2010-04-28

Breathing Earth. Alguns indicadores de desenvolvimento


Breathing Earth é um simulador, em tempo real, das emissões de CO2 - globalmente, por país e per capita – e do balanço demográfico, de acordo com os taxas de natalidade e mortalidade de cada país. Disponibiliza-nos informação permanente para avaliarmos – conscientes de que Breathing Earthis just that: a simulation” – o desenvolvimento do mundo diverso em que vivemos.

………………………
Ilustração: Imagem recolhida em Portal EcoD .

2010-04-26

Berbigões e outros dias. Míticos



Há uns anos, talvez muitos, não me lembro, li, não sei onde nem como, que todos nós temos um dia mítico. O dia em que se realizarão os nossos desejos, os sonhos que não confessamos. Amanhã…

Eu confesso que não gosto do MECMiguel Esteves Cardoso, para os não-iniciados. Desde há muitos anos, desde quando litera(ta)va pela televisão e insolentemente questionou o Fernando Namora (que, entre outros textos, nos legou os “Retalhos da Vida de um Médico”). No entanto, eu leio as crónicas que diariamente publica no Público.

Quase sempre discordo do que escreve. Sobretudo quando se afasta da praia, do quiosque ou do restaurante do sítio onde mora, algures perto e longe da aldeia-grande onde também pelos jardins os pavões arrastam a cauda multicolor, luzidia… No entanto, eu penduraria nas janelas de minha casa algumas das suas crónicas. Aquelas em que expõe - e se expõe, nú – a Maria João (que muitos leitores não saberão quem é mas outros decerto lembrarão do Tempo inicial da SIC) com quem partilha o quotidiano, a aventura de viver.

Penduraria, por exemplo, “Maio” – a sua crónica de ontem (10/04/25). Porque, perdoem-me os leitores do JSA o meu tuteio mediático, eu acredito, meu caro Miguel, que vocês voltarão à Praia das Maçãs para comer “berbigões, gordos e sumarentos.

Ou outra coisa qualquer. Mas “maravilhosos”.

………………………….
Ilustração: Fotografia recolhida em "The man who blogged the world".

2010-04-15

Sismos. Monitorização online


A terra treme. E os sismos de elevada magnitude sucedem-se um pouco por todo o mundo. Esta noite (10/04/13) foi na região chinesa de Qinghai. Pela televisão já todos nós podemos aperceber-nos da dimensão da tragédia. Povoações destruídas, centenas de pessoas mortas, milhares de pessoas feridas. Cobrimo-nos de luto, com a alma exangue. Ou optamos pela indiferença, para não nos confrontarmos com a natureza – afinal, a vida.

A curiosidade ou o interesse científico move-nos para sabermos mais sobre estes acontecimentos naturais. Há poucas semanas anunciámos a realização de uma conferência em Lisboa. Hoje divulgamos um sítio susceptível de interessar aos leitores do JSA, quaisquer que sejam as suas motivações para se informarem sobre sismos.

O sítio da IRIS, Incorporated Research Institutions, permite-nos aceder a notícias, a um arquivo documental dos sismos com uma magnitude igual ou superior a 4.0 (Escala de Richter) ocorridos nos últimos 30 (trinta) dias, à análise de acontecimentos especiais, ao estudo das placas tectónicas; e, em tempo real, ao registo dos sismos. Através do Seismic Monitor.

...........................
NC: Consulte também Painel Global, Monitoramento da Terra em Tempo Real

2010-04-13

Beja - Ciclo de conferências sobre Saúde Ambiental


Em Beja, organizado pelo Curso de Saúde Ambiental do IPB, Instituto Politécnico daquela cidade, está a decorrer um ciclo de conferências “com o objectivo central de aumentar o conhecimento em Saúde Ambiental através de “pequenas doses de grandes temas” ”.

