2010-03-30

Valença sem valência


O interior de Portugal desertifica-se. As populações emigram para as cidades, sobretudo para as cidades da costa atlântica. As causas são diversas, as consequências também.

São mínimos ou inexistentes os investimentos em infra-estruturas, não se dinamizam as actividades industrial e comercial, encerram-se serviços públicos. As crianças e os jovens frequentam escolas longe de casa, os pais procuram emprego nos grandes centros urbanos ou no estrangeiro. Ficam os velhos, os idosos - muitos ou quase todos beneficiários de reformas de baixo valor, sem capacidade financeira para assegurarem o funcionamento de pequenos estabelecimentos: uma mercearia, um café… E desenvolvem-se outros modelos de comércio e de prestação de serviços: venda itinerante de produtos alimentares (carne, mercearias e pão, peixe…); assistência social (distribuição de refeições ao domicílio, higiene pessoal e doméstica…); de cuidados de saúde (ainda escassos e apenas em algumas regiões do país)… Que atenuarão a solidão das pessoas mas não evitam o abandono nem a degradação dos lugares e das aldeias.

Não sei porquê, ou talvez saiba, na sequência das notícias sobre o encerramento do SAP, Serviço de Atendimento Permanente em Valença, lembrei-me que há pouco mais de um mês, pela noite, apercebi-me de uma viatura do INEM em manobras diante de minha casa (eu moro num desses pequenos lugares). Acendi as lâmpadas do exterior e abri a porta. Procuravam uma senhora idosa, septuagenária. Por causa de “um problema de coração” – disse-me o motorista…

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Ilustração: Fotografia recolhida em Renascença

2010-03-29

Os enfermeiros, a greve e o JSA


Compreendemos as reivindicações dos enfermeiros, nossos colegas nos Centros de Saúde. Porque são justas, nós, no JSA, expressamos publicamente a nossa solidariedade pela greve que iniciaram hoje às 14.00 horas e que se prolongará até às 08.00 horas de quinta-feira. E acreditamos no êxito das negociações com o Ministério da Saúde.

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Ilustração: Imagem recolhida em SEP, Sindicato dos Enfermeiros Portugueses

2010-03-28

O futebol, o adepto e a “Hora da Terra”


Ontem, à hora certa, apagou a luz e acendeu uma vela para iluminar a casa. Depois, sentou-se num sofá e ligou o transistor (carregado com pilhas novas) para ouvir o relato do jogo de futebol que se disputava no Estádio da Luz…

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Ilustração: Fotografia recolhida em A Bola

2010-03-23

Angola: o primeiro jornal de saúde


A publicação do “Jornal da Saúde” é a concretização de um projecto promovido pelo Ministério da Saúde e pela Ordem dos Médicos de Angola para a “divulgação do conhecimento em prevenção e cuidados de saúde”.

Com o apoio do BESA, Banco Espírito Santo de Angola, o “Jornal da Saúde” (que brevemente terá uma edição electrónica) será distribuido gratuitamente por “hospitais, centros de saúde e farmácias. hospitais, centros de saúde e farmácias”. Com um objectivo: - “contribuir para o combate aos índices de mortalidade relacionados com saúde, bem como dotar os angolanos de conhecimentos que lhes permitam adoptar um estilo de vida mais saudável e a tomar decisões mais conscientes”.

Necessariamente, também para “democratizar o acesso à informação médica e contribuir decisivamente na melhoria das condições de vida dos cidadãos angolanos”.

2010-03-21

Não sujar, mas…


Ontem (10/03/21), véspera do Dia da Árvore, milhares de pessoas – desde o cidadão anónimo a Cavaco Silva, Presidente da República - sairam de casa para “Limpar Portugal”. Apesar da chuva que caíu em algumas regiões, sobretudo durante a manhã, foram recolhidas dezenas de toneladas de lixo que foram transportadas com a colaboração do governo (*) para ecocentros e/ou aterros sanitários.

Em casa, acompanhei as notícias pela televisão e num apontamento de reportagem ouvi o Presidente da República sugerir uma outra acção – creio que “Vamos não sujar Portugal” – que me lembrou uma antiga questão: - Porque razão se suja Portugal?

