2006-02-24

Sismo em Moçambique

Anteontem (06/02/22), pelas 00.20 horas (22.20 horas em Portugal), um sismo com a magnitude de 7,4 na Escala de Richter, abalou o centro e o sul de Moçambique. O hipocentro do sismo foi situado a 10 quilómetros de profundidade sob a superfície terrestre, a cerca de 530 quilómetros a norte de Maputo e a 225 quilómetros a sudoeste da Beira.

De acordo com a informação disponível, o abalo sísmico causou duas vítimas mortais e cerca de três dezenas de feridos.

Noticio o sismo porque constituiu para mim uma amarga surpresa. Trinta anos depois de me ter afastado de Moçambique (vivia em Quelimane, na Zambézia, à beira do Rio dos Bons Sinais).

2006-02-22

Para reflexão. E acção.

A edição do Público de 06/02/17 noticia: - Aquecimento global Glaciares da Gronelândia estão a derreter-se mais depressa. No Blog da SabedoriaO que não sei dava uma biblioteca que toda a gente gostaria de ter –, sob o título de Mundo Cão, escreve-se: - No Sudão, um menino bebe água do rio Aquém, perto de Manual Kon, no sul do país. A doença da cólera está a espalhar-se rapidamente nesta zona daquele país e já matou 27 pessoas. E publica-se a fotografia que reproduzimos. Para reflexão. E acção.

2006-02-16

IBSN - Internet Blog Serial Number


Procedemos ao registo do Jornal de Saúde Ambiental no IBSN (Internet Blog Serial Number), criado em 06/02/02, “como respuesta a la negativa de la administración española para otorgar un número de ISSN a las bitácoras de Internet”.

2006-02-14

Sopa com pêlos de barba

Há poucos dias, acedi a um convite e fui jantar a um restaurante conceituado. Isto é, a um estabelecimento de restauração por mais de uma vez mencionado na Imprensa, um espaço onde as ementas são um louvor à cozinha portuguesa tradicional. Não direi que seja um restaurante para gourmets mas é, sem dúvida, um espaço para quem uma refeição é um pouco mais que simplesmente comer. Por outras palavras, em oposição aos estabelecimentos de fast food, é um restaurante de slow food.

Na sala o ambiente é de qualidade, excelente. As mesas não são cobertas com toalhas de papel e os guardanapos são de pano. Branco. E, neste tempo que decorre frio, a temperatura é amena.


Em certo momento, eu apercebo-me da presença do Chefe de Cozinha. Que veio à sala saudar uns clientes decerto do seu relacionamento pessoal. Estava impecavelmente vestido, de acordo com as regras de higiene estabelecidas para os manuseadores de géneros alimentícios (*): avental e barrete. Brancos, sem qualquer mancha. Mas com uma barba farta, algo hirsuta, e um bigode farfalhudo.

Sobretudo por comodidade, para não afirmar por razões de saúde – escanhoar a barba regularmente causa-me lesões na pele -, eu também deixei crescer a barba. E o bigode. Cada vez mais brancos, reflectindo a minha idade. Mas não sou cozinheiro (senão em casa) nem trabalho em restauração (embora os estabelecimentos de restauração e de bebidas sejam uma das minhas áreas de intervenção enquanto TSA).

Para pôr um ponto final neste arrazoado, o que eu quero dizer (escrever) é simples: para se prevenir a queda de cabelos durante a preparação e a confecção dos alimentos, na cozinha dos restaurantes e estabelecimentos similares, exige-se que os trabalhadores usem toucas ou barretes. Que, de acordo com as disposições legais, devem envolver todo o couro cabeludo. Mas a legislação é omissa em relação à barba e ao bigode. Cujos pêlos também são susceptíveis de cair sobre os alimentos tão facilmente como os cabelos.

Parece-me ser oportuno que a legislação seja alterada. Em benefício da higiene e da segurança alimentar e para a protecção da saúde de todos. Sem grande esforço. Bastará adoptar-se uma das normas que vigora (por exemplo) nos estabelecimentos (de fast food) da cadeia Mc Donald’s: aos trabalhadores é interdito o uso de barba e/ou de bigode.
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(*) Portaria Nº. 149/88, de 9 de Março.

Uma carta para o futuro

Domingo (06/02/12), pelo meio da tarde, em minha casa, em Vale de Flores. Pelas janelas de tardoz, abertas, o sol de Inverno invade-me a casa. Sobre o chilrear dos pássaros oiço a canção “Verdes Anos”, de (e pela guitarra de) Carlos Paredes.

