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2010-04-11

Piscinas e SPA – Conferência Internacional


O Instituto Superior de Engenharia do Porto, em conjunto com Faculdade de Desporto da Universidade do Porto e a Administração Regional de Saúde do Norte está a organizar a 4ª Conferência Internacional sobre Piscinas e SPA - “Fourth International Conference Swimming Pool & SPA – Research and Development on Health, Air and Water Quality Aspects of the Man-made Recreational Water Environment” - que decorrerá na cidade do Porto entre 15 e 18 de Março do próximo ano (2011).

Depois das conferências de Budapeste (2005), Munique (2007) e Londres (2009), será no Porto que “académicos, médicos, gestores de instalações desportivas, engenheiros e outros profissionais que investigam, projectam, gerem, operam e controlam Piscinas e Spa” de vários países, muitos “a trabalhar em entidades internacionais (Organização Mundial da Saúde, Centers for Disease Control and Prevention, Health Protection Agency, Pool Water Treatment Advisory Group, Bavarian Health & Food Safety Authority)”, se reunirão para debaterem as matérias que constam do Programa: - “Normas, regulamentos e legislação/ Riscos microbiológicos/ Riscos químicos no ar e na água/ Monitorização e avaliação/ Tratamento e desinfecção da água/ Gestão de riscos”.

Para mais informações, os leitores do JSA interessados em participar – apresentando ou não Comunicações – devem consultar o sítio da Conferência.

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Ilustração: Imagem recolhida em ABC Piscinas

2009-03-17

Jacúzis – um Manual de Boas Práticas

O Departamento de Saúde Pública da ARSLVT, Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, editou (Janeiro de 2009) um caderno que é susceptível de interessar aos leitores do JSA: - “Jacúzis, Manual de Boas Práticas Para Controlo de Riscos”.

Na Introdução, os autores, António Carlos Sousa Esteves, Médico de Saúde Pública e Patrícia Pacheco, Engenheira Sanitarista, depois de observarem que se assiste “últimos anos à existência em número crescente de jacúzis no seio dos núcleos populacionais (…), nomeadamente em estabelecimentos como hotéis, clubes de manutenção física, outros estabelecimentos ligados ao lazer e ao desporto, centros de estética, e ainda em ambiente doméstico” propuseram-se “reunir numa publicação as orientações relacionadas com as boas práticas no contexto do funcionamento, da manutenção e do controlo dos riscos infecciosos e não infecciosos, em jacúzis”.

Para tanto, definem Jacúzi, explicam em pormenor o seu funcionamento, identificam os riscos para a saúde a que os utentes se expõem, sobretudo os riscos microbiológicos, e preceituam que a entidade proprietária deve ser responsável pela implementação de um plano de monitorização da qualidade da água; enunciam algumas Recomendações de actuação, nomeadamente no âmbito da higienização (“Limpeza e desinfecção”) e terminam com um conjunto de informações que “os responsáveis devem fornecer aos utentes”.

Jacúzis, Manual das Boas Práticas Para Controlo de Riscos”, um trabalho meritório que preenche uma lacuna na literatura técnica relativa a estes equipamentos.
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Ilustração:Esquema de funcionamento de um jacúzi”, recolhido no Manual (pág. 3).

2008-12-01

A Albufeira de Magos e o Plano de Ordenamento


Em 1997 (21–22 de Janeiro), no LNEC, Laboratório Nacional de Engenharia Civil, no Encontro Técnico “Cianobactérias e o seu Impacte na Qualidade da Água”, promovido pela APRH, Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos, na comunicação “Programa de Monitorização de Cianobactérias – Albufeiras de Coruche e Salvaterra de Magos(*) apresentada por Vera Noronha, Engenheira Sanitarista, nós referimo-nos à necessidade de se criar um Plano de Ordenamento para a Albufeira de Magos.

Agora, decorridos quase 12 (doze) anos, depois de elaborado e regulamentarmente objecto de discussão pública, a Resolução do Conselho de Ministros Nº 169/2008, de 21 de Novembro, “Aprova o Plano de Ordenamento da Albufeira de Magos e a delimitação da Reserva Ecológica Nacional do concelho de Salvaterra de Magos”.