A realização da próxima conferência está prevista para a próxima sexta-feira (10/03/16), pelas 10.00 horas, no auditório da Biblioteca Municipal, e será dedicada aos “Resíduos Perigosos”, tema que será desenvolvido por José Robalo, Sub-Director Geral da Saúde.

Depois desta intervenção Cátia Pereira, Rute Pereira e Simão Gomes, alunos da ESSIPBeja, Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Beja, apresentarão o Projecto “Campanha de Troca de Termómetros de Mercúrio”.

De acordo com o Programa, o ciclo de conferências encerrará em Julho, no final do ano lectivo.

2010-04-11

Piscinas e SPA – Conferência Internacional


O Instituto Superior de Engenharia do Porto, em conjunto com Faculdade de Desporto da Universidade do Porto e a Administração Regional de Saúde do Norte está a organizar a 4ª Conferência Internacional sobre Piscinas e SPA - “Fourth International Conference Swimming Pool & SPA – Research and Development on Health, Air and Water Quality Aspects of the Man-made Recreational Water Environment” - que decorrerá na cidade do Porto entre 15 e 18 de Março do próximo ano (2011).

Depois das conferências de Budapeste (2005), Munique (2007) e Londres (2009), será no Porto que “académicos, médicos, gestores de instalações desportivas, engenheiros e outros profissionais que investigam, projectam, gerem, operam e controlam Piscinas e Spa” de vários países, muitos “a trabalhar em entidades internacionais (Organização Mundial da Saúde, Centers for Disease Control and Prevention, Health Protection Agency, Pool Water Treatment Advisory Group, Bavarian Health & Food Safety Authority)”, se reunirão para debaterem as matérias que constam do Programa: - “Normas, regulamentos e legislação/ Riscos microbiológicos/ Riscos químicos no ar e na água/ Monitorização e avaliação/ Tratamento e desinfecção da água/ Gestão de riscos”.

Para mais informações, os leitores do JSA interessados em participar – apresentando ou não Comunicações – devem consultar o sítio da Conferência.

………………………..
Ilustração: Imagem recolhida em ABC Piscinas

2010-04-08

O Dia Mundial da Saúde. No Parque da Saúde


Todos os dias são dias de. Ontem (7 de Abril) foi dia de se celebrar a Saúde – este ano (2010) sob o lema “1000 Cidades, 1000 Vidas”.

Em Portugal, a comemoração oficial decorreu no auditório do INFARMED, Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, no Parque da Saúde, em Lisboa, e cumpriu um programa estruturalmente idêntico ao de anos anteriores.

No discurso de encerramento, Ana Jorge, Ministra da Saúde, começou por dedicar uma “uma palavra especial a todas e a todos os dirigentes” do ministério, evocou a intervenção das autarquias que têm “um papel muito importante na pedagogia do sistema de saúde que (…) deve ser feita junto dos cidadãos, de forma a assegurar um uso adequado e eficiente dos recursos públicos”, assinalou o ruído entre outras preocupações associadas a alguns problemas de saúde que as cidades geram e concluiu afirmando que “Os serviços do Ministério da Saúde enviaram a todas as autarquias um manual que pretende ajudar na implementação de Planos de Habitação e Saúde, elaborado com o apoio da OMS, e que permite fazer um diagnóstico dos principais problemas de saúde detectados em cada população, de modo a orientar as políticas de planeamento urbano e habitação, no sentido de resolver os problemas encontrados”.

Eu (ainda) não conheço o Manual, mas conheço o Parque da Saúde. Um espaço adquirido há cerca de 100 anos para a instalação de um moderno Hospital Psiquiátrico – o Hospital Júlio de Matos. Um espaço verde no centro da cidade onde actualmente (nos antigos pavilhões) estão instalados diversos serviços de saúde (e até uma estação de incineração de resíduos hospitalares…). Que são ao longo do dia sobrevoados por aviões que quase roçam os telhados na fase de aproximação ao Aeroporto da Portela. Um pormenor em que decerto repararam os participantes na sessão: o ruído é tão intenso que cala as conversas, as vibrações perturbam as pessoas mais frágeis e assustam as mais temerosas, que antecipam a tragédia se um avião cair…