Depois de amanhã, terça-feira, celebra-se o “Dia dos Namorados”. Um bom pretexto para o comércio subverter os afectos. Ou talvez não. Apenas um intervalo na indiferença dos dias. Para que ninguém se esqueça que namorar é preciso.

Dos livros por arrumar que se acumulam em cima do sofá, no escritório, recolho “A Rapariga das Laranjas”, de Jostein Gaarder – um escritor norueguês que, em Portugal, a generalidade dos leitores conhece desde a publicação (também pela Editorial Presença) de “O Mundo de Sofia”. Folheio o livro e reparo que na última página garatujei: “ (…) madrugada de 04/05/07”. E lembro-me de que li o livro de um fôlego. A história é exaltante. Confronta-nos com alguns problemas existenciais mas é, sobretudo, uma história de amor. De Amor.

Que vou reler. E cuja leitura recomendo, não só porque todos os dias são dias para namorar, mas também porque, como nos conta o jovem narrador – Georg Roed, “com quinze anos, ou, mais precisamente, quinze anos e três semanas” – “Para compreender a “Rapariga das Laranjas”, eu tinha de ser crescido. Aquela era uma carta para o futuro”.

Reorganização dos Serviços de Saúde Pública

Ontem, 06/02/13, foi divulgado pelos Serviços de Saúde Pública da Região de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, por e-mail e/ou por fax, o documento que a seguir publicamos.

Neste documento, o Coordenador do CRSP e Delegado Regional de Saúde, António Suspiro, depois de esclarecer que “Ficou agora concluído o diagnóstico dos recursos humanos, de médicos de saúde pública e técnicos de saúde ambiental, da Região de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo”, propõe “para reflexão dos colegas os elementos anexos (*) que caracterizam a actual situação com o objectivo de se avançar para a prevista organização dos novos serviços de saúde pública” e anuncia que durante o mês de Fevereiro “dar-se-á início a uma segunda fase de reuniões com os 50 serviços de saúde pública concelhios da região, para aprovação das medidas futuras” no âmbito da Reorganização dos Serviços de Saúde Pública da Região de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.


A todos os Médicos de Saúde Pública e
Técnicos de Saúde Ambiental

Ex.mo Colega

Assunto: Reorganização dos Serviços de Saúde Pública – Região de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo

Ficou agora concluído o diagnóstico dos recursos humanos, de médicos de saúde pública e técnicos de saúde ambiental, da Região de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.

A identificação desta situação permite constatar que os recursos humanos efectivos correspondem a um rácio populacional de 33.187 habitantes por médico de saúde pública e 24 890 habitantes por técnico de saúde ambiental.

Todavia verificaram-se assimetrias muito assinaláveis devido, por um lado à base administrativa (concelho) de exercício das funções de saúde pública e por outro à distribuição dos recursos humanos por Centros de Saúde, sem ter existido uma visão global na gestão destes recursos.

São exemplos desta falta de equidade, por exemplo, os casos de cerca de 8.000 habitantes/médico de saúde pública – CS St.º Condestável-Lisboa e CS de Sobral de Monte Agraço, em contraste com os 81.433 habitantes/médico de saúde pública no CS Cacém ou os 62 465 habitantes/médico de saúde pública no CS Benfica.

No que diz respeito aos técnicos de saúde ambiental, observou-se também idêntica disparidade, como por exemplo, os 3.793 habitantes/técnico de saúde ambiental no CS de Constância, face aos 37.568 habitantes/técnico de saúde ambiental no Concelho do Seixal.

Como é do conhecimento geral, discute-se actualmente a organização de um modelo de serviços de saúde pública que respeite uma base demográfica de cerca de 100.000-200.000 habitantes, tendo obviamente em conta a base administrativa do concelho e as características económicas e sociais da comunidade (por exemplo a industria, turismo, bolsas de população migrantes, toxicodependentes, etc.).

Assim, propõe-se para reflexão dos colegas os elementos anexos que caracterizam a actual situação com o objectivo de se avançar para a prevista organização dos novos serviços de saúde pública.