Na qualidade de profissional de saúde, eu já não acompanharei a sua execução – tarefa que ficará para quem me render, no Serviço de Saúde Pública do Centro de Saúde de Salvaterra de Magos -. Mas espero que o Plano de Ordenamento se concretize e que de facto contribua para o desenvolvimento económico e social da região.


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(*) Por Duarte d’Oliveira (TSA), Luisa Portugal (MSP), Moisés Almeida (TSA), e Vera Noronha (ES).

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Ilustração: Fotografia por Duarte d’Oliveira

2008-09-28

Água, desinfecção pelo método do Duplo-Pote


Em Abril de 1978, o “Jornal do Médico” publicou em separata o opúsculo “Desinfecção química da água de consumo pelo método do Duplo-Pote”, de Baltazar Mexia de Matos Caeiro – então Interno Policlínico do 1º Ano nos Hospitais Civis de Lisboa. Um pequeno livro (de 10 páginas) que todos nós, MSP e TSA da minha idade, lemos e reproduzimos para (in)formarmos as populações e particularmente os trabalhadores das autarquias sobre aquele método de desinfecção da água e assegurarmos a prevenção das doenças “transmissíveis pelas águas contaminadas” e a implementação de “cuidados básicos que as populações devem seguir para preservação das águas que bebem”.

O autor detém-se na “experiência pouco dispendiosa, prometedora e única em Portugal, que tem sido ensaiada com êxito no Distrito de Castelo Branco, em todos os seus concelhos, pelo Engenheiro Sanitário Melo Trigueiros e todos quantos com ele colaboram”, e apresenta “alguns números, para avaliar da importância da experiência (…) levada a cabo” pelo Serviço de Saúde do Concelho de Sertã.

Antes, porém, explica-nos em que consiste o método do Duplo-Pote, adaptado de “Water Suplly Systems”:

O Difusor de Duplo-Pote (…) é formado por um cilindro de barro interior com, aproximadamente, 16 cm de diâmetro e 28 cm de altura, com um furo de 1 cm de diâmetro situado a 3 cm da boca, colocado dentro de um outro, também de barro e cilíndrico, com 25 cm de diâmetro interno e 30 cm de altura. A 4 cm do fundo, o Pote exterior terá um orifício com 1 cm de diâmetro. Entre os dois recipientes fica um espaço aproximado de 9 cm.

O pote mais pequeno, interno, enche-se com uma mistura humidificada de 1 kg de cloreto de cal e 2 kg de areia grossa (2 mm), até um nível cerca de 3 cm abaixo do furo
(…). (i)

Para que a mistura se mantenha mole e se prolongue o tempo de cloração, deve adicionar-se 75 gr de hexametafosfato de sódio (ou 5% do peso de cloreto de cal) (…).
(ii)

Finalmente, a boca do pote exterior é fechada com um plástico. Temos, assim, o conjunto pronto a ser utilizado, suspenso em qualquer tipo de captação de água, cerca de 1 metro abaixo do nível da mesma, durante aproximadamente 2 meses, após o que se deve proceder ao seu recarregamento (6 por ano).

A cloração que pode ser feita pelo Difusor de Duplo-Pote refere-se também a poços particulares com a capacidade de 4 500 l e um consumo de 310 a 450 l
”.

Passaram-se 30 anos desde a data de publicação do estudo sobre a experiência-piloto do uso do Duplo-Pote. Hoje, para os profissionais de saúde pública e de saúde ambiental, será um método obsoleto. Mas, admitamos, era eficaz – mesmo eficiente, se considerarmos a relação custo-benefício. - E era, e é, ecológico. E ainda hoje, apesar de dispormos de outros recursos tecnológicos, talvez seja (fosse) útil porquanto, como sabemos, ainda há milhares de pessoas que se abastecem de água proveniente de poços. De poços sem protecção e sem qualquer vigilância – sanitária e/ou de controlo de qualidade.

