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2009-04-18

Depois dos girassóis, sobreiros?


José Sá Fernandes, vereador da Câmara Municipal de Lisboa – eleito pelo BE, Bloco de Esquerda, partido que entretanto lhe retirou a confiança política -, decidiu transformar um terreno devoluto da autarquia existente na Rua de Campolide num campo de girassóis. A decisão foi acolhida com bonomia por alguns cidadãos; outros, porém, contestaram-na afirmando que representava um atentado contra a saúde pública. Argumento: os girassóis libertam pólens que poluem a atmosfera e consequentemente potenciam o aumento de alergias respiratórias.

Durante a mesma conversa com os jornalistas, José Sá Fernandes anunciou que no começo do outono talvez substitua os girassóis por cereais.

Perante a dúvida, nós decidimos apresentar ao verador do Ambiente e Espaços Verdes uma sugestão: como o Estabelecimento Prisional de Lisboa, que o governo socialista se propõe transferir para Paço dos Negros, também se situa na Rua de Campolide, porque não plantar na Quinta do Bonito, depois da seara de girassóis, os sobreiros que serão arrancados na Herdade dos Gagos?

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Ilustração: Imagem recolhida em Histórias para os mais pequeninos

2008-12-14

Ao almoço, uma garrafa de azeite e uma piada de “gourmet”


Eu não recomendo o restaurante. Todavia, na sexta-feira (08/12/12), voltei lá com muitos dos colegas (MSP e TSA) que participaram na reunião que durante a manhã se realizou no Centro de Saúde. Em Constância.

Desta vez, não espreitei a cozinha, separada da sala de refeições por uma vitrina frigorífica que também serve de balcão, mas, por razões elementares que me parece desnecessário especificar, reparei (confirmei) que nas IS, sem antecâmara, as portas de madeira acabam a cerca de 0,20 m do pavimento, que nas IS – H não havia papel higiénico e que no lavatório comum as torneiras são de accionamento manual, o doseador de sabão era de uso doméstico e que na ausência de toalhas descartáveis o secador eléctrico não funcionava… Valeram-me os lenços de papel, que uma rinite alérgica – familiarmente, uma rinite de estimação – me obrigam a trazer sempre comigo, para enxugar as mãos e sentar-me à mesa.

Para acompanhar a costeleta de porco grelhada – bem cozinhada, confesso-o, de carne tenra e com bom sabor, apesar do sal (naturalmente, a carne já tem sal q.b.) - eu pedi batatas cozidas e uma salada. E para condimentar as batatas, servi-me – não de um galheteiro mas - de uma garrafa de azeite que o assistente da mesa entretanto trouxera. Uma garrafa de plástico, de 1 l (um litro). Desenrosquei a tampa, de cor verde claro contrastante com o verde escuro do azeite, e comentei:

- Esta garrafa já teve uma tampa inviolável!... Agora…

- Se quiseres reclamar - interrompeu-me um colega, TSA, que, no balanço da conversa que mantínhamos sobre o teor de um recente diploma regulamentar, acrescentou, com ironia, apontando os colegas MSP no outro lado da mesa -, reclama: - Tens ali seis fiscais!...

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Ilustração: Imagem recolhida em zoom-Cinema.fr : l'essentiel du cinéma !

2008-12-05

Decreto Regulamentar Nº 20/2008: a distracção do legislador…


Não nos deteremos na análise do Artigo 17º - Lista de preços, do Decreto Regulamentar Nº 20/2008, de 27 de Novembro, pelo qual se defende a comunicação em língua portuguesa. Apenas chamamos a atenção para um pequeno pormenor, provavelmente sem significação relevante: o legislador recorre ao francês para designar (em itálico, no texto legal) as “Entradas”…

Artigo 17.º

Lista de preços

1 — Nos estabelecimentos de restauração deve existir ao dispor dos utentes uma lista de preços, obrigatoriamente redigida em português, com as indicações seguintes:

a) A existência de couvert, respectiva composição e preço
”.

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Ilustração: Imagem recolhida em
A Popular

2008-07-14

O rolo de papel higiénico


De vez em quando, como sabem os leitores do JSA, eu visito o blogue das “Coisas” da Ana – acessível pela hiperligação disponível no espaço “Outros sítios, mais saberes…” da Navbar (a coluna do lado direito).