Há uns anos, a Isabel e o Pedro decidiram dedicar um fim de semana a limpar a arrecadação de casa. No final, encheram a mala do carro e ocuparam o banco de trás (protegido por uma velha cortina de chuveiro) com um televisor avariado e sem reparação, duas cadeiras partidas, um balde com ferrarias várias e até uma caixa de cartão com jornais e revistas já com as páginas amarelecidas. Depois percorreram mais de uma dezena de quilómetros para depositarem o lixo no ecocentro mais próximo. Quando chegaram, encontraram o portão encerrado – e, desiludidos, optaram por depositar a tralha junto do portão. Disse-me a Isabel: - “Ainda bem que ninguém nos viu, senão ainda teriamos de pagar alguma multa….”.

Algures no norte do país, porque o contentor estava cheio e o autocarro se aproximava, a senhora depositou o saco do lixo (doméstico) no chão, embora junto do contentor. Procedimento que não escapou à vigilância de um polícia que circulava no local. Zelosamente, o agente da autoridade citou-lhe a lei e aplicou-lhe uma multa de algumas centenas de euros, sem atender à justificação da senhora – que acabou por perder o autocarro e terá chegado tarde ao emprego…

Também há uns anos, chegou a um ecocentro uma camioneta carregada de papel - “Mais de uma tonelada de papel, sobretudo de Diários da República” , disse-me quem me relatou o caso. – O encarregado do centro de triagem aproximou-se do motorista e iniciou os procedimentos regulares. Quando ouviu falar em taxas, o motorista fez um telefonema e a seguir despediu-se. Deu meia volta, saíu do parque e duas ou três centenas de metros mais à frente parou a viatura junto de um ecoponto – onde com a ajuda dos operários que o acompanhavam despejou o lixo. Sem custos…

Estes três casos são meramente ilustrativos de comportamentos que justificarão a questão e talvez uma reflexão. Porque se há muitas e boas razões para se limpar portugal, também há outras tantas e muito diversas que concorrem para se sujar o país. Nem sempre motivadas por falta de civismo.

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(*) Explicitamente, através da Portaria Nº 165/2010, de 16 de Março, que "Estabelece um regime excepcional aplicável ao «Projecto Limpar Portugal» ".
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Ilustração: Fotografia recolhida em Young Reporters for the Environment

2010-03-19

Um Nobel para a Internet


Por possibilitar a comunicação livre e responsável entre todos nós, cidadãos do mundo, com culturas diferentes mas animados pela mesma esperança e os mesmos sonhos, acreditamos que a Internet é decididamente uma ferramenta para a paz. Por essa razão, apoiamos a candidatura ao Nobel da Paz.

Em 2010, para o futuro.

2010-03-15

Sismos. Os sismos podem ou não prever-se?


A terra treme. Os sismos sucedem-se, em diferentes regiões do mundo, e as populações (afinal nós) vivem(os) atemorizadas/os. E questionam-se (questionamo-nos) sobre se os sismos se poderão ou não prever para eventualmente se adoptarem medidas preventivas e/ou minimizadoras dos riscos.

Para responder a esta e a outras questões, o Museu Nacional de História Natural e o Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências, da Universidade de Lisboa, organizaram um colóquio - “Afinal, os sismos podem ou não prever-se?” – que se realizará no próximo dia 17 (10/03/17), pelas 16.00 horas, no Anfiteatro Manuel Valadares, em Lisboa.

Uma oportunidade preciosa para aprender e esclarecer dúvidas”, com “os principais especialistas nacionais” que apresentarão “em linguagem clara e simples, para os cidadãos em geral (…) o “estado da arte” acerca da previsão sísmica”.

A entrada é gratuita.
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Ilustração: Imagem recolhida em Engenharia Sísmica, LNEC.

2010-03-10

… Uma nova era glacial?


Na revista “Ciência Hoje”, num artigo intitulado “Idade do gelo pode voltar a acontecer – Investigadores alertam para novo padrão meteorológico”, escreve-se, citando Isabel Montañez, professora de geologia da Universidade da Califórnia, “que o fim do «Período Glacial» foi precedido de mudanças bruscas do nível de dióxido de carbono, alterações violentas do clima e efeitos drásticos sobre a vegetação”.

Embora se observe que aquela geóloga esclareceu que "isto aconteceu há milhões de anos e não pode ser directamente vinculado ao aquecimento de hoje (…) devido, principalmente, ao aumento dos gases estufa emitidos na atmosfera como resultado da queima dos combustíveis fósseis”, adverte-se que o trabalho de Isabel Montañez “demonstra que a mudança climática não acontecerá de forma gradual, mas por uma série de "oscilações instáveis e dramáticas".