Em simultâneo vão ser propostas à aprovação do CA da RSLVT as diferentes equipas e Grupos Técnicos constituídos nas seis áreas técnico-científicas de Saúde Pública do Centro Regional de Saúde Pública:

- Estudos e Planeamento de Saúde
- Vigilância Epidemiológica e Sistemas de Alerta
- Saúde Ambiental e Ocupacional
- Promoção da Saúde
- Autoridade de Saúde
- Sanidade Internacional

Tendo em conta as futuras “unidades” de Saúde Pública da Região de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo será também proposto para aprovação no CA da RSLVT o plano de mobilidade dos recursos humanos da região de saúde, por mútuo acordo entre os profissionais e o Centro Regional de Saúde Pública de Lisboa e Vale do Tejo.

Durante este mês de Fevereiro dar-se-á início a uma segunda fase de reuniões com os 50 serviços de saúde pública concelhios da região, para aprovação das medidas futuras, nomeadamente no que diz respeito:

- Instalações e equipamentos /meios informáticos;
- Outros recursos humanos – administrativos, enfermeiros, higienistas orais, etc.
- Organização das futuras “unidades” de saúde pública de base demográfica (100.000-200-000 habitantes).

Nesta data, foi distribuída a todos os médicos de saúde pública, por e-mail ou por fax, a lista dos médicos de saúde pública da Região de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, com a identificação de todos os meios de comunicação existentes.

Com os melhores cumprimentos

O Coordenador do CRSP e Delegado Regional de Saúde
Dr. António Suspiro

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Por dificuldades técnicas, provavelmente por inépcia, não incluímos os diferentes anexos. Todavia, podemos enviá-los aos interessados que no-los solicitem por correio electrónico. Para tanto, basta clicar sobre a identidade do Coordenador do JSA, ao fundo da coluna do lado direito.

2006-02-13

teessea's star

Um leitor do JSA, que optou pelo anonimato, de passagem por Hollywood, ao atravessar o Passeio da Fama reparou nesta estrela e enviou-nos a seguinte mensagem:

This is teessea's star on the walk of fame in hollywood:

2006-02-10

Proteger a saúde dos TSA

Na terça-feira (06/02/07), quando cheguei ao Laboratório de Saúde Pública (da Sub-Região de Saúde de Santarém) para, em conjunto com o Miguel – um jovem, motorista do Centro de Saúde onde trabalho –, proceder à entrega das amostras que colhera durante a manhã, encontrei um colega que cumpria a mesma tarefa. Durante alguns minutos (poucos) conversámos sobre coisas banais: a saúde pessoal, a monotonia do quotidiano e a reforma – a aposentação, um tema recorrente para quem já acumula muitos anos de serviço e muitos mais de idade. Tal como eu, aquele colega também tem quase 60 anos idade. Todavia, já cumpriu 35 anos de serviço. “Mas não me deixam ir embora”, observou-me, aparentemente inconformado.

escrevi no JSA que a aposentação não deve ser considerada como um prémio e muito menos como um castigo. É um direito dos trabalhadores. No entanto, por múltiplas razões, é um direito cujo exercício é cada vez mais penoso para a generalidade dos trabalhadores. Sobretudo após a mais recente alteração legislativa.

Constitucionalmente somos todos iguais. Mas, de facto, somos todos diferentes uns dos outros. No domínio da aposentação, sabemos que há classes sociais e socioprofissionais privilegiadas. Entre outras, a classe política a e classe dos administradores de empresas públicas – cuja nomeação obedece a critérios … políticos. Fora destas classes, os cidadãos trabalhadores são abrangidos pela lei geral e devem, para ter direito à aposentação, continuar a exercer a actividade até aos 65 anos de idade. Não é justo. Não é eticamente justo.

Nestas circunstâncias, concretamente em relação aos TSA, uma classe socioprofissional abrangida pela lei geral – condição que obviamente não contesto –, eu entendo que é necessário, à semelhança do que sucede em outras profissões (designadamente na área da saúde) estabelecer condições de trabalho que protejam a sua saúde.

Os TSA executam tarefas que os expõem a múltiplos riscos. Riscos a que ficam mais vulneráveis com o evoluir da idade. Tarefas e riscos que não são objecto de qualquer vigilância no âmbito da saúde ocupacional. Parece caricato, mas, de facto, se têm competências legais para intervir no domínio da Higiene e Segurança no Trabalho na generalidade dos estabelecimentos, não dispõem – no âmbito do SNS (Serviço Nacional de Saúde) – de serviços de SHST que avaliem as condições em que exercer a profissão. Uma infracção óbvia ao que dispõe a
legislação.