O Parque da Saúde (propriedade do Ministério da Saúde) seria (é) um bom pretexto para se reflectir sobre a “gestão do ordenamento do espaço urbano”. Na generalidade, os edifícios estão velhos e degradados, os jardins ao abandono, os arruamentos (as antigas alamedas) deficientemente sinalizados, os passeios pejados de obstáculos que dificultam a movimentação das pessoas com a mobilidade reduzida…

Nos noticiários televisivos a que assisto e no jornal que leio diariamente não foi publicada a menor referência à sessão de comemoração oficial do Dia Mundial da Saúde.

……………………………….
Ilustração: Imagem recolhida em AVINA

2010-04-05

O Ciclo Hidrológico da Água


Produzida por 90 Grados, a infografia digital El ciclo del agua (O Ciclo da Água) é susceptível de interessar aos leitores do JSA, sobretudo aos mais jovens, estudantes, e (eventualmente) aos professores. Porque é um bom instrumento didáctico (bilingue, em espanhol e em inglês) para se perceber o Ciclo Hidrológico da Água. Antes de se aprender a ser ecológica e socialmente responsável no Ciclo de Utilização da Água.

…………………………
Ilustração: Imagem recolhida em INRP, Institut National de Recherche Pédagogique

2010-04-01

Um campo de tremocilhas


… Ao redor de minha casa, um campo de tremocilhas (Lupinus luteus L.). Hoje, no primeiro dia de Abril, quinta feira - santa, para os cristãos (*), a três dias do Domingo de Páscoa - a Festa da Primavera, da Natureza. A Festa da Vida!…
…………………………
(*) Embora eu seja de ascendência judaica, a minha formação é (marcadamente) cristã.

……………………….
Ilustração: Fotografia por Duarte d’Oliveira (10/04/01)

2010-03-31

O ambiente dos locais de trabalho


¿Mi oficina está enferma?” (em tradução livre, “O meu local de trabalho está doente?”) é o título de um guia (com menos de uma dezena de páginas) que nos dá “a conhecer os principais problemas e algumas propostas para evitar os efeitos negativos que decorrem de passarmos grande parte do nosso tempo em espaços fechados, seja em casa ou no local de trabalho(*).

Editado pelo Departamento de Salud y Consumo do Governo de Aragão (Espanha) em parceria com a Fundación Ecología y Desarrollo, no Guia, depois de se contextualizar a problemática do síndroma do edifício doente, são tratadas (em linguagem acessível ao público em geral) as diversas questões seleccionadas - contaminação ambiental, cheiros, campos electromagnéticos, Iluminação deficiente, ruído, sistemas de aquecimento e ar condicionado, humidade relativa, ventilação, factores psicosociais –, e assinaladas algumas entidades que poderão facultar informações complementares a quem quiser “saber mais”. Designadamente aos TSA.

…………………………………
(*) in Boletim Electrónico (Nº. 40) de Março, de Salud y Medio Ambiente

2010-03-30

Valença sem valência


O interior de Portugal desertifica-se. As populações emigram para as cidades, sobretudo para as cidades da costa atlântica. As causas são diversas, as consequências também.

São mínimos ou inexistentes os investimentos em infra-estruturas, não se dinamizam as actividades industrial e comercial, encerram-se serviços públicos. As crianças e os jovens frequentam escolas longe de casa, os pais procuram emprego nos grandes centros urbanos ou no estrangeiro. Ficam os velhos, os idosos - muitos ou quase todos beneficiários de reformas de baixo valor, sem capacidade financeira para assegurarem o funcionamento de pequenos estabelecimentos: uma mercearia, um café… E desenvolvem-se outros modelos de comércio e de prestação de serviços: venda itinerante de produtos alimentares (carne, mercearias e pão, peixe…); assistência social (distribuição de refeições ao domicílio, higiene pessoal e doméstica…); de cuidados de saúde (ainda escassos e apenas em algumas regiões do país)… Que atenuarão a solidão das pessoas mas não evitam o abandono nem a degradação dos lugares e das aldeias.