Na visita de hoje, encontrei um post particularmente sugestivo para quem se interessa por pormenores, nomeadamente alguns profissionais de saúde ambiental e de saúde pública quando vistoriam estabelecimentos e se detêm na avaliação das condições hígio-sanitarias das IS (Instalações Sanitárias).

Por aquele post, os leitores do JSA interessados nesta complexa matéria, poderão aceder ao post original e acompanhar uma lição sobre como instalar correctamente o rolo de papel higiénico…

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Ilustração: Imagem recolhida em The Presurfer

2008-03-26

Os Mascarenhas


Os Mascarenhas são profissionais de saúde. Um é licenciado em Medicina e o outro em Saúde Ambiental. Ambos trabalham na mesma unidade de saúde, algures neste país – localizado na Europe’s Weast (sic) Coast. O primeiro exerce a profissão de Médico de Clínica Geral (MCG); o outro, a de Técnico de Saúde Ambiental (TSA).

Recentemente, alguém telefonou para o Centro de Saúde para falar com o Dr. Mascarenhas. A telefonista orientou a chamada para o médico, que, depois da trivial troca de saudações, ouviu:

- Então, Dr., esqueceu-se?... Ainda não nos enviou o Resumo da Comunicação…

- Resumo da Comunicação? – questionou o Dr. Mascarenhas, surpreso. – Não estou a perceber!...

- Ora, Dr., o Resumo da Comunicação que apresentará no Seminário sobre…

- Desculpe – instou o médico –, mas há aqui um equívoco. Eu não sei do que está a falar-me…

Já noutro tom de voz, mais formal, quem telefonava perguntou:

- Não é o Dr. Luís de Mascarenhas, do Centro de Saúde de (…)?

- Não – respondeu o médico, prontamente. – Eu chamo-me Miguel de Mascarenhas.

- Tem razão, Dr.… - concordou a interlocutora. – Eu preciso de falar com o Dr. Luís de Mascarenhas. – E depois de uma pausa, breve, prosseguiu: - O Dr. não me pode passar a chamada?

- A quem?

- Ao Dr. Luís de Mascarenhas, Técnico de Saúde Ambiental…

- Ao Técnico? – interrompeu o clínico, que observou, num tom agastado: - Mas o Técnico é o funcionário das águas, das vistorias… Não é doutor! – E, perguntou, sinuoso: - Não me diga que o Mascarenhas se identificou como médico…

- Não, Dr. – esclareceu a senhora -. Nós convidámos o Dr. Luís de Mascarenhas, licenciado em Saúde Ambiental, com uma pós-graduação em (…) e mestre em (…) para apresentar uma comunicação sobre a matéria que foi objecto da sua tese…

Intempestivamente, o médico pôs fim à chamada e poisou o auscultador, sem dissimular a irritação.

Desde aquele telefonema, o MCG evita o TSA.

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Ilustração: Desenho recolhido emA Educação do meu Umbigo”.

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ND: Por razões várias, que nos parecem facilmente perceptíveis, disfarçámos os nomes e as circunstâncias, Mas asseguramos que o episódio é verídico. Como se adverte no genérico de alguns filmes (permitam-nos a perversão) “qualquer semelhança com a realidade é conscientemente intencional”.

2007-08-31

Uma questão de siglas?


Algures, no decurso de uma vistoria, um dos elementos da Comissão perguntou ao senhor José – que após a aposentação decidira explorar um pequeno estabelecimento que instalara no rés-do-chão de sua casa “para servir uns petiscos aos vizinhos e aos amigos que ainda se lembram de mim e aparecem por aí…”.

- O Sr. José não aplica o agá – á – cê – cê – pê (HACCP), pois não?

- Não sei, doutor – respondeu o Sr. José, serenamente. Que acrescentou: - Eu sei que aplico o IVA, mas quem trata desses assuntos é o contabilista…

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Ilustração: Cartaz recolhido em
http://www.quapa.com/affiches.htm

2007-06-08

Um anúncio...