Com o objectivo de proteger a saúde dos TSA, sobretudo dos que transpõem a barreira dos 50 anos, e de promover as condições de higiene e segurança em que exercem a actividade profissional, decidi elaborar um documento para apresentar às entidades competentes, não como um caderno reivindicativo mas como projecto normativo.

Agradeço aos TSA que colaborem e me apresentem as suas propostas.
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Ilustração recolhida em: www.oficina.cienciaviva.pt

2006-02-08

Um pontapé na relva


Nas “Notas avulsas sem critério (2)” – “Sábado”, Nº. 92, de 2 a 8 de Fevereiro, 2006 –, Alexandre Pais, identificado como Director de Record (não sei, eu não leio jornais desportivos) escreve no parágrafo (Nota) 5: - “Souto Moura está a projectar a futura casa do futebolista Cristiano Ronaldo. Tem-se atacado tanto o homem e agora fica tudo calado? Acho mal. Até ao fim do mandato, o procurador-geral que continue mas é a procurar e não se ponha para aí a fazer de arquitecto. Há cada um…”.

Embora eu entenda que o futebol é uma excelente modalidade desportiva, cuja prática (com acompanhamento médico) devia ser fomentada em todas as idades, eu não percebo (e não quero perceber) nada do futebol que se vende nos jornais, na rádio e na televisão. Mas sei o suficiente para afirmar que, nesta jogada, ao confundir os irmãos – um, Procurador-Geral da República, e o outro, Arquitecto –, Alexandre Pais deu um grande pontapé na relva…
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Sem subsídio de risco

O Sr. Rui Rio decidiu no final do ano passado suspender o pagamento do subsídio de risco aos trabalhadores da Câmara Municipal que recolhem o lixo durante a noite na cidade do Porto. Parece que a atribuição do subsídio foi considerada irregular, pela Inspecção-Geral da Administração do Território, por não estar regulamentada. Um bom pretexto para, em tempo de contenção financeira, o Sr. Presidente da CMP (Câmara Municipal do Porto) meter a mão no bolso dos cantoneiros e sacar a cada um 115 Euros por mês.

Legitimamente, os trabalhadores prejudicados manifestaram-se contra a arbitrariedade da decisão, reivindicaram a regularização do subsídio desde a data da suspensão e optaram pelo recurso à greve. Uma forma de luta perversa porque debilita os já magros vencimentos dos cantoneiros enquanto engorda, na mesma proporção, o erário autárquico.

Entretanto, durante a greve, o lixo acumulou-se nas ruas da cidade da foz do Douro expondo a população aos riscos associados à insalubridade ambiental. Um problema de Saúde Pública. Que tenderá a agravar-se se não forem adoptadas medidas objectivas, concretas, para o resolver.

A requisição civil dos cantoneiros será uma dessas medidas, de natureza política, no mínimo autocrática. Outra, também de natureza política mas socialmente correcta, consiste na regularização dos salários dos trabalhadores.

Admitimos que o bom senso prevalecerá. Porque se a recolha do lixo é uma tarefa árdua, que expõe os trabalhadores a múltiplos riscos, executá-la durante a noite é muito mais penosa. Como o Sr. Rui Rio e outros autarcas sabem. Decerto que sabem…
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Fotografia recolhida em www.oprimeirodejaneiro.pt

Meio ambiente com humor


"Medio ambiente con humor" é o título de um livro (disponível em on-line), editado pela Fundación Biodiversidad, com cartoons de colaboradores das principais publicações espanholas, cuja consulta recomendamos.

Como escreve no Prólogo Cristina Narbona, Ministra do Ambiente espanhola, “Algunas de las viñetas arrancarán al lector una sonrisa; otras le invitarán a una profunda reflexión, pero estoy segura de que ninguna le dejará indiferente”.

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Ilustração recolhida em :
usuarios.lycos.es/rioyeltes/ n21_30/20020609.htm

2006-02-06

A Internacionalização do Mundo

Há já algum tempo, Luís Aleixo, TSA, enviou-nos um texto atribuído a Cristovam Buarque, Ministro da Educação do Governo de Lula da Silva. Depois de o lermos, decidimos confirmar a autenticidade do documento antes de o publicarmos. Pedimos a colaboração de Karina Miotto, jornalista, autora do Eco-Repórter-Eco – desde há algumas semanas disponível no “Espaço de Outros sítios, mais saberes…” –, que nos comunicou, agora, o resultado da sua pesquisa.

