2006-10-31

Noite de Halloween


Logo será noite de Halloween. Todavia, porque as abóboras iluminadas andam por aí, pacientemente, a destruir o planeta em que vivemos, lembro aos leitores do JSA: - Protejam-se!
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Ilustração:
imagem recolhida em http://rosane33.blig.ig.com.br/ .

Uma atitude ecologicamente responsável

Do Gabinete de Comunicação e Imprensa do ISHST, Instituto para a Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho, recebemos uma nota informativa sobre a edição de "Produtos Químicos Perigosos na Construção Civil" e a reedição de "Concepção de locais de trabalho" com uma observação, no rodapé, que reproduzimos: Colabore connosco na protecção ambiental. Imprima apenas se imprescindível.

Uma observação que nós já apresentámos, em 05/07/04, para que os leitores do JSA assumam uma atitude de responsabilidade ecológica. De facto, imprima apenas se for imprescindível.

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Ilustração: Fotografia recolhida em www.arlivre.com

2006-10-27

Lei Orgânica do Ministério da Saúde

Foi hoje publicada no Diário da República a Lei Orgânica do Ministério da Saúde (Decreto-Lei Nº. 212/2006, de 27 de Outubro).

Como ficou definido no PRACE (Resolução do Conselho de Ministros Nº. 124/205, de 4 de Agosto), a Lei Orgânica prevê a criação, fusão e reestruturação de serviços e organismos.

Embora no Número 1. do Artigo 29º, relativo à Produção de efeitos, se estabeleça que "as criações, fusões e reestruturações de serviços e organismos (…) apenas produzem efeitos com a entrada em vigor dos respectivos diplomas orgânicos", a Lei Orgânica do Ministério da Saúde prevê (Número 2., do Artigo 26º) a extinção – "sendo objecto de fusão" – dos Centros Regionais de Saúde Pública, cujas atribuições são integradas nas Administrações Regionais de Saúde I. P., e determina (no Número 6, do mesmo Artigo) que as “Sub-regiões de Saúde são objecto de extinção progressiva por, diploma próprio, até 31 de Dezembro de 2007”.

Um diploma para ler; e para acompanhar, nas diferentes fases de aplicação.

2006-10-26

Hora de Inverno


Estamos no Outono. Chove. Os dias amanhecem cinzentos. No próximo fim-de-semana, adoptaremos o horário de Inverno. Na noite de sábado para domingo, atrasaremos os relógios. Uma hora. Para a semana, enquanto tomar o pequeno-almoço, lá fora será ainda de noite. Não sei se ouvirei (não é metáfora) o cantar dos galos. Provavelmente não. O despertar dos galos não obedece a critérios políticos. Mas continuarei a acompanhar as notícias. Transmitidas pela TVI – se, entretanto, não corrigir a posição da parabólica que a última ventania quase derrubou –. E ficarei a saber tudo, tudo sobre o que se passa no mundo. No mundo do futebol (a principal matéria objecto de notícia) aqui em Portugal. E no estrangeiro, sobretudo na Europa. No resto da Europa, onde os cidadãos não acedem à TVI. E acordam uma hora mais cedo. Sim, enquanto por aqui são quase oito horas, do outro lado da fronteira já são nove.

Estamos atrasados em relação à Europa, ao resto da Europa. Uma hora. E que hora!....
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2006-10-23

Reconfiguração dos Serviços de Saúde Pública – V

Com este post concluímos a publicação do Relatório elaborado por Estela Fabião, Médica de Saúde Pública, sobre o Encontro Reconfiguração dos Serviços de Saúde Pública na Sub-Região de Saúde de Santarém.

(Cont.)

3. Conclusões

As conclusões apontam:

A nível local e regional

- Para a necessidade de reestruturação dos serviços de Saúde Pública numa perspectiva de Saúde Pública equidistante
[1] dos outros serviços.
- Visão integrada do sistema de saúde.
- Valorização e consecução de programas e projectos multisectoriais, baseados em necessidades de saúde da população.
- Planeamento de intervenções com continuidade, uniformidade de critérios, procedimentos e indicadores de modo a permitir a comparabilidade e medidas de correcção.
- Gestão por objectivos.
- Criação a nível local de Observatório de Saúde da área de influência com as seguintes funções: identificação das necessidades de saúde, caracterização e monitorização do estado de saúde, avaliação do impacto das intervenções em saúde, vigilância epidemiológica, investigação, gestão de programas e projectos.
- Avaliar a adequação dos cuidados prestados.

