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2010-03-10

… Uma nova era glacial?


Na revista “Ciência Hoje”, num artigo intitulado “Idade do gelo pode voltar a acontecer – Investigadores alertam para novo padrão meteorológico”, escreve-se, citando Isabel Montañez, professora de geologia da Universidade da Califórnia, “que o fim do «Período Glacial» foi precedido de mudanças bruscas do nível de dióxido de carbono, alterações violentas do clima e efeitos drásticos sobre a vegetação”.

Embora se observe que aquela geóloga esclareceu que "isto aconteceu há milhões de anos e não pode ser directamente vinculado ao aquecimento de hoje (…) devido, principalmente, ao aumento dos gases estufa emitidos na atmosfera como resultado da queima dos combustíveis fósseis”, adverte-se que o trabalho de Isabel Montañez “demonstra que a mudança climática não acontecerá de forma gradual, mas por uma série de "oscilações instáveis e dramáticas".

O artigo conclui com uma citação de dois climatólogos, George e Helena Kukla, da Universidade de Colômbia” , para quem os “fenómenos meteorológicos (…) não obedecem a padrões meteorológicos e que nada tem a ver com a acção humana, mas sim com factores relacionados com os movimentos do planeta, com a inclinação do eixo terrestre, com a expansão das áreas de ventos polares secos e de grande altitude (o chamado vórtex circumpolar) que sopra de oeste para leste”: - “A atmosfera está a arrefecer gradualmente e há tempo que não existem dúvidas de que estamos a caminho de uma nova era glacial”.

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Ilustração: Imagem recolhida em Ciência Hoje

2010-02-26

A chuva. Torrencial, também em Quelimane (Moçambique)


O Inverno tem sido trágico. Aqui em Portugal e um pouco por todo o mundo. O frio, o vento e a chuva (e também a neve, em alguns locais) persistem. Espalhando a dor e a desolação.

Há pouco, pelos noticiários televisivos de Portugal e de Espanha, soube que as previsões meteorológicas apontam para (durante a próxima noite) o agravamento do estado do tempo nas Canárias e na Galiza, com ventos ciclónicos e chuvas intensas. Chuvas e ventos que também assolarão a Madeira e a costa continental.

Anuncia-se a subida do nível da água nos rios - particularmente do Tambre e do Guadalquivir (em Espanha) e do Douro e do Tejo (em Portugal) - que em alguns pontos já transpuseram as margens e determinaram deslocação de pessoas para lugares seguros disponibilizados pela protecção civil.

Eu, nós, estamos informados e sabemos que dispomos de recursos sociais de protecção das populações e de auxílio às pessoas mais afectadas. O que não sucederá noutras regiões do mundo, onde, não sendo inverno, também chove calamitosamente e onde as populações apenas resistem às intempéries. Como sucede em Quelimane, na Zambézia - pelas notícias (que me doem) que me chegaram através do Diário de um Sociólogo (Carlos Serra, Maputo) –, uma cidade que as vicissitudes políticas castigaram com a pobreza…

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Ilustração: Fotografia recolhida em Diário de um Sociólogo.

2010-02-22

Ilha da Madeira: o dilúvio


Durante a madrugada de sábado (10/02/20), a chuva foi diluviana. Encheu ribeiras e a água desceu pelas vertentes da serra para o mar. Indomável, arrastou grandes pedras e arbustos, terra; derrubou pontes e para lá das margens a enxurrada inundou a cidade e a alma humana.

As causas para aquela tempestade são várias e a comunidade científica alerta para a ocorrência cada vez mais frequente e eventualmente com consequências mais trágicas de fenómenos naturais. As causas para a destruição de casas e de estradas também são diversas e os especialistas em urbanismo e ordenamento do território afirmam que poderia ter sido evitada ou minimizada se se respeitassem as Leis da Natureza.

Agora, porém, solidários, devemos retomar o curso da vida…

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Ilustração: Fotografia recolhida em “Jornal da Madeira”.

2010-02-02

Santarém: Considerações sobre a temperatura do ar


Neste trabalho são apresentados os valores dos números médios de graus-dia de aquecimento e arrefecimento, bem como os valores das temperaturas exteriores de projecto de Verão e de Inverno na cidade de Santarém”, escreve José Manuel da Costa Têso, “com a finalidade de servirem de suporte para eventuais projectos de investigação que tenham como base certos dados da temperatura do ar”.

Como complemento, utilizando o valor médio da amplitude térmica diária no mês mais quente de Verão”, acrescenta o autor, “é traçada uma curva-tipo da evolução diária da temperatura do ar”.

Considerações sobre dados da temperatura do ar na cidade de Santarém
”, um trabalho de José Manuel da Costa Têso, que publicamos nestes dias em que o frio que invadiu a Europa parece contradizer o “Aquecimento Global”…

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Ilustração: Fotografia recolhida em Zwame

2010-01-14

Um termómetro global


Na imagem, o termómetro do Climate Action Tracker - um projecto que se propõe fornecer uma avaliação actualizada dos compromissos e das metas propostas pelos países industrializados e em desenvolvimento para a redução das emissões de gases com efeito de estufa.

Aparentemente, com as consequências catastróficas antecipadas por Mark Lynas em “Seis Graus, O Nosso Futuro Num Planeta Em Aquecimento”, de acordo com a avaliação dos cientistas do Climate Action Tracker, “o mundo encaminha-se para um aquecimento global de 3,5º C até 2100”...

Um termómetro para consultarmos, periodicamente.

2010-01-08

Portalegre: Considerações sobre a temperatura do ar


Com “Considerações sobre dados da temperatura do ar na cidade de Portalegre” iniciamos, hoje, a publicação de alguns estudos que nos foram facultados por José Manuel da Costa Têso - até recentemente meteorologista do Instituto de Meteorologia.

Neste trabalho, como escreve o autor no Resumo, “são apresentados os valores dos números médios de graus-dia de aquecimento e arrefecimento, bem como os valores das temperaturas exteriores de projecto de Verão e de Inverno na cidade de Portalegre, na área envolvente do concelho de Portalegre, com a finalidade de servirem de suporte para eventuais projectos de investigação que tenham como base certos dados da temperatura do ar”.

No final, “como complemento e utilizando o valor médio da amplitude térmica diária no mês mais quente de Verão”, JM Costa Têso traça “uma curva-tipo da evolução diária da temperatura do ar” naquele concelho do Alto Alentejo.

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Ilustração: Fotografia recolhida em ANMP, Municípios de Montanha