Não sei porquê, ou talvez saiba, na sequência das notícias sobre o encerramento do SAP, Serviço de Atendimento Permanente em Valença, lembrei-me que há pouco mais de um mês, pela noite, apercebi-me de uma viatura do INEM em manobras diante de minha casa (eu moro num desses pequenos lugares). Acendi as lâmpadas do exterior e abri a porta. Procuravam uma senhora idosa, septuagenária. Por causa de “um problema de coração” – disse-me o motorista…

............................
Ilustração: Fotografia recolhida em Renascença

2010-03-29

Os enfermeiros, a greve e o JSA


Compreendemos as reivindicações dos enfermeiros, nossos colegas nos Centros de Saúde. Porque são justas, nós, no JSA, expressamos publicamente a nossa solidariedade pela greve que iniciaram hoje às 14.00 horas e que se prolongará até às 08.00 horas de quinta-feira. E acreditamos no êxito das negociações com o Ministério da Saúde.

…………………
Ilustração: Imagem recolhida em SEP, Sindicato dos Enfermeiros Portugueses

2010-03-28

O futebol, o adepto e a “Hora da Terra”


Ontem, à hora certa, apagou a luz e acendeu uma vela para iluminar a casa. Depois, sentou-se num sofá e ligou o transistor (carregado com pilhas novas) para ouvir o relato do jogo de futebol que se disputava no Estádio da Luz…

………………………..
Ilustração: Fotografia recolhida em A Bola

2010-03-23

Angola: o primeiro jornal de saúde


A publicação do “Jornal da Saúde” é a concretização de um projecto promovido pelo Ministério da Saúde e pela Ordem dos Médicos de Angola para a “divulgação do conhecimento em prevenção e cuidados de saúde”.

Com o apoio do BESA, Banco Espírito Santo de Angola, o “Jornal da Saúde” (que brevemente terá uma edição electrónica) será distribuido gratuitamente por “hospitais, centros de saúde e farmácias. hospitais, centros de saúde e farmácias”. Com um objectivo: - “contribuir para o combate aos índices de mortalidade relacionados com saúde, bem como dotar os angolanos de conhecimentos que lhes permitam adoptar um estilo de vida mais saudável e a tomar decisões mais conscientes”.

Necessariamente, também para “democratizar o acesso à informação médica e contribuir decisivamente na melhoria das condições de vida dos cidadãos angolanos”.

2010-03-21

Não sujar, mas…


Ontem (10/03/21), véspera do Dia da Árvore, milhares de pessoas – desde o cidadão anónimo a Cavaco Silva, Presidente da República - sairam de casa para “Limpar Portugal”. Apesar da chuva que caíu em algumas regiões, sobretudo durante a manhã, foram recolhidas dezenas de toneladas de lixo que foram transportadas com a colaboração do governo (*) para ecocentros e/ou aterros sanitários.

Em casa, acompanhei as notícias pela televisão e num apontamento de reportagem ouvi o Presidente da República sugerir uma outra acção – creio que “Vamos não sujar Portugal” – que me lembrou uma antiga questão: - Porque razão se suja Portugal?

Há uns anos, a Isabel e o Pedro decidiram dedicar um fim de semana a limpar a arrecadação de casa. No final, encheram a mala do carro e ocuparam o banco de trás (protegido por uma velha cortina de chuveiro) com um televisor avariado e sem reparação, duas cadeiras partidas, um balde com ferrarias várias e até uma caixa de cartão com jornais e revistas já com as páginas amarelecidas. Depois percorreram mais de uma dezena de quilómetros para depositarem o lixo no ecocentro mais próximo. Quando chegaram, encontraram o portão encerrado – e, desiludidos, optaram por depositar a tralha junto do portão. Disse-me a Isabel: - “Ainda bem que ninguém nos viu, senão ainda teriamos de pagar alguma multa….”.