No perfil dos profissionais de saúde é fundamental a motivação, comunicação e articulação, como pressupostos para haver conhecimento e criação de ambiente interno favorável à partilha de conhecimentos e trabalho em equipa.

O relacionamento das unidades de Saúde Pública implica a inter-penetrabilidade com as unidades de saúde familiares e centros de saúde com definição de papéis, planificação conjunta e informação partilhada. A relação com os hospitais e serviços de saúde privados pressupõe a existência de elos de ligação fortes, protocolos formais, partilha de informação e actuação conjunta. Na interacção com outros recursos ou serviços da comunidade envolve, para além da parceria, a contratualização de serviços.

O serviço de Saúde Pública deve ter um líder, enquanto elemento unificador e facilitador da estrutura interna e da articulação com o exterior.

Como pontos fracos foram identificados o receio e incerteza na mudança, a impossibilidade de escolha de equipa, a dependência económica, reduzida autonomia na gestão, a dificuldade de recolha de informação e a necessidade de incentivos e formação em serviço.
Para obviar alguns dos pontos fracos referidos, prioriza-se a informatização com ADSL, a criação de suportes informáticos e o equipamento com meios audio-visuais.

As conclusões que suscitaram maior discussão referem-se à reconfiguração dos serviços de saúde pública, nomeadamente quantas, onde e quais as unidades de saúde pública a implementar.

Consensualmente valorizou-se, no sistema de saúde, o capital estrutural – organizações de saúde, o capital humano – recursos humanos e o capital de cidadãos – utentes. Da interacção destes elementos cria-se conhecimento com base na informação armazenada e partilhada, no sistema de informação do capital estrutural, de novos conhecimentos e da rentabilização dos recursos.

Consideraram-se, assim, como parâmetros:

- Dimensão geo-demográfica que permite a vigilância e gestão epidemiológica para a maioria dos fenómenos de saúde-doença
(100 000 a 200 000 habitantes)
- Divisão administrativa (concelho);
- Ordenamento do território (rural e urbano);
- Geografia, distâncias e acessibilidades;
- Densidade populacional;
- Índice de dependência (jovens e idosos);
- Caracterização económica, social e cultural;
- Referenciação hospitalar;
- Recursos humanos, perfil técnico-profissional;

Nestes termos surgiram propostas de:

1ª Proposta:

- Criação de 2 unidades de Saúde Pública:
Coincidentes com a actual divisão em Ribatejo Norte e Lezíria. Baseia-se, essencialmente, em critérios demográficos conforme está proposto para a reestruturação dos serviços de Saúde Pública.
- Dada a grande dispersão territorial e respeitando o “histórico” do regime de substituições praticado foram considerados em cada uma das unidades, três agrupamentos.

Foram apontados como factores favoráveis a dimensão populacional podendo tornar os indicadores mais fiáveis, mais informação, propiciando o desenvolvimento de estudos epidemiológicos, maior número de recursos, maior número de competências e a articulação com referências hospitalares; como factores desfavoráveis identificou-se a grande dispersão territorial, difícil gestão, diferenças culturais e demográficas e o ambiente pouco motivador.

2ª Proposta:

- Criação de 4 unidades de Saúde Pública:
A primeira engloba os concelhos de Abrantes, Mação, Constância, Sardoal, Vila Nova da Barquinha, Entroncamento e Golegã; a segunda é composta pelos concelhos de Torres Novas, Alcanena, Ourém, Tomar e Ferreira do Zêzere; a terceira constituída pelos concelhos de Benavente, Coruche, Salvaterra de Magos, Almeirim, Alpiarça e Chamusca e a quarta que engloba os concelhos de Cartaxo, Santarém e Rio Maior.

