos que para a elaboração da Ficha Técnica de Fiscalização – Restauração e Bebidas a ASAEem nome da transparência e independência que norteia a sua actividade, auscultou diversas associações representativas do sector, com particular destaque para a UNISHNOR, a AIHSA, a AHP e a ARESP, de onde se destaca a colaboração mais pormenorizada prestada por esta última entidade”…

Aquela Ficha, apesar de extensa (30 páginas), interessará decerto aos agentes económicos e aos trabalhadores do sector. Mas interessará, também, aos profissionais de saúde que intervêm na Vigilância Sanitária dos estabelecimentos de restauração e bebidas.

2006-07-28

ASAE - site provisório


Embora com a indicação de se tratar de um site provisório, aí está a página da ASAE, Autoridade de Segurança Alimentar e Económica.

Nesta fase, além das notícias – sobretudo relativas a intervenções de carácter inspectivo – que têm sido difundidas pela Imprensa, e da lista de Contactos, divulga um formulário para a apresentação de Queixas/Denúncias e alguns (muito poucos) diplomas legais.

Na coluna ao lado, no espaço de Higiene/Segurança Alimentar, já corrigimos o endereço da ASAE.