O artigo conclui com uma citação de dois climatólogos, George e Helena Kukla, da Universidade de Colômbia” , para quem os “fenómenos meteorológicos (…) não obedecem a padrões meteorológicos e que nada tem a ver com a acção humana, mas sim com factores relacionados com os movimentos do planeta, com a inclinação do eixo terrestre, com a expansão das áreas de ventos polares secos e de grande altitude (o chamado vórtex circumpolar) que sopra de oeste para leste”: - “A atmosfera está a arrefecer gradualmente e há tempo que não existem dúvidas de que estamos a caminho de uma nova era glacial”.

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Ilustração: Imagem recolhida em Ciência Hoje

2010-03-07

Ana de Amsterdam


Sem quaisquer comentários, uma sugestão (para os leitores mais distraídos): de vez em quando, detenham-se no blogue da Ana, Ana de Amsterdam – “Sou Ana de cabo a tenente Sou Ana de toda patente, das Índias Sou Ana do oriente, ocidente, acidente, gelada Sou Ana, obrigada Até amanhã, sou Ana Do cabo, do raso, do rabo, dos ratos Sou Ana de Amsterdam”…

2010-03-04

"Planeta Terra", em DVD e na Internet


São sete os DVDs que compõem a colecção “Planeta Terra – 4 000 milhões de anos de história”, cada um sobre um tema pertinente:

Vol.: 1 – A Máquina Viva
Vol.: 2 – Planeta Azul
Vol.: 3 – O Mistério do Clima
Vol.: 4 – História de Outros Mundos
Vol.: 5 – O Mar Solar
Vol.: 6 – As Forças Extraordinárias da Terra
Vol.: 7 – O Destino da Terra

Um conjunto de documentários em vídeo (produzidos em meados da década de 80 mas exibidos em Portugal cerca de uma década depois) cujo visionamento, agora, quando os fenómenos naturais se repetem em (quase) todas as regiões do globo, convoca uma reflexão atenta sobre as relações do homem com a natureza.

Comprei a colecção por menos de € 30,00 - como se o planeta Terra estivesse em saldo…

... A colecção, título por título, também está disponível, para visionamento livre (na versão original, sem legendas), na página de Recursos do Professor/Ciência (Teacher Resources/Science) de Learner.org.

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Ilustração: Imagem recolhida em
DVDpt

2010-02-26

A chuva. Torrencial, também em Quelimane (Moçambique)


O Inverno tem sido trágico. Aqui em Portugal e um pouco por todo o mundo. O frio, o vento e a chuva (e também a neve, em alguns locais) persistem. Espalhando a dor e a desolação.

Há pouco, pelos noticiários televisivos de Portugal e de Espanha, soube que as previsões meteorológicas apontam para (durante a próxima noite) o agravamento do estado do tempo nas Canárias e na Galiza, com ventos ciclónicos e chuvas intensas. Chuvas e ventos que também assolarão a Madeira e a costa continental.

Anuncia-se a subida do nível da água nos rios - particularmente do Tambre e do Guadalquivir (em Espanha) e do Douro e do Tejo (em Portugal) - que em alguns pontos já transpuseram as margens e determinaram deslocação de pessoas para lugares seguros disponibilizados pela protecção civil.

Eu, nós, estamos informados e sabemos que dispomos de recursos sociais de protecção das populações e de auxílio às pessoas mais afectadas. O que não sucederá noutras regiões do mundo, onde, não sendo inverno, também chove calamitosamente e onde as populações apenas resistem às intempéries. Como sucede em Quelimane, na Zambézia - pelas notícias (que me doem) que me chegaram através do Diário de um Sociólogo (Carlos Serra, Maputo) –, uma cidade que as vicissitudes políticas castigaram com a pobreza…

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Ilustração: Fotografia recolhida em Diário de um Sociólogo.

Urbanização e Saúde


Este ano, o Dia Mundial da Saúde será dedicado à cidade, um (bom) pretexto para se reflectir sobre a urbanização e a saúde. Um tema, como informa a OMS, que responde “à vontade de reconhecer os efeitos que tem a urbanização tanto na nossa saúde colectiva, à escala mundial, como na saúde de cada um de nós”.

Mil cidades: abrir os espaços públicos à saúde, seja para realizar actividades nos parques, reuniões de cidadãos, campanhas de limpeza, ou encerrar parte das ruas ao trânsito de veículos motorizados”.

Mil vidas: reunir mil relatos de promotores da saúde urbana que, pelas suas iniciativas, tiveram um impacto considerável na saúde das suas cidades”.