Identificaram-se como factores favoráveis a maior facilidade de gestão, o perfil sócio-cultural e económico com maior semelhança, o potenciar ambiente motivador/dinamizador, proporcionar estudos epidemiológicos (dimensão adequada para proporcionar massa crítica de significado epidemiológico); como factor desfavorável assinalou-se a assimetria territorial verificada em termos populacionais e geográficos.

4. Reflexão e reformulação

Dadas as fraquezas constatadas, algumas de contornos complexos e difíceis de ultrapassar e utilizando os indicadores seleccionados, elaborou-se uma terceira proposta que pretende harmonizar, tanto quanto possível, as diversas variáveis em jogo.

Assim sendo, consideram-se as seguintes determinantes: população, área, densidade populacional, hospital de referência, índice de dependência (jovens e idosos) e recursos humanos
[2]. Foram analisadas ainda as distâncias, acessibilidades entre concelhos, vias de comunicação e características culturais e de história das comunidades.

A reflexão e elaboração desta proposta resultou da participação da relatora, Dra. Estela Fabião, do Dr. José Manuel Calado, delegado de Saúde de Rio Maior e do Delegado Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Dr. António Suspiro, durante a elaboração deste relatório.

Pretende-se a sua divulgação junto dos profissionais de saúde pública e de cuidados de saúde primários no sentido da recolha de novos contributos e com o objectivo último de constituir, no distrito de Santarém, as futuras unidades de saúde pública e de gestão dos centros de saúde, no âmbito das reformas em curso.

Proposta

UNIDADE 1
Rio Maior, Santarém, Chamusca, Alpiarça, Almeirim

UNIDADE 2
Cartaxo, Salvaterra de Magos, Benavente, Coruche

UNIDADE 3
Ourém / Fátima, Alcanena, Torres Novas, Entroncamento, Golegã, Barquinha

UNIDADE 4
Tomar, Ferreira do Zêzere, Abrantes, Sardoal, Mação, Constância

Forças e fraquezas do modelo

FORÇAS – Dimensão geo-demográfica que permite a vigilância e gestão epidemiológica para os fenómenos de saúde-doença. Vias de comunicação, acessibilidade ao hospital de referência, ordenamento do território, equilíbrio das actividades económicas dentro das unidades, equilíbrio no perfil técnico profissional dos recursos humanos.

FRAQUEZAS – Escassez de recursos humanos – médicos de saúde pública na unidade 4.

MEDIDAS CORRECTORAS – A curto prazo, a afectação de recursos humanos de enfermagem da especialidade de saúde pública. A contratação de outros profissionais, em particular técnicos de saúde ambiental, de serviço social, psicologia, etc..., também ajudaria a colmatar a falta de médicos.

A médio prazo, o concurso para duas vagas para chefe de serviço de saúde pública em Tomar e Abrantes (a decorrer) e, caso não fiquem ocupadas, a abertura imediata de novo concurso para assistentes de Saúde Pública.

Cartaxo, Setembro de 2006
.........................
[1] Entendida em termos funcionais, estratégicos e de estudo do fenómeno saúde-doença.
[2] Inclui enfermeiros chefes com desempenho de actividades.

2006-10-20

Reconfiguração dos Serviços de Saúde Pública – IV

Foi recentemente distribuído por todos os participantes no Encontro sobre a Reconfiguração dos Serviços de Saúde Pública na Sub-Região de Saúde de Santarém, que decorreu em Torres Novas, o Relatório elaborado por Estela Fabião, Médica de Saúde Pública, a relatora nomeada formalmente – como noticiámos aqui no JSA.

Antes de divulgarmos o Relatório, cujas conclusões são susceptíveis de interessar aos profissionais de saúde pública das outras sub-regiões de saúde, falámos pessoalmente com Estela Fabião – numa brevíssima conversa no final da reunião de Saúde Pública que se realizou em Constância – para, sobretudo, lhe comunicarmos que a publicação não incluiria (por razões técnicas) os Quadros que o Relatório integra e lhe pedirmos autorização para inscrever o seu endereço de
e-mail para eventuais comentários ou pedidos de esclarecimento por parte dos leitores do JSA.