Algures no norte do país, porque o contentor estava cheio e o autocarro se aproximava, a senhora depositou o saco do lixo (doméstico) no chão, embora junto do contentor. Procedimento que não escapou à vigilância de um polícia que circulava no local. Zelosamente, o agente da autoridade citou-lhe a lei e aplicou-lhe uma multa de algumas centenas de euros, sem atender à justificação da senhora – que acabou por perder o autocarro e terá chegado tarde ao emprego…

Também há uns anos, chegou a um ecocentro uma camioneta carregada de papel - “Mais de uma tonelada de papel, sobretudo de Diários da República” , disse-me quem me relatou o caso. – O encarregado do centro de triagem aproximou-se do motorista e iniciou os procedimentos regulares. Quando ouviu falar em taxas, o motorista fez um telefonema e a seguir despediu-se. Deu meia volta, saíu do parque e duas ou três centenas de metros mais à frente parou a viatura junto de um ecoponto – onde com a ajuda dos operários que o acompanhavam despejou o lixo. Sem custos…

Estes três casos são meramente ilustrativos de comportamentos que justificarão a questão e talvez uma reflexão. Porque se há muitas e boas razões para se limpar portugal, também há outras tantas e muito diversas que concorrem para se sujar o país. Nem sempre motivadas por falta de civismo.

.................................
(*) Explicitamente, através da Portaria Nº 165/2010, de 16 de Março, que "Estabelece um regime excepcional aplicável ao «Projecto Limpar Portugal» ".
……………………………
Ilustração: Fotografia recolhida em Young Reporters for the Environment

2010-03-19

Um Nobel para a Internet


Por possibilitar a comunicação livre e responsável entre todos nós, cidadãos do mundo, com culturas diferentes mas animados pela mesma esperança e os mesmos sonhos, acreditamos que a Internet é decididamente uma ferramenta para a paz. Por essa razão, apoiamos a candidatura ao Nobel da Paz.

Em 2010, para o futuro.

2010-03-15

Sismos. Os sismos podem ou não prever-se?


A terra treme. Os sismos sucedem-se, em diferentes regiões do mundo, e as populações (afinal nós) vivem(os) atemorizadas/os. E questionam-se (questionamo-nos) sobre se os sismos se poderão ou não prever para eventualmente se adoptarem medidas preventivas e/ou minimizadoras dos riscos.

Para responder a esta e a outras questões, o Museu Nacional de História Natural e o Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências, da Universidade de Lisboa, organizaram um colóquio - “Afinal, os sismos podem ou não prever-se?” – que se realizará no próximo dia 17 (10/03/17), pelas 16.00 horas, no Anfiteatro Manuel Valadares, em Lisboa.

Uma oportunidade preciosa para aprender e esclarecer dúvidas”, com “os principais especialistas nacionais” que apresentarão “em linguagem clara e simples, para os cidadãos em geral (…) o “estado da arte” acerca da previsão sísmica”.

A entrada é gratuita.
………………….
Ilustração: Imagem recolhida em Engenharia Sísmica, LNEC.

2010-03-10

… Uma nova era glacial?


Na revista “Ciência Hoje”, num artigo intitulado “Idade do gelo pode voltar a acontecer – Investigadores alertam para novo padrão meteorológico”, escreve-se, citando Isabel Montañez, professora de geologia da Universidade da Califórnia, “que o fim do «Período Glacial» foi precedido de mudanças bruscas do nível de dióxido de carbono, alterações violentas do clima e efeitos drásticos sobre a vegetação”.

Embora se observe que aquela geóloga esclareceu que "isto aconteceu há milhões de anos e não pode ser directamente vinculado ao aquecimento de hoje (…) devido, principalmente, ao aumento dos gases estufa emitidos na atmosfera como resultado da queima dos combustíveis fósseis”, adverte-se que o trabalho de Isabel Montañez “demonstra que a mudança climática não acontecerá de forma gradual, mas por uma série de "oscilações instáveis e dramáticas".