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(i) O autor esclarece que se fez “uma modificação no quantitativo dos produtos, passando a utilizar-se 2 kg de cloreto e 1 kg de areia, notando-se uma apreciável melhoria dos resultados das análises”.

(ii) O autor observa que foi abandonada a utilização do hexametafosfato de sódio “por não dar o resultado teoricamente pensado, sem que isso tenha alterado em nada a validade e a eficácia do método” – facto que ao longo de anos, na década de 80 (1980- 1990), tivemos oportunidade de confirmar no exercício da profissão, no âmbito das acções de vigilância sanitária dos sistemas abastecimento de água públicos e particulares.

2008-07-11

TSA - carreira de técnico superior


Para uma leitura atenta, particularmente pelos profissionais de saúde ambiental, o Diário da República de hoje publica o Decreto-Lei n.º 121/2008 o qual “Extingue carreiras e categorias cujos trabalhadores transitam para as carreiras gerais”.

Após uma brevíssima leitura, verificamos – para aplicação do disposto no Artigo 2.º – Transição para a carreira de técnico superior (*) –, que no “mapa I anexo ao (…) decreto-lei” constam as carreiras (na página 4352) de Engenheiro sanitarista (carreira técnica superior de regime geral adjectivada), (na página 4354) de Técnico de higiene e saúde ambiental (carreira técnica de regime geral adjectivada) e (na página 4356) de Técnico superior de saúde ambiental (carreira técnica superior de regime geral adjectivada).

Todavia, no Mapa VIII, relativo às “Disposições normativas revogadas”, não são referidos o Decreto-Lei Nº. 117/95, de 30 de Maio, que “Cria a área profissional de técnico de higiene e saúde ambiental e define o respectivo conteúdo funcional” nem o Decreto-Lei Nº. 564/99, de 21 de Dezembro, que “Estabelece o estatuto legal da carreira de técnico de diagnóstico e terapêutica”.

Conclusão:

- Aparentemente, a carreira dos TSA não é extinta nem os “trabalhadores transitam para carreiras gerais”. Talvez porque - como sugere Vítor Manteigas – integre os “corpos especiais” criados (Alínea h), do Número 2., do Artigo 16º) pelo Decreto-Lei Nº 184/89, de 2 de Junho.

- Ou, como eu admito, atendendo a que serão poucos os Técnicos de Higiene e Saúde Ambiental em funções e ainda menos (se os houver) os Técnicos Superiores de Saúde Ambiental, a opção terá sido meramente política: a inclusão no Mapa I determinaria a classificação de todos os Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica (que são alguns milhares, com habilitações literárias diversas) em Técnicos Superiores de Saúde…

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(*) "Transitam para a carreira geral de técnico superior, nos termos do n.º 1 do artigo 95.º da lei, os trabalhadores que se encontrem integrados nas carreiras, ou que sejam titulares das categorias, identificadas no mapa I anexo ao presente decreto -lei e que dele faz parte integrante".

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Ilustração: Imagem recolhida em JCconcursos.com.br

2008-04-04

Engenharias...


Recebemos (por correio electrónico) o Nº. 2 de “Engenharia da Saúde Pública”, o Boletim trimestral dos profissionais de Engenharia Sanitária da ARSLVT, Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.

Depois da leitura a que procedemos, registamos que aqueles profissionais se preocupam com as competências e responsabilidades das Autoridades de Saúde no domínio da água, decorrentes da aplicação do diploma que estabelece o regime da qualidade da água destinada ao consumo humana, com as Taxas Sanitárias e com os riscos para a saúde associados ao tabagismo. Porque, de resto, nas outras páginas, além das Notícias – sobre as actividades desenvolvidas pelo Serviço de Engenharia Sanitária e a actualização do (micro)site do Delegado Regional de Saúde – e da Agenda, divulgam um conjunto de diplomas que serão susceptíveis de interessar aos potenciais leitores.