Embora não seja um documento extenso, decidimos, com o objectivo de facilitar a leitura, publicar o Relatório em duas partes. Na primeira, disponibilizamos os capítulos 1.Contextualização e 2. Metodologia, e, na segunda parte, os capítulos 3. Conclusões e 4. Reflexão e reformulação.

Encontro: Reconfiguração dos Serviços de Saúde Pública na Sub-Região de Saúde de Santarém
Auditório do Hospital Rainha Santa Isabel – Torres Novas
21 de Julho de 2006

Relatora – Dra. Estela Fabião

1. Contextualização

Considerando a evolução dos padrões de saúde da sociedade, assim como os desafios organizacionais e o desenvolvimento técnico, existe a necessidade de fortalecer a actuação dos serviços de saúde pública de modo a que sejam mais eficientes e norteados por padrões de qualidade.

Os serviços de Saúde Pública são, pois, cada vez mais, elementos catalisadores de alianças, objectivos e estratégias intersectoriais pressupondo tal a reestruturação a nível local e regional.

Consubstanciando o Decreto-lei nº 286/99, os resultados da consulta pública do documento “Um novo paradigma para a Saúde Pública: linhas de acção prioritárias” e as “Linhas de acção prioritárias para o desenvolvimento dos Cuidados de Saúde Primários” do Ministério da Saúde e, em sequência de reunião realizada em 12 Julho pp na Sub-Região de Saúde de Santarém, foi proposto em 21 de Julho pp, um Encontro a decorrer no auditório do Hospital Rainha Santa Isabel em Torres Novas com o objectivo de:

- Promover um espaço de discussão sobre a reorganização dos serviços de Saúde Pública em que todos os profissionais a trabalhar em Saúde Pública (médicos, enfermeiros, técnicos de saúde ambiental, engenheiro sanitarista, técnicos de laboratório, administrativos e outros) pudessem ser elementos participantes e activos no processo de mudança.

2. Metodologia

Estruturaram-se três mesas:

a) Unidades de Saúde Publica – critérios para a sua constituição;
Animadores – Enfº. Fernando Nogueira – C.S. Abrantes
Dra. Estela Fabião – C.S. Cartaxo

b) Relação dos serviços de Saúde Pública com outros dependentes ou não do Ministérios da Saúde;
Animadores – Enfª. Maria do Céu Henriques – C.S. Fátima
Dr. Ernesto Correia – C.S. Benavente

c) Recursos (humanos e materiais) em Saúde Pública versus funções;
Animadores – TSA Elsa Nobre Duarte – C.S. Tomar
Dra. Ana Paula Correia – C.S. Salvaterra de M.

No Encontro estiveram presentes:

- mesas a) e b) – 11 médicos, 8 enfermeiros, 12 técnicos de saúde ambiental, 3 administrativos.
- a mesa c) não teve registo de presenças.
- o Delegado Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo
- o Director de Serviços de Saúde da Sub Região de Saúde de Santarém
- o Coordenador da Comissão Nacional Executiva para a Reestruturação dos Serviços de Saúde Pública.

(Cont.)

2006-10-17

Doutor Daúdo de Tanzânia


Confessamos que o anúncio não se destinava ao JSA. Todavia, atendendo aos múltiplos problemas que os cidadãos portugueses defrontam e que têm sido dissecados na comunicação social e em longos debates nos mais variados fóruns, decidimos publicá-lo. Sem comentários. Mas com uma nota: os TSA, membros do governo e outros cidadãos portugueses que queiram consultar o Doutor Daúdo de Tanzânia, membro da Associação dos Médicos Tradicionais de África, que “saberá dos seus problemas antes que os mencione”, deve deslocar-se ao Gurué, na Zambézia, em Moçambique.

(Para a leitura do anúncio, clique sobre a fotografia, sff)

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Fotografia por José Cavalheiro (Agosto, 2006)

2006-10-13

Constância: Reunião de Saúde Pública da SRS de Santarém


Por múltiplas razões, na Sub-Região de Saúde de Santarém, durante alguns anos não se realizaram reuniões de (ou com) TSA nem reuniões conjuntas de (ou com) MSP e TSA. Ao longo deste ano, porém, as reuniões sucedem-se.