O artigo conclui com uma citação de dois climatólogos, George e Helena Kukla, da Universidade de Colômbia” , para quem os “fenómenos meteorológicos (…) não obedecem a padrões meteorológicos e que nada tem a ver com a acção humana, mas sim com factores relacionados com os movimentos do planeta, com a inclinação do eixo terrestre, com a expansão das áreas de ventos polares secos e de grande altitude (o chamado vórtex circumpolar) que sopra de oeste para leste”: - “A atmosfera está a arrefecer gradualmente e há tempo que não existem dúvidas de que estamos a caminho de uma nova era glacial”.

..........................
Ilustração: Imagem recolhida em Ciência Hoje

2010-03-07

Ana de Amsterdam


Sem quaisquer comentários, uma sugestão (para os leitores mais distraídos): de vez em quando, detenham-se no blogue da Ana, Ana de Amsterdam – “Sou Ana de cabo a tenente Sou Ana de toda patente, das Índias Sou Ana do oriente, ocidente, acidente, gelada Sou Ana, obrigada Até amanhã, sou Ana Do cabo, do raso, do rabo, dos ratos Sou Ana de Amsterdam”…

2010-03-04

"Planeta Terra", em DVD e na Internet


São sete os DVDs que compõem a colecção “Planeta Terra – 4 000 milhões de anos de história”, cada um sobre um tema pertinente:

Vol.: 1 – A Máquina Viva
Vol.: 2 – Planeta Azul
Vol.: 3 – O Mistério do Clima
Vol.: 4 – História de Outros Mundos
Vol.: 5 – O Mar Solar
Vol.: 6 – As Forças Extraordinárias da Terra
Vol.: 7 – O Destino da Terra

Um conjunto de documentários em vídeo (produzidos em meados da década de 80 mas exibidos em Portugal cerca de uma década depois) cujo visionamento, agora, quando os fenómenos naturais se repetem em (quase) todas as regiões do globo, convoca uma reflexão atenta sobre as relações do homem com a natureza.

Comprei a colecção por menos de € 30,00 - como se o planeta Terra estivesse em saldo…

... A colecção, título por título, também está disponível, para visionamento livre (na versão original, sem legendas), na página de Recursos do Professor/Ciência (Teacher Resources/Science) de Learner.org.

………………………
Ilustração: Imagem recolhida em
DVDpt

2010-02-26

A chuva. Torrencial, também em Quelimane (Moçambique)


O Inverno tem sido trágico. Aqui em Portugal e um pouco por todo o mundo. O frio, o vento e a chuva (e também a neve, em alguns locais) persistem. Espalhando a dor e a desolação.

Há pouco, pelos noticiários televisivos de Portugal e de Espanha, soube que as previsões meteorológicas apontam para (durante a próxima noite) o agravamento do estado do tempo nas Canárias e na Galiza, com ventos ciclónicos e chuvas intensas. Chuvas e ventos que também assolarão a Madeira e a costa continental.

Anuncia-se a subida do nível da água nos rios - particularmente do Tambre e do Guadalquivir (em Espanha) e do Douro e do Tejo (em Portugal) - que em alguns pontos já transpuseram as margens e determinaram deslocação de pessoas para lugares seguros disponibilizados pela protecção civil.

Eu, nós, estamos informados e sabemos que dispomos de recursos sociais de protecção das populações e de auxílio às pessoas mais afectadas. O que não sucederá noutras regiões do mundo, onde, não sendo inverno, também chove calamitosamente e onde as populações apenas resistem às intempéries. Como sucede em Quelimane, na Zambézia - pelas notícias (que me doem) que me chegaram através do Diário de um Sociólogo (Carlos Serra, Maputo) –, uma cidade que as vicissitudes políticas castigaram com a pobreza…

…………………..
Ilustração: Fotografia recolhida em Diário de um Sociólogo.