7 de Abril, Dia Mundial da Saúde. Um pretexto para se reflectir mas também, sobretudo, para se tomarem decisões que efectivamente contribuam para a humanização da cidade.

2010-02-24

Higiene e Segurança no Trabalho – Workshop


Com os objectivos específicos de possibilitar aos participantes “conhecer os princípios gerais de prevenção”, “as obrigações dos diferentes intervenientes no processo de SST” e saber “organizar e coordenar os serviços de SST”, a I9PROJECT promove no dia 10/03/06, no Porto, um Workshop sobre o Novo Regime Jurídico de Higiene e Segurança no Trabalho (*). A acção formativa será orientada por Ana Fonseca, consultora nas área de gestão da qualidade, ambiente e higiene e segurança no trabalho.

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(*) Lei Nº. 102/2009, de 10 de Setembro, Regime jurídico da promoção da segurança e saúde no trabalho.

2010-02-22

Ilha da Madeira: o dilúvio


Durante a madrugada de sábado (10/02/20), a chuva foi diluviana. Encheu ribeiras e a água desceu pelas vertentes da serra para o mar. Indomável, arrastou grandes pedras e arbustos, terra; derrubou pontes e para lá das margens a enxurrada inundou a cidade e a alma humana.

As causas para aquela tempestade são várias e a comunidade científica alerta para a ocorrência cada vez mais frequente e eventualmente com consequências mais trágicas de fenómenos naturais. As causas para a destruição de casas e de estradas também são diversas e os especialistas em urbanismo e ordenamento do território afirmam que poderia ter sido evitada ou minimizada se se respeitassem as Leis da Natureza.

Agora, porém, solidários, devemos retomar o curso da vida…

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Ilustração: Fotografia recolhida em “Jornal da Madeira”.

2010-02-17

Análise de Águas - Seminário


Análise de Águas: Planear a vigilância sanitária para melhor servir a Saúde Pública” é o tema do Seminário promovido pelo Departamento de Saúde Ambiental do INSA, Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge.

São objectivos do Seminário: Planear a monitorização da qualidade da água nas suas diversas utilizações; Avaliar a importância do risco para a saúde face a problemas concretos de saúde ambiental relacionados com a qualidade da água nas suas diversas utilizações e Avaliar a necessidade de implementação de acções correctivas ou preventivas para reduzir ou eliminar os efeitos de factores de risco.

O Seminário realizar-se-á no próximo dia 10/02/25 no auditório do INSA, em Lisboa, e destina-se – de acordo com o Programa Provisório – a “Médicos de Saúde Pública, Eng. Sanitaristas, Técnicos de laboratório, responsáveis pela monitorização de sistemas domiciliários de distribuição de água, estudantes das áreas de Saúde ambiental”.

Por lapso, decerto, os Técnicos de Saúde Ambiental não constam entre os Destinatários

2010-02-16

Museu do Papel


Pelo telefone e por correio electrónico, eu vou tendo conhecimento (de algumas) das propostas de trabalho que são apresentadas aos colegas (TSA) que exercem a profissão nos Centros de Saúde. Propostas que (aparentemente) são desafios para que a par das actividades de rotina se desenvolvam acções que - no âmbito da Saúde Ambiental - contribuam para a protecção e a promoção da saúde das pessoas e das populações. Sem excepção, os colegas referem-se a projectos de acção e de investigação.

Dos que conheço, nas circunstâncias que menciono, nem um envolve (especificamente) a Educação para a Saúde… Ambiental. Uma acção que é protagonizada por outros agentes, nomeadamente Escolas e Autarquias.

A Cãmara Municipal de Santa Maria da Feira, por exemplo, através da Divisão de Acção Cultural e Turismo, criou e gere o único museu monográfico dedicado (em Portugal) à História do Papel. Um Museu que possibilita aos visitantes o contacto com os artefactos e a maquinaria utilizados na manufactura do papel desde o Século XVIII, e, na Loja, a aquisição de “produtos artesanais criados e produzidos no museu” que “são orientados para estimular o gosto (…) pela reciclagem, aplicação de papéis reciclados e reutilização de outros que tantas vezes parecem dispensáveis”.

Talvez a visita aos museus (a este e a outros que divulgaremos) seja um bom projecto…

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Ilustração: Fotografia recolhida em
Museu do Papel Terras de Santa Maria

2010-02-15

Médicos. De Medicina Geral e Familiar e de Saúde Pública


Transcrevemos na íntegra o Despacho Nº 2936/2010, da Ministra da Saúde, hoje (10/02/15) publicado no Diário da República (2ª. Série), no qual se reconhece o óbvio: há “carência de médicos com as especialidades de medicina geral e familiar e saúde pública”.