Para o próximo dia 06/10/18, está prevista uma outra, no CS de Constância. Uma Reunião de Saúde Pública com a Ordem de Trabalhos que transcrevemos:

1. Informações

Delegado Regional de Saúde, Dr. António Suspiro

2. Prioridades da Saúde Pública na RSLVT e na Sub-Região de Saúde de Santarém

Dra. Manuela Lucas e col.

3.
Taxas sanitárias

Eng. Cândida Pité Madeira


Eventualmente durante o fim-de-semana a seguir àquela data, nós divulgaremos os assuntos tratados na reunião susceptíveis de interessar (sobretudo) aos MSP e TSA que lêem ou consultam o JSA.

Entretanto, permitam-nos um brevíssimo comentário: - Não conhecemos uma das prelectoras anunciadas, mas sabemos quem é a ES (da ARS de Setúbal) que se ocupará de Taxas Sanitárias. Uma matéria de natureza administrativa. Ou será que a reorganização dos SSP (Serviços de Saúde Pública) prevê a reformulação do conteúdo funcional das diferentes profissões de saúde?

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Ilustração: Fotografia recolhida em
http://constancia.cienciaviva.pt/centro/

Guide pratique d'éducation à l'environnement

Elaborado pela rede de Ecole & Nature, o "Guide pratique pour monter son projet d'éducation à l'environnement" pretende, como lemos no Prefácio, “proporcionar aos técnicos de educação ambiental várias pistas de pesquisa e de trabalho para os ajudar a organizar os seus projectos: montar uma animação, conceber um instrumento pedagógico, instalar um dispositivo específico… ou elaborar o seu próprio projecto profissional (formação, emprego…)”.

Admitimos que se trata de um documento cuja consulta será útil para a generalidade dos leitores do JSA envolvidos (ou interessados em desenvolver) programas de educação ambiental.

2006-10-12

Um Manual de Higiene e Segurança no Trabalho

Admitimos tratar-se de um documento com interesse para os leitores do JSA, particularmente para MSP e TSA, o Manual de Higiene e Segurança no Trabalho que recolhemos no Quiosque PME digital do Programa FormaçãoPME, co-gerido pela AEP, Associação Empresarial de Portugal.

Na mesma página, a Unidade de Gestão do programa Formação PME disponibiliza “manuais, estudos ou outros documentos relevantes, produzidos durante as diversas edições do programa Formação PME e/ou outros programas operacionais” que também poderão interessar aos leitores do JSA.

2006-10-11

Contributos para o Programa Nacional de Saúde Ambiental

Um colega, TSA no SSP de um CS algures neste país, disse-me, pelo telefone, durante uma breve conversa que mantivemos, que não está minimamente interessado em frequentar o Curso de FormaçãoContributos para o Programa Nacional de Saúde Ambiental”, promovido pela Direcção-Geral da Saúde e organizado pelas Divisões (da própria DGS) de Saúde Ambiental e Formação e Investigação. Todavia, antes de nos despedirmos, comentou – com saudável ironia – que se eventualmente quisesse participar quase de certeza que a sua inscrição seria recusada. Motivo: não é Técnico Superior de Saúde.

Esclarecemos que o TSA com quem conversámos sobre esta matéria é licenciado em Saúde Ambiental, tem uma pós-graduação em Higiene e Segurança no Trabalho e é Mestre (desde há quase uma dezena de anos) em Saúde Pública.

2006-09-27

Osmose inversa


Num dos posts anteriores, fizemos referência ao pote difusor (ou pote-duplo), um método de desinfecção da água que em meados da década de 80 ainda era adoptado um pouco por todo o país, sobretudo nas zonas rurais. Apesar das características quase artesanais, era um método que assegurava a desinfecção da água dos poços e reservatórios para o abastecimento de edifícios isolados – no concelho de Salvaterra de Magos, de estabelecimentos escolares – e ou de pequenos aglomerados populacionais.

Na mesma época, (em Portugal) começaram a ser divulgados outros métodos para a desinfecção da água: ozonização e osmose inversa.

Este último método permite a redução de substâncias em suspensão e é adoptado por algumas unidades hoteleiras e alguns estabelecimentos de saúde, designadamente por centros de hemodiálise.