Se nos permitem o uso de uma expressão popular, a iniciativa dos engenheiros sanitaristas não deverá cair em saco roto. Acreditamos que será seguida por outros grupos de profissionais de ARSLVT – auxiliares de acção médica, assistentes administrativos, médicos de saúde pública e técnicos de saúde ambiental… E ficamos na expectativa de saber o que é que estes profissionais de saúde escreverão nos respectivos boletins sobre a engenharia sanitária…

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Ilustração: Fotografia recolhida em LNEC, Laboratório Nacional de Engenharia Civil

2007-11-14

A Engenharia Sanitária nos Serviços de Saúde


Hoje, ao consultarmos o microsite dos Delegados Regionais de Saúde no site da DGS, Direcção-Geral da Saúde, para lermos a Orientação sobre a emissão de Pareceres Sanitários distribuída em 07/11/08, tomámos conhecimento da publicação de um documento com interesse para os profissionais de Saúde Pública. Trata-se de “O Serviço de Engenharia Sanitária nos Serviços de Saúde”, datado de 07/06/20, e subscrito pelos Engenheiros Sanitaristas da ARSLVT, Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.

Ao longo de 6 (seis) páginas, os autores fazem uma leitura histórica do papel da Engenharia Sanitária no domínio da Saúde, analisam a Carreira de Técnicos Superiores de Saúde – Ramo de Engenharia Sanitária, relacionam as Competências dos Engenheiros Sanitaristas e terminam com um conjunto de propostas sobre a Engenharia Sanitária no Futuro.

Recomendamos a leitura, atenta - mas, também, a análise crítica. Porque em alguns pontos aquele texto é bastante discutível.

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Ilustração: Fotografia recolhida em Wikilivros .

2006-04-21

Amigo de Sócrates nomeado

Na coluna de Curtas, página 18 do Expresso, edição de 06/04/08, sob o título deste post, lemos:

Hemetério Monteiro, amigo pessoal de José Sócrates, foi nomeado para uma das duas vagas existentes no Conselho de Administração da Empresa de Desenvolvimento de Infra-estruturas de Alqueva (EDIA). Com 59 anos, Monteiro exercia as funções de engenheiro sanitário na Administração Regional de Saúde (ARS) de Évora.

A
APRH continua a ser uma boa rampa de lançamento…

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Ilustração: Fotografia recolhida em
www.aprh.pt

2006-04-07

Eng. Nuno Pacheco

Foi pela revista mensal Pontos nos ii que reencontrei Nuno Pacheco, engenheiro sanitarista, com quem há 25 anos me iniciei (foi o coordenador do meu estágio, no ex-Centro de Saúde Distrital de Santarém) na actividade de Técnico de Saúde Ambiental. Ainda trabalhámos, em conjunto, durante meia dezena de anos. Tentámos lutar contra a rotina, intervir. Depois, o Eng. Nuno Pacheco optou por outra área e é, actualmente, professor adjunto do Núcleo de Tecnologias da Escola Superior de Educação de Santarém. E também, além de colaborador daquela publicação – cuja leitura recomendamos –, membro do conselho editorial da revista Interacções. Em 2005, foi o coordenador pedagógico do programa “Primavera na Europa”.

Passaram-se 25 anos, um quarto de século. Todavia, se hoje fizesse uma visita ao serviço que dirigiu, o Eng. Nuno Pacheco verificaria que pouca coisa mudou. Os TSA envelheceram, uns reformaram-se, outros esperam pela aposentação. Entrou gente nova, com outras habilitações profissionais. Mas as actividades que se exercem são as mesmas. Isto é, mantém-se a rotina…

2005-03-16

Nota de início

Olá!
Apenas duas palavras para anunciarmos a criação do Blogue.
Que queremos que seja um espaço de informação.
E de discussão.
De temas de Saúde Ambiental.
Que interessem aos Técnicos de Saúde Ambiental.
Aos Médicos de Saúde Pública.
Aos Engenheiros Sanitaristas.
A toda a gente.
Com um objectivo: contribuirmos para a promoção do ambiente e da saúde.