Despacho n.º 2936/2010

O Serviço Nacional de Saúde apresenta, ao nível das especialidades médicas e de medicina geral e familiar e saúde pública, carências graves que são determinadas pela insuficiente taxa de cobertura da prestação de cuidados de saúde primários bem como na prevenção e promoção da saúde, sobretudo em zonas de maior pressão demográfica e de extrema periferia, pelo que, neste contexto, importa, desde já, viabilizar a manutenção do vínculo dos internos que, tendo obtido o grau de assistente na 1.ª e 2.ª época de 2010, possam ser colocados em serviços e estabelecimentos carentes desses mesmos profissionais.

Para o efeito, o Decreto-Lei n.º 45/2009, de 13 de Fevereiro, que alterou o Decreto-Lei n.º 203/2004, de 18 de Agosto, estabelece, transitoriamente, por remissão do n.º 2 do seu artigo 3.º, a aplicação do regime previsto para as vagas preferenciais aos médicos abrangidos pelo n.º 1 do artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 112/98, de 24 de Abril.

Assim e tendo em vista a celebração dos contratos de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado a que se refere o n.º 5 do artigo 12.º-A do citado Decreto-Lei n.º 45/2009, e para efeitos da alínea b) do n.º 1 do artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 112/98, de 24 de Abril, é considerado haver carência de médicos com as especialidades de medicina geral e familiar e saúde pública.

9 de Fevereiro de 2010. — A Ministra da Saúde, Ana Maria Teodoro Jorge.

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Ilustração: Fotografia recolhida em MGFamiliar.net

Frio, frio… Frio!


Se o tempo de verão se prolongou até tarde, provocando mal estar em muita gente e prejuízos económicos vários, sobretudo na agricultura, o inverno irrompeu com chuvas torrenciais e ventos cicónicos e prossegue com muito frio. Um frio glaciar que terá sido a causa do falecimento de 4 (quatro) pessoas idosas, ontem, na região de Lisboa - como noticiaram hoje pela manhã os telejornais.

Atenta aos perigos associados ao frio, a Direcção-Geral da Saúde publicou um conjunto de Recomendações que os orgãos de comunicação social – particularmente a rádio e a televisão - deviam divulgar com frequência. Para as pessoas se protegerem (ou saberem como se proteger) dos riscos mais comuns, o enregelamento e a hipotermia.

Os leitores do JSA interessados em consultar a informação disponibilizada pela DGS, Direcção-Geral da Saúde, devem, depois de acederem ao sítio (“site”), seleccionar Saúde Ambiental, Áreas de Intervenção e finalmente Frio

Entretanto, agasalhem-se. E não se esqueçam: nós temos tendência a envelhecer…

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Ilustração: Fotografia por Carlos Alves (“Serra da Estrela”, 10/02/13).

2010-02-14

Regime jurídico dos serviços multimunicipais de abastecimento de água, de saneamento e de gestão de resíduos - Colóquio


No próximo dia 10/02/25 realizar-se-á no Centro Cultural de Belém (Lisboa) um Colóquio sobre o “Regime jurídico dos serviços de âmbito multimunicipal de abastecimento público de água, de saneamento de águas residuais e de gestão de resíduos urbanos” aprovado pelo Decreto-Lei Nº. 195/2009, de 20 de Agosto, em vigor desde o primeiro dia do ano em curso.

O Colóquio é promovido pelo CEDIPRE, Centro de Estudos de Direito Público e Regulação, da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.

2010-02-09

Ementas Escolares - Divulgação


Para informação de todos, particularmente dos pais e /ou encarregados de educação, também a Câmara Municipal de Almeirim (na esteira de outras autarquías) decidiu divulgar a ementa das refeições servidas nos estabelecimentos escolares do concelho.

No topo da página criada pela autarquia, depois de se observar que “uma alimentação equilibrada é um dos princípios básicos para uma vida saudável” afirma-se que “todos os jovens dos jardins de infância, escolas do 1º ciclo e escolas EB 23 do concelho têm acesso aos almoços e lanches” e que “os alunos carenciados também têm este apoio no período de férias e interrupções lectivas”.

Uma iniciativa para acompanhar, com ou sem a intervenção do SPARE, Sistema de Planeamento e Avaliação de Refeições Escolares.

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Ilustração: Fotografia recolhida em Câmara Municipal de Évora