Mas o que é e como funciona o sistema de osmose inversa?

Para se obter uma resposta a esta questão, propomos aos leitores do JSA que visionem a infografia disponibilizada por Consumer.es Erosqui (Vd. Defesa do Consumidor).

2006-09-25

Cine’Eco 2006


De 20 a 29 de Outubro decorrerá, em Seia, mais uma edição – a 12ª. – do Cine’Eco, Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Ambiente da Serra da Estrela.

O Festival de Cinema e Vídeo de Ambiente integra uma secção competitiva, vários ciclos de cinema e um conjunto de iniciativas que se realizarão paralelamente: exposições, concertos e palestras.

O Cine’Eco é um dos fundadores da Associação de Festivais de Cinema de Meio Ambiente – EEFN, Environmental Film Festival Network – e tem um protocolo de colaboração com o FICA, Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental de Goiás, Brasil.

Na edição do ano passado, que anunciámos aqui no JSA, o Grande Prémio de Ambiente foi atribuído ao filme “Estamira”, do cineasta brasileiro Marcos Prado.

Um pote-difusor para o TSA José Marques



Foi no restaurante Vis a Vis, em Fátima, que decorreu o jantar de convívio com José Marques, TSA, que, como divulgámos em 06/09/08, se aposentou após ter cumprido uma longa caminhada – com algumas intervenções no mínimo curiosas – pelo concelho de Ourém.

Comparecerem cerca de 30 pessoas, sobretudo colegas dos Centros de Saúde de Fátima e de Ourém. Mas também estiveram presentes alguns TSA, 7 (sete) – incluindo as duas colegas que organizaram o encontro – e ex-TSA, 2. Não surpreendeu a ausência de colegas mais novos nem de um representante da SRS de Santarém. Os tempos são outros…

No final, Carla Carvalho, TSA, no SSP do CS de Fátima, ofereceu ao colega José Marques um sofisticado pote-difusor. Para que, mesmo aposentado, não se esqueça de tempos idos (até meados da década de 80) quando era aquele o método de desinfecção (também conhecido por duplo-pote) da água dos poços e cisternas que asseguravam o abastecimento de escolas e de pequenos aglomerados populacionais.

Outros tempos, de facto.
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Fotografias por

2006-09-21

Curiosidade legal?

Acidentalmente, encontrámos no blogue 100riscos – a pensar em segurança… o post (datado de 06/07/12) que a seguir reproduzimos:

"
Curiosidade legal !!!

Decreto-Lei n.º 65/98 de 17 de Março

Estabelece as regras de transição dos técnicos auxiliares sanitários da carreira residual prevista no Decreto-Lei n.º 272/83 de 17 Junho, para a carreira de técnico de diagnóstico e terapêutica, área de higiene e saúde ambiental.

( In: http://www.atarp.pt/pdf/curiosidades_legais.pdf ) "

Não percebemos a curiosidade e muito menos os três pontos de exclamação. Por essa razão, perguntamos: - Curiosidade legal!!! ?

2006-09-15

Milagrosa, talvez, mas com cloro


“Não fora o José Marques ter-se aposentado, e eu, provavelmente, jamais me lembraria do sabor desta água…”

Enquanto aluno do curso que frequentava no INSA (Delegação do Porto) e de estagiário no Centro de Saúde Distrital de Santarém (em breve, ex-Sub-Região de Saúde de Santarém), com Nuno Pacheco, ES, e José Marques, TSA, no CS de Ourém, há uns anos, no início da década de 80, eu estive em Fátima numa vista técnica, de rotina, a um dos abastecimentos de água do Santuário.

Junto ao Monumento ao Sagrado Coração de Jesus, descemos umas escadas (de acesso condicionado) até à nascente que abastecia (abastece?) as/algumas das fontes existentes no Santuário. Uma gruta, húmida, com estalactites e (então) uma conduta de esgoto, visível, ao longo da parede mais distante. No túnel de acesso, uma bomba doseadora de cloro. Para se assegurar a desinfecção da água e proteger-se a saúde das pessoas, crentes e não crentes, que, muitas vezes para se aliviarem dos males que as afectavam, bebiam (bebem?) água daquelas fontes.

