2005-06-02

Atropelos à ética profissional


1. A pedrada no charco

A intervenção de um TSA no Fórum de Saúde Ambiental, a denunciar comportamentos e procedimentos que no mínimo ferem a ética profissional dos TSA (e decerto que também a de outros profissionais de saúde, designadamente dos MSP) é mais uma pedra lançada no charco em cuja margem nos movimentamos.

Leiam a mensagem
Eventual exercício de funções de TSA sem os requisitos legais (5) e os comentários que entretanto foram publicados.


2. Outros casos

Nós conhecemos outros casos, tanto ou ainda mais patéticos (para não escrevermos graves) do que aqueles que foram objecto daquela intervenção.

Para não ocuparmos muito espaço, hoje relataremos sumariamente um caso que é do conhecimento da generalidade dos TSA (e dos MSP), sobretudo daqueles que exercem a actividade há pelo menos 10 anos.


3. Na ARS de Santarém

Uma funcionária que prestava apoio administrativo à ES (Engenheira Sanitarista), depois de concluir o curso na área da sanidade animal que frequentava na Escola Agrária de Santarém, apoderou-se progressivamente do Gabinete de Engenharia Sanitária. Ao ponto de, mais tarde, noutras instalações para onde o Gabinete fora transferido, se terem subvertido as funções de cada uma.

De facto, durante meses, a Engenharia Sanitária foi gerida pela funcionária administrativa.

Nós sabemos que nesse tempo até se justificaria que na ARS (hoje SRS) de Santarém a Engenharia Sanitária integrasse um profissional com formação na área da sanidade animal. Os subsídios concedidos pela CEE (posteriormente UE) e distribuídos pelo governo português fomentaram o desenvolvimento da produção suinícula de tal modo que os estabelecimentos de suinicultura eram instalados um pouco por toda a parte, inclusivamente no logradouro de tardoz da moradia de um oportuno suinicultor. Mas a subversão de papeis a que se assistia era intolerável. Um TAS (Técnico Auxiliar Sanitário) que não pactuou, adoptando uma atitude de resistência quase solitária, esteve muito perto de ser objecto de um processo disciplinar.

A normalização (estivemos para escrever a legalização) do funcionamento da Engenharia Sanitária só foi reposta quando o Presidente da ARS foi substituído.

4. Comentário final (mas não definitivo)

Na historia da humanidade os acontecimentos são cíclicos. Com outros personagens e noutras circunstâncias, repetem-se. Sobretudo quando se atravessam períodos críticos nos planos social e/ou sócio-economico.

Aparentemente, estamos à beira de outro período que é susceptível de favorecer a subversão de valores e a violação de direitos adquiridos.

Estejamos atentos.

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