A
Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Educação (br) divulga um artigo publicado no “Diário da Tarde” (MG), edição de 03/02/16, sob o título de EUA e a Amazónia, que corresponde ao texto que Luís Aleixo nos enviou.

Noutra
página, o próprio Ministro confirma a autoria, esclarece que “Vem sendo distribuído pela internet por diversas pessoas, o que me surpreende agradavelmente, o artigo "A Internacionalização do Mundo". O fato que deu origem a este artigo ocorreu em Nova York, nas salas de convenções do Hotel Hilton, durante o encontro do State of the World Forum, em Setembro de 2000. Publiquei o artigo no Globo e no Correio Braziliense, logo depois. Mas de vez em quando surgem mudanças e informações adicionais nem sempre verdadeiras.” e faculta uma cópia do artigo (desta vez) intitulado A Internacionalização do Mundo".

Optámos por divulgar esta versão – mantendo o texto original.

A Internacionalização do Mundo

por Cristovam Buarque

Durante debate em uma Universidade, nos Estados Unidos, fui questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro. Foi a primeira vez que um debatedor determinou a ótica humanista como o ponto de partida para uma resposta minha.

De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.

Respondi que, como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, podia imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a Humanidade.

Se a Amazônia, sob uma ótica humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço. Os ricos do mundo, no direito de queimar esse imenso patrimônio da Humanidade.

Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

Durante o encontro em que recebi a pergunta, as Nações Unidas reuniam o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu disse que Nova York, como sede das Nações Unidas, deveria ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a Humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza especifica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

Nos seus debates, os atuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o pais onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar; que morram quando deveriam viver.

Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa.

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2006-01-27

Jornais de todo o mundo

Reproduzimos (com ligeiras alterações formais, que não prejudicam o conteúdo) o e-mail que o Luís Aleixo, TSA, nos enviou, sob o título de Simplesmente espectacular:

As primeiras páginas dos jornais de hoje, em todo o mundo. Cada bolinha laranja nos mapas dos continentes corresponde a um jornal da cidade daquele estado ou país. Clique e todos os dias tem a 1ª página de cada jornal.

Ao posicionar o cursor sobre a bolinha desejada, ao lado aparece a 1ª página do jornal. E, clicando sobre a bolinha, tem a página em tamanho maior, para facilitar a sua visualização
.”

E, acrescentamos nós, se arrastar o cursor até ao topo da página, poderá aceder ao site do jornal. E folheá-lo.

O Newseum, o primeiro museu de notícias interactivo do mundo disponibiliza diariamente 429 primeiras páginas de jornais de 41 países. Embora não inclua publicações do continente africano, é, de facto, uma iniciativa notável – “to help the public and the news media understand one another better”.

Aos leitores do JSA propomos que no espaço de Notícias on-line, na coluna lateral, clique em Newseum (Jornais de todo o mundo) . Para melhor se informar e compreender o mundo em que vive.

2006-01-26

Sweet Fleming

Oiço Je me souviens du doux instant, de Glinka, sobre um texto de Puskin. A interpretação é de Mischa Maisky, ao cello, acompanhado ao piano por Pavel Gillilov. É a 5ª. Faixa de Vocalise – Russian Romances, o primeiro CD (*) dos doze (12) que compõem o prémio que me foi concedido pelo Júri do passatempo Sweet Fleming promovido pelo Jorge Rodrigues, autor e apresentador (desde o início do ano com a Andreia Lúpi) do programa Ritornello transmitido diariamente (de segunda a sexta-feira) pela Antena 2.

Deixo-me envolver pelo nostalgia – aqui, no meu sítio, aonde se acede pelo caminho das cegonhas e onde não há o menor ruído que perturbe a audição – e lembro-me de “(…) doce fruito, / Naquele engano da alma, ledo e cego (…)”, versos de Camões que furtivamente usei para título (“Meu doce engano...") de uma estória cuja acção decorre em Mocuba, no interior da Zambézia, em Moçambique, e que o Roberto Cordeiro aceitou publicar no suplemento "Onda Jovem", do Notícias, de Lourenço Marques (Maputo, hoje), no início dos anos 70, do século passado.