Por parte da administração do Santuário houve resistência à instalação do sistema de desinfecção. Todavia, devido à constante contaminação microbiológica, a alternativa mais suave consistia na afixação de cartazes com a indicação de “Água Imprópria para Consumo O que, decididamente, seria incompatível com a natureza do lugar e as proféticas qualidades terapêuticas da água.

Para os crentes, beber a água do Santuário, a água de Nossa Senhora de Fátima, terá efeitos miraculosos. É uma questão de Fé. Mas se não fosse a persistência do TSA José Marques, muitos crentes, peregrinos ou simples turistas que beberam (e bebem) daquela água provavelmente regressariam a casa na melhor das hipóteses com uma forte e muito profana dor de barriga…

………………..
Ilustração: Fotografia recolhida em
http://catedral.weblog.com.pt/arquivo/015886.html .

2006-09-11

Reconfiguração dos Serviços de Saúde Pública – III

Na rentrée, voltamos a Torres Novas para relatarmos de modo conciso o Encontro sobre a Reconfiguração dos Serviços de Saúde Pública.

Na sessão da manhã (sessão em que não pudemos participar por motivo de doença súbita), que decorreu no Auditório, foram apresentados os objectivos do Encontro e as propostas de trabalho. A seguir, os participantes distribuíram-se pelas salas reservadas para os diferentes grupos de trabalho e, ao meio da tarde, voltaram a reunir-se no Auditório para assistirem à apresentação das Conclusões.

Grupo I – USP, Unidades de Saúde Pública

Pelo grupo responsável pelo debate sobre as USP, Unidades de Saúde Pública, o relator foi Moisés de Almeida, TSA no SSP (Serviço de Saúde Pública) do CS (Centro de Saúde) de Coruche.

Para a apresentação das conclusões, Moisés de Almeida recorreu ao Power Point – que, como muitos de nós sabemos, é o melhor indutor de sono existente no mercado –. Mas foi eficaz, enquanto relator. Depois de projectar a proposta que serviu de pretexto para a discussão, baseada na divisão territorial estabelecida (NUTS - I e NUTS - II), mostrou-nos a contraproposta suportada pelos indicadores considerados pelo grupo – capital humano, capital de cidadãos e capital estrutural – e expôs sucintamente alguns dos factores favoráveis e desfavoráveis que definem a solução preconizada pelo Grupo de Trabalho para a região abrangida pela actual Sub-região de Saúde de Santarém.

Grupo II – Relacionamento dos Serviços de Saúde Pública

Pelo grupo a que coube a discussão do Relacionamento dos Serviços de Saúde Pública, grupo de trabalho que integrámos, o relator – correctamente, a relatora – foi Ana Diniz, MSP, Médica da Saúde Pública, no SSP do CS de Alcanena - que, para a apresentação das conclusões, se serviu de um meio que em alguns sectores é já classificado como artesanal: o retroprojector.

Depois de esquematicamente estabelecer os diferentes níveis de relações que os SSPL (Serviços de Saúde Pública Locais) deverão manter interna e externamente apontou, na perspectiva dos profissionais e dos próprios serviços de saúde pública, alguns dos pontos fracos e fortes sobre a reconfiguração em curso.

Grupo III – Funções e recursos humanos e materiais dos Serviços de Saúde Pública

Para apresentar as conclusões do Grupo III foi seleccionada Sandrina Pereira, TSA, do SSP, do CS de Ourém. Também recorreu às transparências.

Sobre as funções dos SSPL, depois de salientar que “é fundamental a comunicação interna e externa, para se conhecerem e utilizarem outros saberes” e de sublinhar que “os projectos e os programas deverão ser multidisciplinares e baseados em diagnósticos e necessidades da saúde das populações”, observou: "(i) as intervenções deverão ser objecto de planeamento; (ii) deve haver uniformidade nos indicadores e procedimentos – áreas que exigem formação; (iii) é indispensável a avaliação – e, também, a divulgação de Boas Práticas”.

