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2008-09-16

O estado amargo de uma Praia Doce



Na margem esquerda do Rio Tejo, a cerca de um quilómetro de distância da estrada-do-dique que estabelece a ligação entre Salvaterra de Magos e a aldeia de Escaroupim, a Praia Doce foi durante dezenas de anos um sítio procurado pelas pessoas da região para se divertirem nos períodos de lazer. Dispunham da sombra das árvores, para conversas amenas e prolongados repastos (piqueniques), e das águas do braço do rio para se refrescarem. Então, o Tejo estaria mais contaminado e poluído do que actualmente; todavia, as pessoas não dispunham da informação a que hoje têm acesso e definitivamente (na generalidade) ignoravam os riscos a que se expunham.

Durante anos, mais de 20 (vinte), no âmbito de sucessivos programas de “Vigilância Sanitária das Zonas Balneares”, eu colhi amostras para a monitorização da água no Rio Tejo, elaborei relatórios sobre as condições hígio-sanitarias da praia, identifiquei e avaliei condições de risco – desde a ocorrência de marés, não sinalizadas, a falta de controlo de qualidade da água de abastecimento (transportada por auto-cisternas dos Bombeiros Municipais) e as obsoletas e sempre degradadas (e sujas, sem limpeza regular) Instalações Sanitárias (IS), até à falta de vigilância para prevenir situações de risco e acudir em casos de emergência. Propondo, sempre, a adopção de medidas – reconheço que umas mais complexas do que outras – para a conversão da Praia Doce num sítio seguro e saudável, sem perda (se não mesmo para a valorização) das características naturais do local.

Há talvez uma dezena de anos, a Câmara Municipal, com o recurso a um financiamento da UE, União Europeia, remodelou a Praia Doce: criou infra-estruturas de saneamento básico, construiu pavilhões de madeira sobre estacas para IS, Arrecadações e um Bar. Entre outros erros, o projecto (que não foi submetido a apreciação pelo Serviço de Saúde Pública) incorreu num muito grave: assegurar o abastecimento de água a partir de um poço (de um poço, repito, não de um furo), numa zona inundável ao ritmo das marés…

Há menos tempo, a Câmara Municipal – agora presidida por Ana Cristina Ribeiro - voltou a investir milhares de euros na reabilitação do espaço. Encerrou o poço, construiu um reservatório aéreo para o abastecimento de água, criou um espaço para o estacionamento de automóveis, acabou com o campismo selvagem (o Parque de Campismo do Escaroupim, da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal, situa-se a menos de 5 quilómetros de distância) e remodelou as pavilhões. Um investimento inútil.

Correctamente: um investimento inutilizado pelo vandalismo de alguns (admitimos que poucos) utentes. Que provavelmente, impunemente, acabaram com a Praia.

Doce, na memória da população salvaterrense.

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Ilustração: Fotografias por Duarte d'Oliveira (2008, Setembro)

2008-02-11

Rio Tejo, versão de Inverno


Uma imagem do Rio Tejo, obtida a partir do Jardim das Portas do Sol, em Santarém, ontem – 08/02/10, durante a tarde.

Não parece, mas é: um troço do rio mais extenso de Portugal, no Inverno, na lezíria ribatejana, a poucos quilómetros da foz, em Lisboa.

Como será no Verão?

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Ilustração: Fotografia por Carlos Alves.

2007-10-08

"Tagus Universalis"


Tagus Universalis” é o nome adoptado para a candidatura do Rio Tejo – do Tejo Ibérico – a Património da Humanidade pela AAT, Associação dos Amigos do Tejo.

De acordo com Carlos Salgado, presidente daquela Associação (em declarações referidas por Jorge Talixa, no “Público”, edição de 07/10/02), já foram estabelecidos contactos com os municípios ribeirinhos portugueses e, com a colaboração da Embaixada de Espanha em Lisboa, com os governos regionais de Aragão, Castela, Estremadura e Madrid e com municípios e universidades espanholas. Pretende-se com esta candidatura preservar e valorizar as potencialidades do Rio Tejo/Río Tajo – que nasce nos Montes Universalis, na Serra de Albarracim, e desagua 1007 quilómetros depois no Oceano Atlântico, junto a Lisboa.

Ao longo do mês em curso, a Associação dos Amigos do Tejo distribuirá uma brochura sobre as características do maior rio da Península Ibérica – em cuja margens, só nos 32 concelhos portugueses, vivem cerca de 3 milhões de pessoas – para que se reconheça a importância do Tagus Universalis como Património da Humanidade.

Nós, aqui no JSA, prometemos acompanhar o desenrolar desta iniciativa.
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Ilustração: Fotografia recolhida em toledoaldia.com .