Lembro-me, também, de uma leitura antiga, de Ilya Ehrenburg: ... No andar de cima, alguém toca violoncelo e o som plangente comove o narrador… – Como eu lamento não ter a biblioteca arrumada. Agora, não me seria difícil recolher (suponho ser este o título) A Viela de Moscovo e sentar-me, diante da lareira onde a lenha arde, com um cálice de vodka (Stolichnaya, de rótulo verde, de preferência), acender um cigarro e retomar a leitura. Interrompida há talvez 40 anos, na Covilhã, provavelmente num dos bancos do Jardim do monumento a Nossa Senhora da Conceição, onde me refugiava para ler. E onde, por vezes, a PML (de “O Meu despertador”, que publiquei no Juvenil do República, coordenado pelo Orlando Neves) me achava. Um sorriso ladino e loiro…

Decidi bem ao propor ao Paulo Ochoa (da Universal Music) que seleccionasse os CDs do prémio com o mesmo gozo com que eu, em abstracto, enquanto conduzia o carro de regresso a casa, seleccionei os sabores e os misturei para compor a receita do doceRitornello”…
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(*) Deutch Gramophone, 2005. Nº. de catálogo: 00 289 477 5743

2006-01-25

Produção agro-industrial da carne

Um leitor do JSA recomendou-nos a divulgação de Meatrix, um pequeno filme animado (em Flash) que denuncia as condições de produção agro-industrial da carne que consumimos e dos riscos ambientais e de saúde pública associados à actividade.

Como se escreveu no Seattle Post Intelligencer "O Meatrix atinge algo que nós não pensávamos que fosse possível – uma divertida revelação dos males da produção agrícola industrial".

Corroboramos a recomendação do Luís Aleixo, TSA, e propomos aos leitores o visionamento do filme
Meatrix, produzido por Free Range Graphics em conjunto com o Centro de Acções e Recursos Globais para o Meio Ambiente (GRACE), cuja sinopse apresentamos a seguir (no texto original, em português do Brasil).

Sinopse

Ao invés de Keanu Reaves, a estrela de Meatrix é um jovem porquinho, o Leo, que vive em uma agradável propriedade familiar... é o que ele pensa . Leo é abordado por um boi, vestindo um sobretudo preto, o Moopheus, que mostra a ele a dura verdade sobre o agronegócio, incluindo uma paródia à tomada em câmera lenta imortalizada pelo Matrix. No final do filme, o expectator é direcionado para uma "página de ações" que oferece informações adicionais sobre as fazendas industriais e encoraja os consumidores a apoiarem as propriedades familiares locais e a adquirirem carne orgânica.

2006-01-24

Saúde Ambiental, opinião de Francisco Louça

A publicação de Cuidar da Saúde, um bem sem preço, uma estratégia para o Serviço Nacional de Saúde apresentada por Francisco Louçã, na qualidade de candidato às eleições presidências, motivou um leitor do JSA a propor-nos que apresentássemos o Post ao deputado do Bloco de Esquerda. Nós aceitámos a sugestão e consultámos Francisco Louçã. Que nos respondeu no dia 06/01/20. Todavia, por motivos técnicos, só ontem ao final do dia pudemos aceder à nossa caixa de correio electrónico.

Escreveu-nos André Beja, assessor para as questões da saúde:

“(...) Segue a resposta de Francisco Louçã à questão por vós colocada. Pedimos desculpa pela demora, mas as actividades de campanha não nos têm deixado muito tempo:

Vejo o Serviço Nacional de Saúde como um conjunto de meios técnicos e humanos que, num campo alargado de intervenção, contribuem para a promoção do bem-estar e qualidade de vida da população. Isto numa perspectiva ampla da saúde, considerando-a, mais do que mera ausência de doença, como um estado de equilíbrio do individuo com o meio, onde têm influência aspectos físicos, sociais, ambientais/ecológicos, e emocionais.

Assim, e apesar de no meu manifesto não fazer nenhuma referência específica à saúde ambiental, esta é uma área muito importante que tenho focado com insistência, defendendo medidas que, em várias áreas, com ela se relacionam. Por exemplo, na área do trabalho, é preciso garantir condições laborais salubres ou, por exemplo, horários que, para lá do tempo livre para cada uma e cada um viver, permitam períodos suplementares de descanso condicentes com o desgaste de cada profissão.

Na área do ambiente, no lançamento da minha candidatura e durante a campanha, Defendi uma revolução ambiental que é parte indispensável da democracia de responsabilidade que quero contribuir para criar. Quando se verifica que Portugal excede os limites de emissões de dióxido de carbono e que dentro em breve poderá ter de pagar estes abusos de poluição comprando licenças extraordinariamente caras, percebe-se bem como o debate orçamental está enviesado e não reconhece prioridades.