I got my name in lights with notcelebrity.co.uk

2007-06-05

Uma solução higiénica…


Quase diariamente, nós (TSA) somos questionados sobre problemas de higiene, desde a higiene urbana à higiene de ambientes específicos – estabelecimentos escolares, unidades de saúde, lares, estabelecimentos de bebidas e restauração… Também nos consultam sobre Planos de Higienização, Boas Práticas de Higiene (procedimentos correctos no âmbito da Higiene e Segurança no Trabalho); sobre IS, Instalações Sanitárias, e equipamento e mobiliário sanitário

Acidentalmente, ao espreitar as Coisas, encontrei uma sanita que os higienistas mais sensíveis não tardarão a incluir nas diferentes normas que estabelecem (por exemplo) que as tampas dos contentores para a recolha de resíduos e as torneiras dos lava-loiças e dos lavatórios não devem ser accionadas manualmente: uma sanita cujo tampo é accionado por pedal.

2007-05-25

Coffee-break


Aos leitores do JSA propomos uma consulta à página da Saúde na Beira Interior. Para que se detenham na degustação de “Uma Circular Quadrada á base de pão escuro”. Talvez, no final, se solidarizem com o MAFPSPBTC (movimento a favor do pão saloio, pastel de bacalhau e tinto cheio).

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Ilustração: Fotografia recolhida em
http://www.alimentar.com.pt/servicos.htm .
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PS: Sobre a mesma matéria, também sugerimos a leitura de “Não há volta a dar-lhe! ”, no SAÚDE SA.

2006-02-13

teessea's star

Um leitor do JSA, que optou pelo anonimato, de passagem por Hollywood, ao atravessar o Passeio da Fama reparou nesta estrela e enviou-nos a seguinte mensagem:

This is teessea's star on the walk of fame in hollywood:

2005-06-27

Pelas Zonas Balneares, a Estação...


Agora que estamos no começo da época balnear, quando iniciamos (no âmbito dos SSP, Serviço de Saúde Pública) o cumprimento do Programa de Vigilância Sanitária das Zonas Balneares, lembrámo-nos de um pequeno episódio que nos surpreendeu há cerca de oito anos.

No Centro de Saúde onde estivemos, um Centro de Saúde que pertence à ARSC (Administração Regional de Saúde do Centro), ao consultarmos a papelada - permitam-nos o uso desta expressão para classificar a quantidade de impressos, a maior parte absolutamente inútil , que ali então ainda se utilizava - encontrámos uma Ficha relativa à colheita de amostras de água numa zona balnear.

Quase todos os registos estavam correctos. Excepto um: no item Estação estava manuscrito (pela TSA que nos precedeu): - “Primavera”.

Sorrimos, mas não fizemos outro juízo de valor. Porém, mais tarde, quando estivemos com a colega que preencheu aquele documento, questionámo-la. E a colega respondeu-nos:

- “Como eu não sabia, consultei a MSP/AS que me respondeu, com alguma dureza: - “Então não sabe?... Junho é na Estação da primavera!”.

2005-05-17

O Senhor das Águas

(*)

Há uns anos, estava eu acidentalmente na secretaria do Centro de Saúde a fotocopiar um documento quando ouvi uma utente, ao balcão, perguntar: - “Quem é aquele senhor?... É médico?” – e a funcionar administrativa que a atendeu responder com naturalidade: - “Não, é o senhor-das-águas!”.

......
(*) Esta pequena estória foi-nos enviada por um TSA que nos solicitou que ocultássemos a sua identidade. Acompanhada por uma breve Nota, que transcrevemos: - “ De início, eu senti-me menorizado em relação às funções que desempenho enquanto TSA. Todavia, mais tarde, reagi com bonomia: - “Agora, só me resta esperar pela conclusão do processo de beatificação... Senhor das Águas!”.

2005-05-03

Se non é vero, é bene trovato

A saudepubica (SP) morreu ontem pelas 14.50 horas, na sequência de um gesto voluntário cuja ocorrência foi divulgada pouco depois, pelas 16.03 horas, no Fórum de Saúde Ambiental.

O prurido que a SP estava a provocar alastrava pelo corpo e, tanto quanto sabemos, atingira os sovacos deste país. Ponto fulcral (nós não escrevemos “Ponto Focal”) para que definitivamente a saudepubica decidisse entre prosseguir ou morrer.

Muito provavelmente, o pavor desencadeado pela hipótese de a progressão evoluir para a institucionalização da saudepubica foi fatal. E, sem aviso prévio, imolou-se.

No local, ainda restam algumas cinzas. E um ramo de flores, de flores ressequidas, com um cartão parcialmente carbonizado onde se lê: Sissi.