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2009-09-03

Manuela Moura Guedes, a Censura… and on going!


Houve um tempo de Censura, um tempo que só os mais velhos lembram, durante o qual a liberdade de expressão esteve condicionada à ideologia política do regime que acabou em Abril de 1974. Passaram-se 35 (trinta e cinco) anos.

Saudosos desse tempo, hoje, através de recursos pouco menos que maquiavélicos, os detentores do poder puxaram os cordelinhos e acabaram com o telejornal de Sexta-feira apresentado por Manuela Moura Guedes, na TVI.

A Direcção de Informação daquela estação televisiva demitiu-se. Vasco Pulido Valente, que no final de cada emissão do telejornal conversava com Manuela Moura Guedes sobre os temas mais controversos da semana, também se afastou. Por razões éticas.

À beira do estertor político, eu não sei se os detentores do poder esfregarão as mãos de contentamento. Admito, recorrendo a uma expressão do conhecimento de todos, que terão dado um tiro nos pés. E que não tardarão a cair. Não neste país em que vivemos, mas neste país que consentimos.

Até brevemente. Porque nós, cidadãos, ainda dispomos de um direito constitucional: o voto – que usaremos no próximo dia 27 do mês em curso (Setembro). Para repormos a liberdade de expressão, e, sobretudo, para escolhermos outro governo.

Entretanto, noutro plano, começou a contagem decrescente para o fim da TVI… On going!

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Ilustração: Imagem recolhida em Aventar.

2009-07-21

“Mais Saúde” – um canal de televisão


Mais Saúde” é um canal de televisão (sistema IP-TV), do Alto Comissariado da Saúde, que será oficialmente inaugurado na próxima sexta-feira (09/07/24) por Maria do Céu Machado, Alta Comissária da Saúde, no Hospital de Faro.

Tem como objectivo “informar o cidadão, contribuindo para a sua responsabilização e para a tomada de decisões informadas, dando cumprimento ao Plano Nacional de Saúde nas vertentes da promoção da saúde e prevenção da doença”.

Já “disponível nas salas de espera das unidades de saúde do Algarve”, o canal “Mais Saúde” será futuramente implementado nas restantes regiões do país.

2009-07-08

The Water Channel – para uma melhor gestão da água


É uma notícia do Boletim Ecodes Nº 84 – Julho/Agosto, da Fundación Ecología y Desarrollo, que partilhamos com os leitores do JSA: o Institute for Water Education da UNESCO criou o Canal da Água, um recurso para entre outros serviços promover uma melhor gestão da água.

The Water Channel dispõe actualmente de 201 vídeos distribuidos por 20 categorias.

2008-11-29

Um episódio “tocante”


À sexta-feira, pelas 20.00 horas, sempre que estou em casa, acompanho o noticiário da TVI apresentado pela Manuela Moura Guedes. Um noticiário que uns quantos “opinion makers” classificam de populista, subvalorizando a competência da jornalista e o tom marcadamente crítico com que relata e comenta alguns dos casos que são objecto de notícia.

Ontem (08/11/28), no final da habitual conversa com Vasco Pulido Valente – outra figura controversa que muita gente contesta mas que lê e ouve -, a Manuela Moura Guedes leu uma nota jornalística que entretanto recebera. Citando-a de memória, a notícia referia-se a um depoimento da Ministra da Educação. Maria de Lurdes Rodrigues terá dito que recebera uma carta de um aluno de uma escola do 1º ciclo, carta em que a criança, depois de referir que já dispunha de um computador “Magalhães”, afirmava que “quando for crescido quero ser do PS (Partido Socialista) ”. A Ministra da Educação terá comentado a carta dizendo: - “É tocante!”. E a Manuela Moura Guedes, com a ironia mordaz que a caracteriza, pediu ao seu interlocutor um comentário. Vasco Pulido Valente contorceu-se na cadeira e disse (cito-o de memória) qualquer coisa como: - “Manuela… O que queres que eu diga?... É tocante!...

E o noticiário acabou, num ambiente de saudável exaltação do surrealismo político em que vivemos, particularmente no domínio da educação. Eu não me contive, e também comentei: – “De facto, é tocante!”…

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Ilustração: Imagem recolhida em
O Anónimo

2007-02-12

Rosa, uma jovem no País das Maravilhas


Ontem, Domingo (07/02/11), decidi finalmente ver a tão publicitada reportagem “Rosa Brava” que a SIC retransmitiu após o noticiário das 13.00 horas. Confesso que não gostei.

Formalmente, parece-se mais com um episódio de uma telenovela sul-americana do que com um trabalho jornalístico. Numa reportagem, não se encenam situações. Recolhem-se imagens e depoimentos, noticiam-se acontecimentos.

Sobre a matéria - a vida de uma jovem em Casais de Folgosinho, numa das encostas da Serra da Estrela -, enfatizam-se os sonhos adolescentes da Rosa e responsabilizam-se os progenitores pelo abandono escolar. Desprezam-se os factores políticos, culturais e sócio-económicos que condicionarão as atitudes e os comportamentos daquela família, daquelas pessoas.

As intervenções de outras pessoas que participam na reportagem evidenciam atitudes e comportamentos que não se inserem na paisagem serrana. Intervenções que poderiam ser exploradas objectivamente para valorizarem o trabalho jornalístico:

- Em Folgosinho, a professora da Escola – que terá ficado a conhecer os Casais de Folgosinho através da SIC – acentuou a falta de hábitos de higiene do irmão de Rosa, seu aluno.

- Em Gouveia, a Presidente do Conselho Directo da Escola EB2 esclareceu (de modo politicamente correcto) que só com o consentimento dos pais aceitaria a matrícula da jovem - que concluiu o 4º. ano após oito anos de escolaridade.

- À porta de casa, a Técnica do Serviço Social da Câmara Municipal de Gouveia (Psicóloga, pareceu-me ouvir) e a Médica - Médica de Saúde Pública, Subdelegada de Saúde de Gouveia - advertiram inutilmente a Sra. Maria sobre a sua responsabilidade no abandono da escola por parte da Rosa (e implicitamente dos outros filhos).

Talvez noutro trabalho, menos telenovelesco e mais objectivo, se analisem as múltiplas questões que a Reportagem SIC omite. Porque assim é pouco, muito pouco. Como a Rosa há muitos jovens pelo país cujo abandono escolar (*) e condições de vida são questionáveis. E que precisam de respostas, efectivas.
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(*)De 1995 a 2005, a taxa de insucesso no final do secundário passou de 29,6 por cento para 50,8” – Santana Castilho, “Prova Escrita”, Público, edição de 07/12/11.
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Ilustração: Fotografia recolhida em http://aindahapastores.blogspot.com/ .