A grande mudança de que o país necessita é a partilha de uma responsabilidade estratégica na defesa do bem-estar, da segurança alimentar, da qualidade da água e do ar, das florestas e do ambiente, que são activos estratégicos de que não podemos abdicar. Precisamos de politicas responsáveis e comprometidas com a defesa do ambiente nos espaços urbanos, com uma politica de resíduos consequente, preocupada com o impacto dos níveis de ruído na qualidade de vida.

Francisco Louçã, Janeiro de 2006”.

2006-01-19

A língua portuguesa na ONU – Petição

Considerando que mais de 250 milhões de pessoas se expressam no idioma português, com importante presença sócio-cultural e geopolítica em várias nações de todos os continentes, sendo a 5ª mais falada no mundo (em números absolutos), a 3ª entre as consideradas línguas universais de cultura e uma das 4 faladas nos seis continentes”, o Elos Clube Internacional da Comunidade Lusíada decidiu promover através da Internet uma Petição para que a língua portuguesa seja reconhecida pela ONU como um idioma oficial "na sua organização, ao lado do Árabe, Chinês, Espanhol, Francês, Inglês e Russo".

Associamo-nos à iniciativa e propomos aos leitores do JSA que subscrevam a Petição para tornar oficial o idioma português na Nações Unidas.
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Ilustração recolhida em
geocities.yahoo.com.br/ poesiaeterna/lusofonia.htm

O subsídio, o rali e a lenga-lenga…

Anteontem (06/01/17), pelo noticiário das 20.00 horas transmitido pela SIC, soube que o Sr. Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, comunicou, aos dirigentes sindicais com quem se reuniu, que, para o ano em curso, o aumento do subsídio de refeição dos funcionários públicos será 0,03 euros. De outro modo, de 3 cêntimos.

Num país onde o preço mínimo de um café (bica, cimbalino, etc.) é 0,50 €, os funcionários públicos precisarão de trabalhar durante 17 (dezassete) dias para poderem tomar um café com o aumento (do subsídio de refeição, diário) que o Sr. Ministro agora lhes concedeu. Se, entretanto, o preço do café não for alterado, devido aos novos preços dos combustíveis, da electricidade, da água…

Eu não ouvi a justificação de Teixeira dos Santos. Mas admito que não se afaste da lenga-lenga do costume: crise económica, baixa produtividade, contenção de despesas…

O Estado é – em Portugal – a única entidade patronal que não sabe quantos trabalhadores emprega. Poderão ser mais, talvez sejam menos. Estima-se que sejam 800 000.

Sem ser necessário recorrer à matemática, uma disciplina que a generalidade dos estudantes portugueses não domina, com duas ou três operações de aritmética (multiplicação) verificaremos que o encargo mensal suportado pelo Estado será de cerca de 600 000 €. Pouco mais de 6 (seis) milhões de euros por ano. Um valor pouco significativo em termos macroeconómicos. Uma exorbitância! – contestará o Sr. Ministro.

Que integra um governo que atribuiu, a fundo perdido, um subsídio de 3 (três) milhões de euros à organização do Dakar para que a prova tivesse início em Lisboa, no final do ano passado. Sob o pretexto de que aquela competição (desportiva?) contribui para o reconhecimento das competências do país, para a promoção do turismo, para o fomento do canal HORECA (HOtéis, REstaurantes e CAfés) … Eu duvido.

Nas crónicas de “O outro lado do Dakar” que a Margarida Pinto Correia publicou diariamente no Público, a pobreza foi uma constante. Constrangedora.

Na Mauritânia e no Mali, entre outros países africanos atravessados pelo rali, a população continua tão pobre como há vinte anos, quando a prova se estreou. Ou ainda mais pobre.

Mas lá para o fim do ano há mais rali. Lá e cá. Mais circo, menos pão. E a mesma lenga-lenga…

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Imagem recolhida em
http://www.weebls-stuff.com/community/fanart/index.php?offset=30&cat=0

2006-01-17

O frio, a neve e a falta de sal...