Referiu-se, depois, aos recursos humanos – assinalou que os SSPL devem integrar profissionais de diferentes áreas e que devem ser estabelecidos incentivos por mérito – e aos recursos materiais, valorizando a partilha de informação e a informatização dos serviços (com rede ADSL), sem esquecer que os SSPL devem dispor de “equipamento técnico de acordo com as necessidade dos programas”.

Finalmente, deteve-se na figura da Autoridade de Saúde para propor que no âmbito dos SSPL a nomeação deverá ser nominal para MSP e TSA, com delegação de competências em outros profissionais de saúde.

Após a intervenção dos diferentes relatores, seguiu-se um período de debate pouco mais que irrelevante e a sessão terminou com o anúncio de que Estela Fabião, MSP do SSP de Cartaxo, fora incumbida da elaboração das Conclusões do Encontro. Conclusões que serão apresentadas no decurso de uma reunião que se realizará em Setembro (o mês em curso).

2006-09-08

José Marques, TSA


José Rafael Domingos Marques, TSA, que exerceu a profissão nos Centros de Saúde de Fátima e de Ourém, aposentou-se no passado mês de Julho (Aviso Nº. 8319/2006, da Caixa Geral de Aposentações). Agora, as TSA que o renderam decidiram organizar um jantar de despedida. Um pretexto para homenagearem o colega que as acompanhou no início da actividade profissional.

Aos leitores do JSA interessados em participar, sobretudo aos ES, MSP e TSA que ao longo dos anos conviveram com o José Marques, comunicamos que para obterem informações e/ou inscreverem-se devem - até ao próximo dia 06/09/11 - contactar as TSA Sandrina Pereira, do CS de Ourém, ou Carla Carvalho, do CS de Fátima.

2006-09-07

Saúde Ambiental na blogosfera

Na sequência de uma informação que um leitor do JSA nos transmitiu, consultámos o blogue Morrer a Trabalhar - O Blog de Segurança e Saúde no Trabalho, de JRFT Pinto, e lemos o post que a seguir reproduzimos:

"Começa a surgir um movimento interessante na blogosfera em torno da Saúde Ambiental. Já anteriormente,
aqui, estabeleci o paralelismo entre a Segurança e Saúde no Trabalho e a Saúde Ambiental. Daí o meu interesse.Este movimento iniciou-se com o Jornal da Saúde Ambiental, blog com a mesma idade que o Morrer a Trabalhar, mas, para ser honesto, bastante mais vivo que este. Depois, surgiu o "coisas de saúde ambiental" que, para além de um blog, é um projecto mais ambicioso. E, por fim, surgiu recentemente o Pasquim de Saúde Ambiental que, pela introdução, se assume como a antítese dos outros dois. Para além destes blogs, existe um forum de discussão, o Forum dos Profissionais de Saúde Ambiental, que completa este quadro.É pena que não se passe o mesmo com a Segurança e Saúde no Trabalho. Mas estamos aqui para trilhar esse caminho... "

2006-09-06

Proibido tomar banho


Soubemos pelo semanário O Mirante, edição para a Lezíria do Tejo de 06/08/16, que um cidadão moldavo morreu afogado na Albufeira de Magos, enquanto tomava banho.

Desde há cerca de uma dezena de anos que a Albufeira está interdita como zona balnear. Devido, sobretudo, à presença de cianobactérias, microrganismos que em determinadas condições ecológicas libertam toxinas que são susceptíveis de causar doenças de natureza diversa.

A população do concelho sabe. E no local estão afixados painéis onde se lê – em português – que é “Proibido tomar banho”.

Todavia, a informação precisa de ser melhorada para ser compreendida por utentes que não falem e/ou não leiam português. Com mais painéis, colocados em todos os caminhos de aceso à massa de água. Mas decerto que não será com painéis em várias línguas, como propõe Carlos Leonel, Comandante dos Bombeiros de Salvaterra de Magos. Talvez só com o pictograma que publicamos, cuja linguagem é universal.

É o que vamos propor à Câmara Municipal, embora saibamos que a gestão da Albufeira é difusa e se reparte por diferentes entidades. Para que se evitem outras situações dramáticas e irreparáveis. Já que, aparentemente, nenhuma entidade está interessada em reabilitar a Albufeira de Magos como Zona Balnear.