O Inverno que atravessamos está a ser particularmente frio. Ou então serei eu que estou cada dia mais sensível às alterações térmicas. Devido à idade, talvez. Começo a sentir frio logo pela manhã, depois de me levantar, cerca das 06.30 horas, agora ainda de noite, e me afasto do quarto. Na sala, num gesto quase ritual, antes de tomar o pequeno-almoço, remexo as cinzas para reacender a lareira e aquecer o ambiente.

Aparentemente menos gélido que o ambiente que o Eduardo Prado Coelho descreveu numa das suas mais recentes crónicas que diariamente (de segunda a sexta feira) publica n’ O Fio do Horizonte (Público), e na qual, a pensar decerto na mãe (Élis Regina) da jovem cantora, comentou que não se lembra de uma brasileira tão destituída de sensualidade como a Maria Rita. Que tiritou de frio, no palco do Coliseu (de Lisboa) – uma sala de espectáculos sem aquecimento –, durante a apresentação do seu Segundo trabalho discográfico. No final da crónica, o professor de semiótica afirma que (cito de memória) “Não conheço nenhum país tão frio como Portugal”.

O frio em Portugal, como os diferentes órgãos de comunicação social noticiam, tem provocado a queda de neve no interior do país, sobretudo nos distritos de Bragança e da Guarda. Onde as estradas ficam interditas ao trânsito, prejudicando a mobilidade das populações. Estradas que tardam a ser limpas por falta de meios mecânicos. No distrito de Bragança, de acordo com as notícias, foram improvisados limpa-neves colocando-se pás em viaturas de bombeiros…

Distrito onde, ainda na semana passada, alguns sectores da população – agricultores e ambientalistas, sobretudo – contestaram o espalhamento de sal nas estradas. A pretexto de a drenagem da água salgada para os terrenos envolventes provocar a salinização dos solos e das águas subterrâneas. E propuseram, como alternativa, o recurso a meios mecânicos…

No plano meramente teórico, admito que tenham alguma razão. Todavia, a aplicação de sal no pavimento é um bom método para se manterem as estradas transitáveis (e razoavelmente seguras). O sal evita a formação de gelo.

É do conhecimento comum que a 0º centígrados a água passa do estado líquido ao estado sólido. No entanto, nem toda a gente sabe (só porque ainda não se deteve um instante para reflectir) que a água poderá conservar-se no estado líquido a temperaturas negativas. Como sucede, por exemplo, nos oceanos das regiões polares. De facto, quanto maior for a percentagem de sal dissolvido na água, mais baixa será a temperatura a que a água congela.

Nas “Ciências da Terra para Jovens” (Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1993), Janice Vancleave apresenta uma experiência cuja realização proponho aos leitores mais cépticos do JSA.

Até metade do volume, vertam água em dois copos. Num deles, que marcarão com a letra S (ou a palavra Sal), dissolvam uma ou duas colheres de sal. A seguir coloquem-nos no congelador. 24 horas depois verificarão que no copo com sal a água conserva-se no estado liquido. Por uma razão, elementar: - “O sal impede que as moléculas de água se liguem para formar cristais de gelo”.

Está frio em Portugal. Ou serei eu que…

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Imagem recolhida em
www.ipb.pt

2006-01-12

Estratégia para os cuidados de saúde primários

Pelo Portal da Saúde soubemos que, hoje, 06/01/12, no Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento, Correia de Campos participa numa sessão pública com a Missão para os Cuidados de Saúde Primários, coordenada por Luís Pisco, na qual será apresentado o trabalho, bem como a estratégia, daquela estrutura de missão.

A Missão para os Cuidados de Saúde Primários”, de acordo com Resolução do Conselho de Ministros n.º 157/2005, de 05/09/22, “tem como tarefa criar os instrumentos legais e operacionais que permitam a recentragem do sistema de saúde português nos cuidados de saúde primários e, ao mesmo tempo, acompanhar o desenvolvimento da nova metodologia de organização dos cuidados”.

Por motivos que decorrem óbvios, não estivemos naquela sessão.

Mas esperamos que o trabalho e a estratégia daquela estrutura de Missão sejam em breve divulgados pelas USP para que os profissionais de saúde – designadamente os TSA – acreditem que a reorganização dos cuidados de saúde primários cumpre os princípios e valores de boa governação enunciados na notícia do Portal da Saúde:

- Centrada nas pessoas; orientada para o cidadão; inclusiva de vontades e saberes;
- Transparente nos processos de decisão; baseada na melhor evidência disponível;
- Observando um quadro ético de responsabilidade social
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Ilustração recolhida em
www.mihalyo.com